Que mal tem Fernando Medina desejar, em ano de eleições, que as obras se concluam mais cedo que o previsto ? Os lisboetas apenas vão beneficiar com uma finalização mais breve das obras. E o aumento dos custos são relativos uma vez que estes ficarão decerto abaixo dos prejuízos causados pelo prolongamento, no tempo, das mesmas obras – estradas cortadas, circulação automóvel dificultada…aliás terminando as obras mais cedo os automobilistas gastarão menos combustível, nas filas de trânsito, e logo aumentará a poupança dos portugueses. Havendo mais poupança haverá mais dinheiro nos Bancos o que será benéfico para o sistema financeiro internacional. E ficando os bancos mais fortes o rating da divida soberana melhorará assim como os juros pagos. Concluindo: Fernando Medina será responsável, quiçá, com esta decisão camarária, pela poupança de milhares de milhões de euros.
Camaradas há muitos, espero que não seja um camarada… empreiteiro e, se não for, talvez ainda não tenha percebido que há camaradas “filhos”, camaradas “enteados” e os outros todos, aquilo que muitos só conseguem ver nos outros Partidos. Razão pela qual, eu sou (e sempre fui) Independente, daquela minoria que, em décadas, nunca gostou de ter “telhados de vidro” o que, por acaso, não traz vantagens económicas mas, dá muita paz de espírito, em qualquer guerra “entre comadres”, tanto posso dizer mal ou bem, de qualquer Partido político, sempre de acordo com aquilo que sei e obedecendo, unicamente, à minha consciência. Se tivesse queda para repetir ou defender “teorias” partidárias, de bom grado, qualquer seita religiosa me aceitaria porque, sobre o que se pode ou não se pode dizer, as regras são praticamente as mesmas
Aquela das ninharias, gostava de ver o Lavoura a fazer compras no supermercado, comprando, apenas, ninharias que não passam os 3 euros e, no final, ter para pagar um total com 3 dígitos… santa ignorância… e foi, assim, com tanta ninharia que chegámos à Dívida impagável, especialmente, naquelas ninharias de chupas, rebuçados e caramelos para irem adoçando certas “boquinhas”
Até por isso, meu caro, me custa mais a entender a cobardia política daqueles que não se atrevem a dar um passo para concorrer contra Medina. Deviam ao menos aprender com a lição de Soares, que não tinha medo de nada. Quem tem medo deve abandonar a política. E comprar um cão.
O que interessa é que as obras foram feitas por uma boa causa – no final delas, a cidade está imensamente melhor. Ao contrário do que aconteceu em muitas obras anteriores, que só pioraram a cidade.
Ou não fosse “ele rouba mas faz!” a mais profunda, completa, lapidar, legitimadora e como agora se diz “transversal” síntese doutrinária da política autárquica portuguesa após 74.
O falecido prefeito de São Paulo Adhemar de Barros era um visionário. Soltou esse grito de guerra que teve (e continua a ter) legiões de seguidores.
Que eu saiba, nunca ninguém acusou Medina de ter roubado nada. O meu comentário não se referia a obra feita, que todos os autarcas certamente têm, mas sim à qualidade dessa obra. Aquilo que distingue as obras de Medina das dos restantes autarcas é a sua qualidade e utilidade para a população lisboeta, nomeadamente para quem não anda somente de automóvel.
“Aquilo que distingue as obras de Medina das dos restantes autarcas é a sua qualidade e utilidade para a população lisboeta”
Por aqui andam mouros qua não pensam o mesmo sobre a Obra de Medina.
Há, naturalmente, opiniões divergentes. Mas, atrevo-me a distinguir, de entre todos os “mouros”, dois conjuntos: os que moram e votam em Lisboa e os que moram e votam nos concelhos circundantes. Entre estes últimos há muitos que usufruem de Lisboa sobretudo dentro dos seus automóveis e que, quiçá, não gostarão muito de algumas das obras de Medina, por exemplo, da dupla rotunda do Marquês, que terão desfavorecido os automobilistas mas beneficiado os peões. Porém, a opinião deles não conta, dado que, lá está, não votam em Lisboa. Os outros “mouros”, os que votam em Lisboa, são em grande parte gente idosa (Lisboa é um dos municípios mais envelhecidos do país) e que anda sobretudo a pé e, para eles, as obras de Medina foram genericamente muito positivas. Melhorou os pavimentos de alguns passeios, alargou outros, pedonalizou ruas e áreas que serviam de estacionamento, devolveu aos peões áreas que lhes tinham sido roubadas por gestões camarárias anteriores, etc. E esses “mouros” irão, tenho poucas dúvidas, votar maciçamente em Medina, não dando hipóteses à concorrência.
Morei 10 anos em Lisboa. Uma autêntica Cidade Estaleiro. Então só o Metro do Terreiro do Paço…Como é que tanta obra e durante décadas pode beneficiar quem por aí vive – ruido, poluição, trânsito, etc . E depois obras com falta de planeamento.Tudo ao mesmo tempo não gerando alternativas a quem circula de automóvel/transportes. Quanto ao modo como a cidade trata os idosos nunca conheci outra onde houvesse tanta falta de civilidade, urbanidade, educação, para com eles, ou para aqueles que visitam. Em Lisboa alargam-se passeios, fazem-se pontes, Centros Culturais, e mais não sei o quê para os vindouros. Na província, por vezes, nem uma estrada decente. Se quer um exemplo de como gerir um município sem perder a sua originalidade e qualidade olhe para o Porto.
O problema é que me lembro de mais do que, apenas, os dois 2 últimos anos e, Medina, até foi eleito por Costa quando lhe “cheirou” a um Tacho maior e, arranjou maneira de “chutar” o Camarada Seguro, com a “benção de entidades externas”, portanto, com tantas lembranças, só me apetece não votar em nenhum porque estou cansada de votar no mal menor. No entanto, como há por aí um outro que, apesar de ser de outro Partido, também com a “benção das mesmas entidades externas”, quer aproveitar maus resultados nas autárquicas, para também poder “chutar” o que recusou o convite dessas mesmas “entidades externas”, sou capaz de ir votar mas, por razões que a maioria das pessoas nem sequer consegue imaginar. De: alfacinha de berço e, presentemente, também de morada
Neste mesmo blog já se postaram posts indignados por a Câmara estar a camuflar os atrasos das obras, Agora estão preocupados porque vai haver prémios por antecipação dos prazos. É ser preso por ter cão e ser preso por não ter cão.
O procedimento de dar prémios por encurtar prazos de obras é, e sempre foi, legal.
Gostava de saber como é que o Observador chega a estes valores sem saber se os prazos vão ser encurtados ou não. Chega-se ao disparate de dizer que se iam pagar prémios por uma obra que não se realizou ficar abaixo do prazo.
Pelo que se conhece do modo como decorrem as obras será caso para admirar se houver algum prémio para pagar.
Neste mesmo blogue há pessoas muito diversas, com perspectivas diferentes sobre os mesmos factos. Quanto ao seu último parágrafo: creio ter-lhe faltado um NÃO. A versão correcta é: Pelo que se conhece do modo como decorrem as obras será caso para admirar se NÃO houver algum prémio para pagar.
Pensa então que todas as obras vão acabar antes do prazo em Lisboa?
Vai ser um caso de estudo.
Continuo sem perceber como se contabilizam os valores dos prémios que vão ser atribuídos, antes de se saber em que data vão estar as obras prontas, ou de obras que nem sequer foram feitas. Deve ser matemática mediúnica.
Uma obra deve ser planeada para acabar no dia x e ter um orçamento y. Caso não se cumpra deve-se punir o empreiteiro. Em Portugal acontece o contrário. O empreiteiro (e os partidos) é “premiado” pelo prolongamento dos prazos.
Nada como ter o Poder de esbanjar… o dinheiro que é dos outros.
Esta série recém-lançada no DELITO promete ser longa. E muito dispendiosa.
No fim tentarei fazer as contas.
Que mal tem Fernando Medina desejar, em ano de eleições, que as obras se concluam mais cedo que o previsto ?
Os lisboetas apenas vão beneficiar com uma finalização mais breve das obras.
E o aumento dos custos são relativos uma vez que estes ficarão decerto abaixo dos prejuízos causados pelo prolongamento, no tempo, das mesmas obras – estradas cortadas, circulação automóvel dificultada…aliás terminando as obras mais cedo os automobilistas gastarão menos combustível, nas filas de trânsito, e logo aumentará a poupança dos portugueses. Havendo mais poupança haverá mais dinheiro nos Bancos o que será benéfico para o sistema financeiro internacional. E ficando os bancos mais fortes o rating da divida soberana melhorará assim como os juros pagos. Concluindo: Fernando Medina será responsável, quiçá, com esta decisão camarária, pela poupança de milhares de milhões de euros.
Viva, Charrua. É primo do Lavoura?
Mais que primo. Camarada.
Caramba, isso é uma reforma agrária!
Camaradas há muitos, espero que não seja um camarada… empreiteiro e, se não for, talvez ainda não tenha percebido que há camaradas “filhos”, camaradas “enteados” e os outros todos, aquilo que muitos só conseguem ver nos outros Partidos. Razão pela qual, eu sou (e sempre fui) Independente, daquela minoria que, em décadas, nunca gostou de ter “telhados de vidro”
o que, por acaso, não traz vantagens económicas mas, dá muita paz de espírito, em qualquer guerra “entre comadres”, tanto posso dizer mal ou bem, de qualquer Partido político, sempre de acordo com aquilo que sei e obedecendo, unicamente, à minha consciência. Se tivesse queda para repetir ou defender “teorias” partidárias, de bom grado, qualquer seita religiosa me aceitaria porque, sobre o que se pode ou não se pode dizer, as regras são praticamente as mesmas 
Explique-me :
Como se pode dizer independente e fazer tantas citações de outros? Paradoxal essa sua independência.
“A Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado.”
Mas não tivemos há uns tempos uma discussão com alguém a dizer que Lisboa estava fantástica? Parece que afinal tinhamos razão ahah.
1% a 10% parece-me uma ninharia, quando comparado com os preços a mais que foram pagos em obras como o Centro Comercial de Belém ou a Expo 98.
Viva, Lavoura. É primo do Charrua?
De ninharia em ninharia esvazia-se a bolsa alheia…ou, em linguagem rural, enche a galinha o papo!
Aquela das ninharias, gostava de ver o Lavoura a fazer compras no supermercado, comprando, apenas, ninharias que não passam os 3 euros e, no final, ter para pagar um total com 3 dígitos… santa ignorância… e foi, assim, com tanta ninharia que chegámos à Dívida impagável, especialmente, naquelas ninharias de chupas, rebuçados e caramelos para irem adoçando certas “boquinhas”
Coma mais sopa!
Tenho-o repetido:
Espero que os Alfacinhas se lembrem de tudo o que se passou nestes cidade nos últimos 2 anos no momento do voto.
E é só…
Forte abraço
Até por isso, meu caro, me custa mais a entender a cobardia política daqueles que não se atrevem a dar um passo para concorrer contra Medina. Deviam ao menos aprender com a lição de Soares, que não tinha medo de nada.
Quem tem medo deve abandonar a política. E comprar um cão.
concorra, Pedro, concorra…
Um cão dá muita despesa. Antes uma moca.
Moca serve para ganhar eleições. Pelo menos em Rio Maior.
E talvez também nas Caldas da Rainha.
Nas Caldas só de Varapau.
O que interessa é que as obras foram feitas por uma boa causa – no final delas, a cidade está imensamente melhor.
Ao contrário do que aconteceu em muitas obras anteriores, que só pioraram a cidade.
O que interessa é a obra feita. Como se lá chega é detalhe. Foi assim que os xuxas deram cabo disto
Ou não fosse “ele rouba mas faz!” a mais profunda, completa, lapidar, legitimadora e como agora se diz “transversal” síntese doutrinária da política autárquica portuguesa após 74.
Costa
O falecido prefeito de São Paulo Adhemar de Barros era um visionário. Soltou esse grito de guerra que teve (e continua a ter) legiões de seguidores.
Que eu saiba, nunca ninguém acusou Medina de ter roubado nada.
O meu comentário não se referia a obra feita, que todos os autarcas certamente têm, mas sim à qualidade dessa obra. Aquilo que distingue as obras de Medina das dos restantes autarcas é a sua qualidade e utilidade para a população lisboeta, nomeadamente para quem não anda somente de automóvel.
“Aquilo que distingue as obras de Medina das dos restantes autarcas é a sua qualidade e utilidade para a população lisboeta”
Por aqui andam mouros qua não pensam o mesmo sobre a Obra de Medina.
Há, naturalmente, opiniões divergentes.
Mas, atrevo-me a distinguir, de entre todos os “mouros”, dois conjuntos: os que moram e votam em Lisboa e os que moram e votam nos concelhos circundantes. Entre estes últimos há muitos que usufruem de Lisboa sobretudo dentro dos seus automóveis e que, quiçá, não gostarão muito de algumas das obras de Medina, por exemplo, da dupla rotunda do Marquês, que terão desfavorecido os automobilistas mas beneficiado os peões. Porém, a opinião deles não conta, dado que, lá está, não votam em Lisboa. Os outros “mouros”, os que votam em Lisboa, são em grande parte gente idosa (Lisboa é um dos municípios mais envelhecidos do país) e que anda sobretudo a pé e, para eles, as obras de Medina foram genericamente muito positivas. Melhorou os pavimentos de alguns passeios, alargou outros, pedonalizou ruas e áreas que serviam de estacionamento, devolveu aos peões áreas que lhes tinham sido roubadas por gestões camarárias anteriores, etc. E esses “mouros” irão, tenho poucas dúvidas, votar maciçamente em Medina, não dando hipóteses à concorrência.
Morei 10 anos em Lisboa. Uma autêntica Cidade Estaleiro. Então só o Metro do Terreiro do Paço…Como é que tanta obra e durante décadas pode beneficiar quem por aí vive – ruido, poluição, trânsito, etc . E depois obras com falta de planeamento.Tudo ao mesmo tempo não gerando alternativas a quem circula de automóvel/transportes. Quanto ao modo como a cidade trata os idosos nunca conheci outra onde houvesse tanta falta de civilidade, urbanidade, educação, para com eles, ou para aqueles que visitam. Em Lisboa alargam-se passeios, fazem-se pontes, Centros Culturais, e mais não sei o quê para os vindouros. Na província, por vezes, nem uma estrada decente.
Se quer um exemplo de como gerir um município sem perder a sua originalidade e qualidade olhe para o Porto.
O problema é que me lembro de mais do que, apenas, os dois 2 últimos anos e, Medina, até foi eleito por Costa quando lhe “cheirou” a um Tacho maior e, arranjou maneira de “chutar” o Camarada Seguro, com a “benção de entidades externas”, portanto, com tantas lembranças, só me apetece não votar em nenhum porque estou cansada de votar no mal menor.
No entanto, como há por aí um outro que, apesar de ser de outro Partido, também com a “benção das mesmas entidades externas”, quer aproveitar maus resultados nas autárquicas, para também poder “chutar” o que recusou o convite dessas mesmas “entidades externas”, sou capaz de ir votar mas, por razões que a maioria das pessoas nem sequer consegue imaginar.
De:
alfacinha de berço e, presentemente, também de morada
Quem não opta pelo mal menor sujeita-se ao mal maior.
Lá diz o velho provérbio português que acabo de inventar.
Neste mesmo blog já se postaram posts indignados por a Câmara estar a camuflar os atrasos das obras, Agora estão preocupados porque vai haver prémios por antecipação dos prazos. É ser preso por ter cão e ser preso por não ter cão.
O procedimento de dar prémios por encurtar prazos de obras é, e sempre foi, legal.
Gostava de saber como é que o Observador chega a estes valores sem saber se os prazos vão ser encurtados ou não. Chega-se ao disparate de dizer que se iam pagar prémios por uma obra que não se realizou ficar abaixo do prazo.
Pelo que se conhece do modo como decorrem as obras será caso para admirar se houver algum prémio para pagar.
Neste mesmo blogue há pessoas muito diversas, com perspectivas diferentes sobre os mesmos factos.
Quanto ao seu último parágrafo: creio ter-lhe faltado um NÃO.
A versão correcta é:
Pelo que se conhece do modo como decorrem as obras será caso para admirar se NÃO houver algum prémio para pagar.
Pensa então que todas as obras vão acabar antes do prazo em Lisboa?
Vai ser um caso de estudo.
Continuo sem perceber como se contabilizam os valores dos prémios que vão ser atribuídos, antes de se saber em que data vão estar as obras prontas, ou de obras que nem sequer foram feitas. Deve ser matemática mediúnica.
“Matemática mediúnica”. É um bom termo para definir a gestão da ‘res publica’ em Portugal, um país que foi decretou três vezes falência em 35 anos.
Uma obra deve ser planeada para acabar no dia x e ter um orçamento y. Caso não se cumpra deve-se punir o empreiteiro. Em Portugal acontece o contrário. O empreiteiro (e os partidos) é “premiado” pelo prolongamento dos prazos.
Prémios chorudos, às vezes chorados. Porque quem não chora não mama.