Baixar o preço dos passes é pôr as pessoas a viajar de borla. Vai contra o princípio do utilizador-pagador. Em minha opinião, uma pessoa deveria sempre pagar (nem que fosse um preço reduzido) de cada vez que utilizasse um trnsporte coletivo. Caso, contrário, está-se a estimular as pessoas a utilizar o transporte para percursos que poderiam facilmente fazer a pé.
Luís Lavoura: No estado de indigência a que se deixou chegar os transportes públicos, desde há pelo menos 43 anos (antes do 25 de Abril o comboio também já tinha sido praticamente abandonado pelos poderes públicos), qualquer medida que estimule o seu uso é positiva. Quanto nos custa o crude que gastamos depois de efinado, nas imensas filas de carros que, diariamente, entram nas grandes cidades? E quais os efeitos na saúde (médicos mas também económicos) devido à poluição? Na Holanda, por exemplo, onde há uma rede de comboios, autocarros e eléctricos ligeiros fantástica, fora das horas de ponta qualquer pessoa com passe pode levar com ela o número de pessoas amigas ou conhecidas que quiser que não pagam nada. É obrigada, no entanto, a passar o passe pelo obliterador tantas vezes quantas as pessoas que levar consigo. Se o não fizer, é-lhe descontado no passe a viagem normal de todas essas pessoas. Tive lá um familiar durante um ano, fui visitá-lo e pude constatar esta realidade. Assim como a qualidade de vida nas cidades que visitei, algumas quase sem carros, outras com muito poucos, e todas com pouquíssima poluição e barulho decorrentes do tráfego. ———————– P. S. Enquanto Cascais faz isto nos transportes, subiu há dias as taxas e taxinhas do turismo, tão vilipendiadas pelo ex-ministro da Economia Pires de Lima. E, na altura, Carlos Carreira deu uma ajudinha ao ataque contra Lisboa. Eu, em Bruxelas e em Haia, paguei 5 e 6 euros por pessoa, respectivamente, por 5 dias em que estive em cada uma destas cidades, isto no Verão de 2015.
Luís Lavoura: Esqueci-me de outro pormenor que fomenta das viagens em transporte público na Holanda. Eu, ao viajar a qualquer hora nos comboios com o meu familiar, porque ele vivia lá e tinha um passe mensal (passado pela única empresa que emite os passes em todo o país – OV-chipkaart), tinha um desconto de 40% no meu bilhete. Quando se quer fomentar o transporte público tomam-se medidas nesse sentido. Quando não se quer ou não se sabe muito bem o que se quer, fala-se. O Ricardo Araújo Pereira é que topou estes últimos: «falam, falam, falam mas não os vejo fazer nada». Os governantes que temos tido nos últimos 43 anos (já nem falo antes do 25 de Abril) são deste último tipo. E o povo que fica impávido e sereno, aguentando isto, não é melhor. Por isso temos autoestradas aos molhos, onde fazem falta e onde não fazem, algumas por onde ninguém passa, que têm custos elevadíssimos de manutenção, mas que, mesmo assim, dão lucros chorudos ao concessionário: as bem conhecidas rendas das PPP garantidas pelo malvado Estado, que tantos abominam mas que lhes dá leite e mel para se lamberem.
Não aprecio, mas calculo porque o sr Carreiras é o estratega autarquico do PSD. E conseguiu entalar o sr Capucho, que agora anda a mendigar um lugar elegivel em qualquer capelinha.
Baixar o preço dos passes é pôr as pessoas a viajar de borla. Vai contra o princípio do utilizador-pagador. Em minha opinião, uma pessoa deveria sempre pagar (nem que fosse um preço reduzido) de cada vez que utilizasse um trnsporte coletivo. Caso, contrário, está-se a estimular as pessoas a utilizar o transporte para percursos que poderiam facilmente fazer a pé.
Luís Lavoura:
No estado de indigência a que se deixou chegar os transportes públicos, desde há pelo menos 43 anos (antes do 25 de Abril o comboio também já tinha sido praticamente abandonado pelos poderes públicos), qualquer medida que estimule o seu uso é positiva.
Quanto nos custa o crude que gastamos depois de efinado, nas imensas filas de carros que, diariamente, entram nas grandes cidades?
E quais os efeitos na saúde (médicos mas também económicos) devido à poluição?
Na Holanda, por exemplo, onde há uma rede de comboios, autocarros e eléctricos ligeiros fantástica, fora das horas de ponta qualquer pessoa com passe pode levar com ela o número de pessoas amigas ou conhecidas que quiser que não pagam nada.
É obrigada, no entanto, a passar o passe pelo obliterador tantas vezes quantas as pessoas que levar consigo.
Se o não fizer, é-lhe descontado no passe a viagem normal de todas essas pessoas.
Tive lá um familiar durante um ano, fui visitá-lo e pude constatar esta realidade.
Assim como a qualidade de vida nas cidades que visitei, algumas quase sem carros, outras com muito poucos, e todas com pouquíssima poluição e barulho decorrentes do tráfego.
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P. S. Enquanto Cascais faz isto nos transportes, subiu há dias as taxas e taxinhas do turismo, tão vilipendiadas pelo ex-ministro da Economia Pires de Lima.
E, na altura, Carlos Carreira deu uma ajudinha ao ataque contra Lisboa.
Eu, em Bruxelas e em Haia, paguei 5 e 6 euros por pessoa, respectivamente, por 5 dias em que estive em cada uma destas cidades, isto no Verão de 2015.
Luís Lavoura:
Esqueci-me de outro pormenor que fomenta das viagens em transporte público na Holanda.
Eu, ao viajar a qualquer hora nos comboios com o meu familiar, porque ele vivia lá e tinha um passe mensal (passado pela única empresa que emite os passes em todo o país – OV-chipkaart), tinha um desconto de 40% no meu bilhete.
Quando se quer fomentar o transporte público tomam-se medidas nesse sentido.
Quando não se quer ou não se sabe muito bem o que se quer, fala-se.
O Ricardo Araújo Pereira é que topou estes últimos: «falam, falam, falam mas não os vejo fazer nada».
Os governantes que temos tido nos últimos 43 anos (já nem falo antes do 25 de Abril) são deste último tipo.
E o povo que fica impávido e sereno, aguentando isto, não é melhor.
Por isso temos autoestradas aos molhos, onde fazem falta e onde não fazem, algumas por onde ninguém passa, que têm custos elevadíssimos de manutenção, mas que, mesmo assim, dão lucros chorudos ao concessionário: as bem conhecidas rendas das PPP garantidas pelo malvado Estado, que tantos abominam mas que lhes dá leite e mel para se lamberem.
Não aprecio, mas calculo porque o sr Carreiras é o estratega autarquico do PSD. E conseguiu entalar o sr Capucho, que agora anda a mendigar um lugar elegivel em qualquer capelinha.