O dia 1 foi vivido na Eslovénia, em tudo a Irlanda desta zona da Europa. Destaco o verde impressionante do campo ao centro das cidades, as estradas sempre ladeadas por enormes árvores ou resplandecentes prados, tudo limpo e organizado, desenhado ao pormenor naquilo que certamente foram trabalhos urbanísticos sérios e precisos. A generalidade dos nossos governantes dos últimos 20 anos deveria estagiar aqui. Foi certeira a forma como aplicaram os imensos fundos comunitários que chegaram. Vias de comunicação q.b., aposta profunda no desenvolvimento de indústrias de ponta geradoras de mais valias a nível de balança comercial e um enorme desenvolvimento do turismo. Cada castelo, cada gruta, cada pequena atracção é aproveitada reclamando a atenção e o dinheiro dos turistas, sendo quase inevitável passar e gastar lá. O mais giro no meio disto é que nada de especial há para ver, exceptuando as Grutas de Postojna com longos 20 quilómetros de caminho, uma impressionante beleza que a natureza construiu durante milhões de anos.
Ljubjiana é o espelho do País. Uma cidade naturalmente encantadora, limpa e verde, cheia de gente prestável comunicativa e simpática mas sem nada de especial a reter.
Midas passou por aqui, sem oferecer nada, a Eslovénia oferece tudo e é esta a sensação com que saio daqui. Um país muito simpático e que recomendo, mas onde não se deve gastar mais do que um dia.
Vou fazer-me à estrada. Chegado a Zagreb, falar-vos-ei dos Milos.

A primeira parte tem cheiro a Açores, André.
Açores que não conheço, João. É o mal de começar a ir fora antes de ver tudo dentro… 🙂
De qualquer forma do que me contam creio que tens toda a razão!
Ljubljana faz parte das minhas cidades a visitar. Boa viagem, André 🙂
Também faz parte da minha lista de cidades a visitar. ‘Bora lá fazer uma excursão do DELITO.
Bora! Desta vez o ponto de exclamação faz-me muita falta.
Se for numa excursão do Delito eu volto, mas só pelo prazer da Vossa companhia. Ljubjana vale a pena por ser uma cidade alegre, arrumada, arranjada e encantadora na forma como recebe. Ás vezes parece que poderíamos viver na rua de tão bem que se apresenta mas, como vos disse, não se dediquem demasiado porque em pouco se esgota.
Conheci tudo isso quando ainda fazia parte da velha Jugoslávia, dois ou três anos antes da separação. Ainda havia grandes fotografias de Tito nas praças das cidades, à boa moda soviética, mas já era bem patente o descontentamento com aquela união forçada de etnias e culturas, tão diferentes entre si. Dubrovnik ainda estava intacta (era uma cidade linda mas sem vida, apesar de já haver turismo), não sei como está agora mas tudo deve ter mudado imenso.
Lembro-me de que a moeda não valia nada fora do país, por isso aceitavam todas as divisas como pagamento de qualquer coisa. As lojas eram longas prateleiras vazias e nos hotéis (mesmo nos melhores) não havia alcatifa debaixo das camas, para poupar. Era tudo muito bonito mas muito, muito pobre.
Creio que terá mudado bastante, Ana. Gostava de ver essa Jugoslávia mas creio que não sobra muito. Não sou daqueles que dispara a máquina com a conhecida cadência oriental mas no próximo jantar levo-te umas fotografias para reveres e comparares.
A Dubrovnik conto chegar dentro de alguns dias. As coisas continuam bonitas mas, no que vi até agora, pouca pobreza registo…
Traz, sim, gostava de ver isso. Também não sou de fotografias em viagem, chego a não ter uma única recordação dos sítios onde estive a não ser as lembranças que compro e trago para casa. Vais gostar de Dubrovnik, que já deve estar completamente reconstruída. E toda a costa (até Itália) é muito bonita.
Um beijo
Excelente nota de viagem, André.
Obrigado, Teresa!
Boas notas de viagem André. Só uma correcção, o nome da cidade é Ljubljana e não Ljubjiana. Para se ter uma ideia, o nome real (Ljubljana) lê-se “Lhublhana”, enquanto que o que escreveu se lê “Lhubíana”.