… e o seu livro, “O Sorriso Enigmático do Javali”, pela pena da Ana Cristina Leonardo, no “Expresso”: “[…] Cada história uma iluminura, cada ilustração um desenho naturalista, em todas se insinuando elementos encantatórios. Nada de cobras aladas, águias guerreiras ou gatos embruxados. Ao mistério basta-lhe o mundo natural, ele próprio um enigma a requerer atenção. […] Este é um livro que nos lembra a frase de Sagan «somos filhos das estrelas», reconciliando-nos com uma natureza cada vez mais distante, mas que pulsa ainda na «Herdade do Convento», onde Tukie tem a felicidade de poder viver com o pai, a mãe e uma irmã bebé.”
“Narrativa em redondo, na qual cada episódio se fecha num anticlímax que dá lugar a outro, o último livro de António Manuel Venda soube furtar-se com inteligência às fantasias de efeito fácil e às pedagogias de fácil efeito […]. António Manuel Venda escreve com recato e parcimónia, sem nunca se pôr em bicos de pés, o que com certeza afugentaria os elementos que compõem o livro, a exigirem silêncio e discrição.”

Ena! Assim vale a pena. Só não concordo com a crítica quando ela refere «o último livro de António Manuel Venda». O último? Era o que mais faltava.
Boa, José. Parabéns de novo, António.
José, muito obrigado pela referência. E tb a ti, João (fica então como o livro mais recente).
Abraço aos dois
O meu já está na mesa de cabeceira e desconfio que, com aquele sorriso, este javali vai conseguir passar à frente de outros livros que já lá estão há muito mais tempo… e com esta crítica da Ana Cristina Leonardo ainda mais depressa passa para o primeiro lugar na pilha. Parabéns mais uma vez, António. A simplicidade é um sinal de excelência, de todos o mais difícil de atingir.
O que é que eu ando a perder?! Isto em casa de ferreiro, espeto de pau. Vou já comprar o teu javali amanhã, António. Se inspiraste aquela prosa à Ana Cristina Leonardo, é porque a coisa tem que se resolver com urgência 🙂
O teu livro já cá canta. Espero gostar tanto como gostei de “Uma Noite com o Fogo”.