
Bem pode o Governo lançar cem campanhas de prevenção rodoviária: o comportamento de alguns dos seus membros persiste em condená-las ao insucesso. Conduzir ou ser conduzido de pé na tábua continua a ser uma espécie de vício nacional num país que já perdeu tanta gente famosa por morte prematura no asfalto. Ministros como Duarte Pacheco e Mário Firmino Miguel, actores como Angélico Vieira e Francisco Adam, cantores como Carlos Paião e Sara Carreira.
O pior é que ninguém parece aprender as devidas lições com o infortúnio dos outros. E o mau exemplo, nesta matéria, vem de cima. Há pouco mais de um mês, a 18 de Junho, a viatura oficial que transportava o ministro Eduardo Cabrita atropelou na A6 um cidadão chamado Nuno Santos, que fazia trabalhos de reparação e limpeza na berma da auto-estrada. Ignora-se ainda a velocidade a que seguia a viatura, mas não custa presumir que seguia em transgressão pelo simples facto de não haver marcas de travagem na via transformada em pista.
Um trabalhador morto por suposta incúria de condução alheia. Mais um, a pesar nas estatísticas. Devia servir de travão a novos excessos na estrada. Mas parece que não: a volúpia da velocidade permanece incólume. Apetece perguntar: tanta pressa para quê?
Escassos 17 dias após a trágica morte de Nuno Santos, outro automóvel com ministro a bordo teve destaque noticioso. Felizmente desta vez sem consequências funestas. Mérito de uma equipa de reportagem da TVI, que registou a ocorrência: a 5 de Julho, João Matos Fernandes foi transportado a 160 quilómetros por hora numa estrada nacional e a 200 quilómetros numa auto-estrada – neste caso a A2, bastante mais movimentada do que a A6.
Péssimo exemplo, a vários títulos. O limite de velocidade em auto-estrada está fixado em 120 km/hora. Quanto mais se acelera mais as emissões poluentes aumentam, comportamento duplamente censurável tratando-se do titular da pasta do Ambiente. Além disso o sentimento de impunidade favorece o pior dos populismos. E reforça a sensação de que existe uma casta de dirigentes a quem tudo é permitido.
Pior ainda é o jogo de passa-culpas em que João Matos Fernandes, imitando o seu colega da Administração Interna, logo se enredou: “Não era eu que conduzia e não me apercebi do que estava a acontecer”, declarou já esta semana, após um período de silêncio. É certo que acrescentou: “Isso não me desresponsabiliza em nada.” Mas a escolha da frase inicial certamente não resultou do acaso. Qualquer português sentiria a tentação de fazer o mesmo.
A questão é que a um membro do Executivo se exige muito mais. Por imperativo de cidadania e em nome da ética da responsabilidade. Noutros tempos, com outro critério, António Costa advertiu antes de exonerar um ministro: “Nem à mesa do café podem deixar de lembrar-se que são membros do Governo.”
Isto num país que registou 6880 vítimas mortais em desastres rodoviários na última década. Razão suficiente para tirar o pé do acelerador.
Texto publicado no semanário Novo

Já agora: para quando as estatísticas sobre bombeiros mortos e feridos em acidentes de viação v. em combate às chamas no terreno?
Serão as rotundas os maiores inimigos declarados dos nossos soldados da paz? Continuar-se-á a confiar a condução de autotanques a trolhas que sonham ter carta de motorista ministeriado?
A pergunta mais urgente, antes de todas essas, é a seguinte:
A que velocidade seguia a viatura que transportava o ministro da Administração Interna e matou o cidadão português Nuno Santos, na A6, no dia 18 de Junho?
Enquanto essa pergunta não for respondida, ninguém deve falar de segurança rodoviária.
Lembro só que nos anos setenta morriam por ano em média mais de 2.500 pessoas, hoje morrem menos de 400, com mais carros, mais seguros e mais auto-estradas..
Portanto por aí estamos falados e a obsessão pelos mortos na estada, faz lembrar a obsessão pelos mortos Covid.
O que está em causa é um acidente provocado por um condutor negligente e um “patrão” imbecil.
” um acidente provocado por um condutor negligente e um “patrão” imbecil. ” E um comentador …… quê?
Anónimo?
“Anónimo?” Acertou. Também era fácil.
Leopedro, segundo se diz não havia marcas de travagem na estrada para se ter uma ideia da velocidade que seguia, apenas temos amolgadela no carro. Quer dizer que houve o atropelamento e o carro só parou muito à frente depois de abrandar o andamento?
O corpo do Nuno Santos, cidadão português convém referir (?!), deve ter marcas para se poder avaliar o embate.
Como não há marcas de travagem também não sabemos o local exacto do embate.
Quem tem culpa nos acidentes de viação são sempre os condutores da viatura, e só a policia ou sinais oficiais podem alterar as leis do trânsito.
Contaram-me não gostar ir de carro com o patrão por o motorista do Mercedes não dar mais de 120 na autoestrada, e dizia o motorista ‘quem paga a multa é o patrão mas quem fica sem carta sou eu’.
Claro que convém referir o nome e a nacionalidade do morto. Ou será que os nomes só se escrevem quando é um americano a morrer?
Está bem, então neste caso Nuno Santos não era suficiente?
Ou, neste caso, era de todo o interesse referir a nacionalidade, exactamente para vincar ‘os nomes só se escrevem quando é um americano a morrer?’.
Como jornalista, com toda a certeza que na reportagem deste acontecimento, sem ser com um Ministro, nunca escreveria ‘cidadão português’ , mas se fosse um Tony Moore anotava ‘de nacionalidade …’.
Não era suficiente, claro. Podia ser brasileiro ou angolano.
Aliás se fosse brasileiro ou angolano, ou da Guiné-Bissau, talvez tivessem sido organizadas manifestações de repúdio e de protesto.
Como foi “apenas” um português mortalmente atropelado pela viatura do ministro, não houve nada disso.
Leopedro você não sai dessa, ´tá bem.
Vou estar atento às notícias de atropelamentos (tem de ser mesmo atropelamento?) e quero ler se escreve algum protesto por não ser referido a nacionalidade do atropelado, principalmente se for português mas sem ter um nome estrangeiro. Mas não vale quando o carro for conduzido por alguém ligado ao governo ou de quem o apoiar.
Você aparece aqui três vezes seguidas a insistir na mesma tese. Quer que eu faça o quê? Reafirmo três vezes também o que já havia escrito.
Nada disso, quero, se assim você entender, ser obrigatório por lei os jornalistas serem obrigados a referir a nacionalidade dos atropelados mesmo que se chamem josé da silva, que pode muito bem não ser português.
(esta é a quarta vez, só por achar que, ainda, pode jogar a bola sem dar baile com fintas popularuchas).
Quarta e última. Deixei de ter paciência para o aturar.
Estes comentários da falta de marcas de travagem apenas demonstra a ignorância da esmagadora maioria dos orçamentistas de acidentes. É que em Portugal temos largos milhões de orçamentistas de bate chapas, daí as longas filas e paragens para ver tudo quanto é acidente de viação. A pandemia veio acrescentar os especialistas Covid, acho que já devemos ser uns 10 milhões, mas enfim. Voltando ao ministro Fittipaldi, mal seria se houvessem marcas de travagem, pois ha mais de 20 anos que existe uma coisa que se chama ABS, que veio acabar com isso dando mais poder de travagem controlada (que a derrapagem impedia). Hoje em dia só se vai vendo marcas de travagem em trailers e nos carros com autocolante da Expo 98 ou Kadok. Parecer nº16764 do orçamentista certificado.
O sr. ministro já falou algumas vezes sobre o acidente, mas no assunto da velocidade não tocou e ninguém lhe colocou essa pergunta, parece um detalhe menor, a culpa é do Nuno que foi ao separador central e o ministro não sabe porquê. Essa omissão sobre a velocidade e o estado do carro já dizem muito sobre a velocidade no momento do embate, por isso eu gostava era que se partisse para a pergunta seguinte: O sr. ministro pediu ao motorista que andasse em excesso de velocidade ou foi apenas iniciativa deste? E se pediu, havia algum assunto urgente ou foi apenas uma razão trivial como por exemplo ir almoçar?
Sabe-se que o ministro estava de regresso de uma actividade governativo-partidária.
E que na sua agenda não estava previsto nada de urgente após o seu retorno.
Eu sou apologista que se deveria rever os limites de velocidade. A velocidade máxima deveria ser estabelecida nos 220 Km/h em auto-estradas, de 50 Km/h dentro das localidades e ao atravessarem-se localidades e entre os 70 Km/h e os 120 Km/h em estradas nacionais, dependendo do estado do piso, da região (se serras ou outras), da vegetação existente (se tem árvores próximas que libertem resina para o piso, aqui a velocidade limite seria de 40 Km/h).
Os motociclos teriam uma velocidade máxima de 100 Km/h em auto-estrada e 80 Km/h em estradas nacionais, observando-se as outras prerrogativas enunciadas.
Por último, os membros do governo, pr e parlamentares não podem circular a mais de 60 Km/h em auto-estradas e estradas nacionais e têm limite de 30 Km/h nas localidades. Todavia, para segurança do povo, podem ser conduzidos em carrinhos de bebés nas localidades.
Eu defendo que os membros do governo andem de helicóptero ou trotineta. Talvez isso permita poupar vidas humanas.
Acho que se querem transitar para a “economia green” “transição digital” e outras balelas que tais, teem que dar o exemplo e deslocar-se por tracção animal i.e. de burro ou trotineta.
Ou carros eléctricos com limite de velocidade 50 km/h e autonomia idem
Em pt aplica-se a lei do frei Thomas.
Limites… infelizmente em Portugal poucos sabem conduzir. Levam o carro em puso seco como em dias chuva, srja recta ou curva, tenham um volvo ou um 127.
Ignoro o que seja pt e desconheço esse tal Thomas.
PT é Portugal. O Frei Tomás.
Eu sou antiquado. Continuo a escrever Portugal assim, à moda antiga.
Iso 3166 alfa 2.
O Frei Thomas também se americanizou.
(O P C percebeu, nao percebeu?)
“Amaricanou-se”.
É o Thomas big balls do Benfica.
Bolotas do Benfica?
Há coisas que não entendo.
Toda a gente fala do ministro ir a duzentos à hora, é grave, não há dúvida. Mas porque é que ninguém fala do queixinhas que ia atrás a filmar e que também ia a 200 à hora?
Será que os queixinhas agora são uma espécie de ” task force ” do jornalismo?
Bom comentário.
Não sei como é que a TVI apanhou o ministro a 200 à hora (não vi a reportagem). Se aquilo que a TVI fez foi pôr-se atrás dele à mesma velocidade, então tão criticável é a TVI quanto o ministro.
Típico tuga. Comenta o que não viu.
Também típico desta gente é o whataboutismo: “então e o outro que também ia em transgressão” como se limpasse a alma do primeiro.
E quando nos lembramos de que esta gente vota, percebemos tudo.
O problema é do mensageiro. Atira-se ao mensageiro para ignorar a mensagem.
Há muitas coisas típicas “desta gente “mas eu prefiro os ditados populares.
Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica a ver.
Se conseguirmos analisar as situações sem o filtro do clubismo partidário provavelmente será uma análise mais séria e mais isenta.
Como está explicito no meu comentário, não estou a limpar a alma do ministro, antes pelo contrário, estou a sujar a alma do ” jornalista “.
Se todos os canais informativos tivessem a ideia de fazer o mesmo tipo de reportagens talvez fosse melhor substituir o nome das autoestradas por autódromos, sempre ficava mais adequado.
Como está explicito no meu comentário, não estou a limpar a alma do ministro, antes pelo contrário, estou a sujar a alma do ” jornalista “
Exacto. Resta saber porquê. Eu acho que é por você estar longe de conseguir fazer o que advoga para os outros:
Se conseguirmos analisar as situações sem o filtro do clubismo partidário provavelmente será uma análise mais séria e mais isenta.
Ou seja, não é o ministro nem é o jornalista. É e você a que velocidade vai para não ver o acidente?
Se não entendeu a ironia certamente não iria entender a explicação. Quando comento temas absurdos gosto sempre de esmagar as palavras nas entrelinhas.
Errado, é muito mais criticável a velocidade da TVI , pois o ministro teve receio de estar a ser perseguido por marcianos e mandou acelerar ao máximo para não ser raptado.
O ideal era as rodas dos carros de suas inselências passarem a ser quadradas, sempre ficavam a condizer com as cabeças bal(z)ias.
A TVI cumpriu a sua missão jornalística. Talvez tenha evitado a morte de outro trabalhador português apanhado por uma viatura ministerial a voar baixinho na auto-estrada.
O ministro – como o seu colega da Administração Interna – devia ter sido alvo de contra-ordenação. À semelhança do que sucederia com qualquer cidadão nacional nas mesmas circunstâncias. A menos que o tão propalado “direito à igualdade” seja mero verbo de encher. E se calhar é mesmo.
Talvez o veículo ideal, tratando-se do ministro do Ambiente, fosse uma bicicleta – com rodinhas.
A TVI talvez tenha evitado a morte de alguém, arriscando e tendo tido a sorte de não provocar algo semelhante. Afinal, infringiu tanto como o ministro. Como tal, o ministro não esteve bem devendo dar o exemplo, mas a TVI pelo método que usou e tendo em conta o impacto que tem na sociedade, não esteve melhor. Diz o roto para o nu, de que te vestes tu.
“Pelo direito à igualdade”, venham duas multas, uma para o ministro e outra para a TVI. A não ser que a TVI seja uma extensão das autoridades a quem compete verificar tais infrações.
Esse é um dos grandes problemas, o impacto que os media têm na sociedade pois são um mundo obscuro. A coberto disso temos manipulação, censura, estupidificação, “circo” e mais “circo”. Gostam de dar lição aos outros, mas eles são piores. Cuidado com os bons!
O ministro merece muito mais que multa. A viatura em que seguia, presumivelmente em transgressão, matou um ser humano. Não matou uma galinha ou uma cascavel.
Acontece que passaram 40 dias e o ministro continua sem esclarecer aspectos fundamentais da tragédia ocorrida na A6.
Pior: recusa-se a comparecer no parlamento, que tem como missão fiscalizar os actos dos membros do Governo.
A TVI fez o que se impunha: apanhou em transgressão outro ministro, que parece nada ter aprendido com o triste episódio em que o seu colega da Administração Interna se envolvera dias antes.
Isto revela bem como este Governo se está nas tintas para a opinião pública e como manda às malvas a ética da responsabilidade. Os ministros criam contra-ordenações que penalizam os cidadãos em actos que eles próprios cometem, ficando impunes.
Este sentimento de impunidade acontece porque há pessoas como você, disposta a defender o indefensável talvez por obediência partidária. Que triste comportamento. Foi por causa de gente assim que tivemos uma das mais longas ditaduras da Europa.
Mas há alguma missão jornalística? Sabe que não! O que há são interesses e por isso também há escolha dos assuntos que devem ser ou não, vistos e comentados.
E alguns que fazem mesmo isso sem perceber que estão a ser manipulados.
Como também acredito pouco que hajam alguns preocupados com os outros, com mortes etc. O que interesse é iludir quantos mais melhor e tirar proveito disso.
Eis o “milagre” da multiplicação dos anónimos.
É só um mas aparece várias vezes para julgarmos que são muitos.
não custa presumir que seguia em transgressão pelo simples facto de não haver marcas de travagem na via
Se não há marcas de travagem, então presume-se que o carro não travou. Daí presume-se que o motorista foi apanhado de surpresa pelo aparecimento do peão na via e não teve tempo de reagir. Não se presume que, necessariamente, o carro fosse em excesso de velocidade. Pode ser que o carro fosse em velocidade normal e que de repente o peão se tivesse atirado para a frente dele, não tendo o motorista tempo de reagir (travar).
Obrigado, Poirot.
Não, isso é irrelevante. Quem foi apanhado de surpresa foi o trabalhador. Pense lá por razão isso terá acontecido.
Para o Xerloque Tuga, a culpa do atropelamento foi… do atropelado.
Nem é preciso sabermos a que velocidade seguia o carro nem se o motorista tinha consumido álcool ou drogas.
Pelo decorrer do processo, a consequência do ocorrido, bem como o dano na viatura, tudo indicia excesso de velocidade, especialmente o decorrer do processo. No entanto não é a ausência de marcas de travagem que demonstram ou sequer indiciam excesso de velocidade. Como tal, como se costuma dizer, Xerloques … há muitos.
Todas as dúvidas seriam desfeitas se o Governo cumprisse os elementares deveres de transparência, algo que não sucede.
Já lá vão uns anitos frequentei um curso de instrutor de condução, tendo exercido por pouco tempo.
Retive desde aí, ou até antes, um conjunto de ideias ou casos com que frequentemente me deparo e medito como:
-Rotineiramente parece que nem as próprias autoridades de tutela e fiscalizadoras sabem fazer a distinção ente excesso de velocidade e velocidade excessiva.
-Quem conduz ou é conduzido como responsável na viatura onde se faz transportar, raramente tem presente que apenas pode ser dono e senhor do carro, mas nunca comportar-se como dono absoluto da estrada.
-Relativamente aos malefícios do álcool na condução, murmurava-se em tom humorístico que por aí não existiria grande problem dado que os portugueses costumam conduzir como bêbedos.
O facto de se tratar de viatura oficial, com motorista a bordo, não é atenuante. É agravante.
Lendo alguns comentários comprova-se a imbecilidade dos argumentos.
Sabe-se apenas que o corpo foi projectado a + de 50 metros.
É o suficiente para ver que há excesso de velocidade.
Ora pois. O Xerloque ainda não topou essa.
«Nuno foi projectado 4 metros, pelo carro onde seguia Eduardo Cabrita»
9 jul, 13:42 – TVI.
“No «Dois às 10», Bruno Caetano, repórter, analisa detalhes do momento em que Nuno Santos foi abalroado, mortalmente, pelo carro onde seguia o ministro.”.
Quando chegarem aos 100 metros avisem…
Aplaudo!
O Estado presume sempre por alta recreação sua que é necessário salvar-se a si primeiro, antes de salvar os outros. E por este motivo o Estado é sempre inimigo do povo. Sempre.
Sempre foi, sempre será.
Conduzir a 200km/h na autoestrada parece-me uma imprudência, mas conduzir a 160km/h numa estrada nacional parece-me um crime. Numa estrada nacional há cruzamentos, trânsito em sentido contrário, pessoas e animais a caminhar na berma. O potencial para a desgraça é muito maior.
E no entanto foi numa auto-estrada que a viatura onde seguia outro ministro atropelou mortalmente um compatriota nosso.
Por vezes questiono-me se haveria tanto silêncio em torno deste caso se o atropelado tivesse sido um turista norte-americano em vez de um trabalhador português. Cinco semanas depois continuamos sem saber a que velocidade seguia a viatura e se a GNR fez – como se impunha – um teste de alcoolemia ao motorista.
Obviamente que a velocidade importa e muito no caso do trabalhador atropelado pelo automóvel do minister. Não faço ideia do que seja andar a 200km/h numa autoestrada. Neste caso foi trágico. E devem ser exigidas explicações. Juro que não percebo o que se passa com o jornalismo…
Neste caso não me parece haver culpa jornalística. Tanto assim que a TVI não tardou a apanhar outro ministro em evidente transgressão.
A culpa é toda do Governo. Que instado uma vez e outra e outra acerca da velocidade a que seguia a sinistra viatura que matou um ser humano continua firme na recusa em responder. Ao ponto de o primeiro-ministro ter dado instruções ao grupo parlamentar do PS para chumbar a audição do ministro no Parlamento – comportamento próprio de regimes autoritários e proto-ditatoriais.
Como se estivesse em causa um segredo de Estado. Como se o Governo não devesse prestar contas ao Parlamento.
Tem razão Pedro, estou a ser injusta. Alguns jornalistas têm insistido na pergunta sobre a velocidade a que seguia o carro. A sociedade é que parece estar adormecida, anestesiada.
Participei na manifestação em Belém depois dos incêndios de Outubro de 2017. Estava composto, mas não havia o mar de gente que eu tinha imaginado. Tinham morrido uma centena de pessoas por incúria do governo, algumas das quais conduzidas para a morte pelas autoridades. Depois foi o cidadão ucraniano morto à pancada no aeroporto, e agora o cidadão português atropelado na autoestrada.
Se fosse um americano atropelado ou um brasileiro esfaqueado, teria certamente mais manifestações de protesto e repúdio. É a “sociedade civil” que existe: só se mobiliza em função de bolhas tribais.
O ministro queria apenas publicitar a velocidade que podem atingir os carros eléctricos vendidos em Portugal. Isto, até o Galamba ter pronta a fábrica de hidrogéneo: aí é que vai ser voar…
Até muda de nome. Passa a ser Galambogéneo.
Não é suficientemente green. Tem que ser mesmo metano das flatulências das vacas ou dos porcos. Isso sim é que é economia sustentável.
Aquela senhora do PAN aplaude, seguramente.
Se vivêssemos na parte civilizada da europa, este seria um não assunto, pois o ministro não teria sequer viatura atribuída quanto mais um motorista. Logo, quando se quisesse deslocar teria que o fazer por meios próprios ou em transportes públicos, como fazem os “pelintras” da europa civilizada, aquela que há décadas envia para cá biliões que nós derretemos em asfalto e em carros alemães com tanto afinco. Só temos estes políticos porque os deixamos existir e os premiamos nas urnas. Pouco importa a cor politica de quem governa, pois estes comportamentos são transversais desde há décadas.
Eles defendem as bicicletas, mas para os outros. Para uso próprio, nunca dispensam os popós de grande cilindrada. E gostam que os motoristas acelerem, para libertarem mais gases poluentes.
Só assim se sentem verdadeiramente importantes.
Infelizmente,a grande maioria dos membros deste governo,começando no líder,são pessoas pouco sérias,pouco idóneas,nada recomendáveis!!!!
Sobre este texto o que menos me interessa é o acidente do ministro e a perseguição a outro ministro, não deixando de lamentar a perda de uma vida e lembrar que a Princesa Diana foi vítima mortal num acidente em que jornalistas ou aspirantes a jornalistas, perseguiam o seu carro.
O que me interessa são todos os acidentes e o que não se faz para os evitar.
O excesso de velocidade contribui e muito para a gravidade dos ferimentos nos acidentes, mas não necessáriamente para a sua ocorrência.
A quantidade de condutores que circula sem luzes à chuva ou com nevoeiro provoca acidentes graves ainda que se cumpra rigorosamente os limites de velocidade, os condutores que mudam de direção sem sinalizar a manobra, como estão obrigados, provocam acidentes ainda que cumpram rigorosamente os limites de velocidade, os condutores que não respeitam o traço contínuo da via, aidna que cumpram o limite de velocidade, provocam acidentes. Estamos a falar de regras básicas que não são respeitadas diariamente.
Mas é sempre mais fácil atribuir as culpas ao excesso de velocidade, ainda que muitas vezes não se trate de excesso de velocidade, mas sim velocidade excessiva para as condições, meterológicas, de tráfego, do estado do piso ou até de outras ocorrências, como por exemplo, avarias, circulação de elevado número de peões, em determinado momento.
As autoridades fustigam muito a CSocial com o excesso de velocidade e com o excesso de álcool (ainda que sejam infrações graves e muito graves), porque são mensuráveis através de aparalhos certificados, mas deixam de fora da conversa as manobras perigosas, muitas vezes provocatórias, que acredito estarem na origem da maioria dos acidentes que ocorrem.
Por outro lado, o português é aquele que se for multado em Espanha, ainda se vem gabar para Portugal que a Polícia não brinbca aqui ao lado, mas quando é multado em Portugal, é caça à multa.
«O que me interessa são todos os acidentes e o que não se faz para os evitar», diz você. Não pode haver pior pedagogia do que o automóvel que transporta o ministro-acelera ser apanhado em transgressão, e matar um incauto cidadão que estava no local errado à ordem errada, sabendo-se que este é o ministro que tem a tutela da prevenção rodoviária em Portugal.
Basta isto para justificar o interesse público reforçado em torno deste atropelamento fatal.
O ministro tem de esclarecer a que velocidade seguia a viatura e se foi feito teste de despistagem de álcool e drogas ao motorista.
Passaram 40 dias. Já tarda.
Calro que um ministro tem responsabilidades especiais, nomeadamente, o exemplo pedagógico que deve dar. O que não tenho dúvidas é de que não é por via dos maus exemplos que a sinistralidade nas estradas assume a gravidade que tem mas sim porque a maioria dos condutores está-se nas tintas para o que aprendeu sobre o Código da Estrada (aliás a maioria não o entende, apenas o “empinou” para passar no exame, para todas as campanhas de sensibilização, para os conselhos das autoridades e despreza as mais elementares regras de bom senso.
Se assim não fosse, o exemplo que lhe dei, quem circula de luzes apagadas com nevoeiro ou chuva, revela desrespeito pelo Código da Estrada, pelos outros utentes e, essencialmente (e isto é que me te muita confusão) coloca em risco a sua própria segurança porque não é visto.
Daí a pergunta final, se um indivíduo destes não preza a sua segurança, como se pode trazer segurança ao tráfego nas estradas?
o Jato.
Personagens : senhor 1, que é ministro… Senhor 2, que é piloto…senhor 3, testemunha que no seu sofá controla as velocidades.
O Senhor 1 precisou de deslocar-se, mas faltava um papel qualquer legalizador ou nao havia corredor aereo, pelo que teve que utilizar a aeronave como veiculo 4 rodas. Ou seja, impedido de utilizar as asas, restou-lhe a pista.
De repente repentinamente os dois senhores, o ministro e o piloto, dao-se conta de um barulho, tipico de terem sido abalroados por coisa.
Mas quando concluiram ser logicamente um javali, e se entusiasmaram com a jantarada, naquela velocidade supersonica já estavam afastados centenas .
Ligaram os piscas e recuaram, Acontece que a aeronave, ali veiculo, nao dispoe de supersonica para a inversao, pelo quando chegaram ao suposto local, já nada havia.
Sentiram-se roubados : alguem se apropriou do javali.
Já no ministerio, ouviram , que naquela area um veiculo com aspeto ministirial tinha colhido um Senhor.
Que coincidencia -pensaram. E se foi o ladrao do javali ! …………………………………. ……………………
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Até que determinado jornal ouviu o senhor 3, e tudo ficou clarinho.