Quarenta anos depois, estreando cravo vermelho na lapela, Diogo Freitas do Amaral fez hoje um corajoso discurso antifascista no palco do Teatro D. Maria II. Denunciando o “lápis azul” da censura num “país fechado”, de “partido único”, em que os políticos da oposição eram presos e “a industrialização era tida como perigosa para a moral e os bons costumes”.
Este discurso do homem que em 1976 votou e levou a sua bancada parlamentar a votar contra a Constituição da República na Assembleia da Constituinte pareceu-me interessante, mas algo desajustado no tempo. Vindo de onde veio, chegou simplesmente com quatro décadas de atraso.


Eu diria simplesmente que começou a campanha para candidaturas à presidência da República.
Suponho que sim. A esquerda já tem candidato.
Falta do sentido de ridículo ou falta de carácter?
Ou , provavelmente, falta de ambos…
O homem que votou contra a Constituição de 1976, na bancada “mais à direita” da Assembleia Constituinte, enrouquece agora de indignação contra o Governo “mais à direita” desde 1976 – Governo cuja “capacidade de concretização” ele já profusamente elogiou (veja-se, a título de exemplo, http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Inte rior.aspx?content_id=30643).
Não vale a pena levar a sério. Só pode mesmo dar vontade de rir.
Pior, é mentira. Este Governo de Passos é um dos Governos mais Socialistas que Portugal já teve.
Olhe que não… A última vez que vi o “socialismo” por cá foi em 1976, antes de o Dr. Mário Soares tê-lo metido na gaveta.
Ai, Diogo…onde é que estavas, no 25 de Abril…?
No 25 estava ainda a 24.
estranho e singular.
normalmente troca-se a esquerda pela direita…
E há quem troque os pés pelas mãos. E as folhas do calendário. É o caso.
Este senhor vira de casaca e de peditório mais rápido do que um tornado!
Lembro-me dele ministro de Sócrates, Helena. Depois disso, a desancar o governo de Sócrates (de que fez parte). Depois em elogios desbragados ao governo Passos. A seguir, com críticas ainda mais desbragadas ao mesmíssimo governo. aBZ-6Fg
Mário Soares arrasou-o logo na primeira frase quando ambos se defrontaram no decisivo frente-a-frente das presidenciais de 1986: «O doutor Freitas do Amaral não fez nada pela democracia durante todo o período em que lutámos contra a ditadura.»
http://www.youtube.com/watch?v=vYaV
Lembro-me deste debate sempre que a personalidade em causa regressa esporadicamente aos noticiários, em regra desdizendo tudo quanto já disse tempos atrás.
tenho que discordar, não porque ache pertinente um dinossaurio ainda boatr tantodiscurso mas porque se faz uma injustiça comparar as posiçoes corajosas e muito uteis para a democracia de FA e Amaro da Costa nas contigencias penosas da epoca. Quando um dia se queira estudar as influencias de muitos teremos que colocar o FA como um dos pilares da democracia emPortugal -como a queremos sempre =plurifacetada e primado da escolha pelo cidadao individual.
Bem-vinda a discordância, meu caro. É o sal da democracia e a alma da blogosfera.