O esforçado inglês dos italianos que por função se obrigam a trauteá-lo, porque dos outros nem uma palavra, será certamente um dos momentos cómicos a registar no fim desta viagem. Itália era uma mero ponto de passagem, mal aterrámos seguimos para a Eslovénia, o primeiro destino.
Chegámos a Postojna, 500 quilómetros depois, já a madrugada ia alta. Ainda assim fomos recebidos pelo Gabrijel que meio estremunhado não se coibiu a ficar "à palheta" connosco.
Tinha estado uns meses na Maia em tempos em que era motorista numa empresa dedicada ao turismo. Tendo estado em Portugal e trabalhado com portugueses disse-nos achar que os eslovenos e os portugueses são povos gémeos, apesar de não o saberem pela distância geográfica que os separa. Disse achar isso por afinidades históricas de capacidade de luta, contra inimigos internos e externos, e pela forma como a dimensão e meio envolvente os trabalharam. Prometeu-nos que iríamos conhecer os espanhóis em breve. Não percebi se era um elogio aos mesmos. Espero para ver.

André, havias de ouvir também como é o esforçado italiano dos ingleses que por função se obrigam a trauteá-lo.
Confesso que nunca ouvi, mas deve ser qualquer coisa de fantástico também. Aqui releva um bocado a questão da hegemonia da língua inglesa no mundo, ou pelo menos em Portugal, como primeira língua estrangeira. O que percebo é que provavelmente os pequeninos somos nós pela relevância que damos a uma língua que não a nossa… Eles ignoram um bocado isso e o facto é que não têm problemas de maior. Talvez seja um preço que temos de pagar pela nossa menor dimensão política, não?
Estás cheio de sorte, André, se vais conhecer os espanhóis em breve…
Exactamente. Aí é que vai ser um inglês perfeito, Andrija.
Provavelmente seriam os croatas… Pelo que vejo bate certo.