“Quando enfrentar os sindicatos todos reclamarão o anúncio para o dia seguinte. Pedem-nos mais impostos, para quê? Pedem-nos mais trabalho, para quê? Impõem-nos novas regras no trabalho e na segurança social, para quê? Propõem-nos alterações importantes na saúde, para quê? Qual é o caminho? E para chegar onde? A estas questões triviais, a ministra não responde.
Em rigor, a ministra não tem culpa nenhuma. Trata das finanças do país e, com isso, faz o que deve. A insuficiência transcende-a. Não obstante, a falha existe e é cada vez mais ostensiva.
Ao lado da ministra, falta Governo. Por ela passa tudo. Mas, numa implicação forçosa, também a ela tudo se reduz. A lógica das várias medidas prometidas parece ser eminentemente financeira. O Estado não tem dinheiro e, sendo consabido que é mais fácil arrecadar do que poupar, está apontado o caminho.
Em nenhum passo alguém se detém na busca de outros desígnios. Que país teremos dentro de cinco ou dez anos? Que país queremos ter? Qual o rumo? Qual a estratégia? Ninguém ousa aventar nada. E é manifesto que ninguém parece estar a pensar no assunto.” – Diário Económico, 18 de Outubro de 2002, arquivado aqui pela autora.
Que Governo seria este? E quem seria a ministra? Perante tal estado de coisas, com as elites que tínhamos, e com aquelas com que ficámos, era natural que nove anos depois estivessem a chamar a troika.

O que nos vale é o dr. António Costa tem solução para esse bicudo problema: com a ajuda do dr. Carlos César, vai-nos por a crescer a 18 nós e meio.
Se bem me lembro, César exigia 19 ao Atlântida. Um governo de Costa a crescer abaixo disso já seria infracção contratual.