Anda, vem lá.


letraspequenas,


Insistia. Se eu fosse, não teria que caminhar calado e sozinho. Nem de olhar para o mundo, no esforço de se incluir nele. Mas para que visse só o mundo, não fui. Se eu fosse, seríamos dois separados dele.

foto Gui Mohallem

12 comentários em “Anda, vem lá.”

      1. Ó porra, já coloquei! Afinal aquilo na cabeça é um chapéu e não o cabelo apanhado. Mas aquele corpo é muito efeminado, nem pêlos tem. Não vale enganar os pissoa! Já vi que o rapaz é muito cuidadoso. Ele coloca o chapéu para não se constipar.
        Obrig@do.

        1. Vexa não entende nada da coisa humana. Para além de desvirtuar a minha prosa, não vê que é um especímen do Norte? Mais alvos e carecas, têm calor acima dos 15ºC e o sol dá-lhes cabo das amígdalas.

          1. Ó minha amiga, do norte venha a especímen que me desnorteie. Pela foto, tá-se mesmo a ver que o rapaz necessita usar chapéu para evitar que aquele sol tórrido lhe dê cabo das goelas. No norte só usava chapéu, ou gorro, ou lá o que aquela treta de pêlo se chama, para evitar que aquele vento frio, gélido e cortante me rebentasse com o cérebro. Se algum dia estiver junto ao báltico com – 25º compreenderá o que refiro.
            Não diga isso, não diga isso. Eu não desvirtuei a prosa, foi vosmicê que botou aí faladura.
            Isto de querer ser um só num deixou que se fosse. O mundo é tão cruel quando deixa dois à solta a querer ser um. De outra forma, só se é três: eu, tu e o mundo, numa unidade perfeita ou numa perfeita trindade, tal como o amor, o(a) amante e o(a) amado(a); se formos capaz.
            Desculpe ter desvirtuado, agora, a sua prosa. A prosa é sua, mas a sensibilidade pertence-me.

            Este fosse que aqui deixo não é para ir, nem para ser, nem ficar:

            http://www.youtube.com/watch?v=XzV8WcThbWg

          2. Posta mais uma bela canção, vou ter de lavar o prato, Anónimo, espertalhão: sem prejuízo do seu juízo, por um acaso acertado, não é a essa separação que aludem as frases postadas. É mesmo aquela a que tantos sucumbem, fugindo de ver o mundo e de se lançarem à vida, sempre na espera que alguém os leve pela mão, às costas, ao colo…
            Beijinho!

          3. Ó alminha asseada, tão diversa e lustrosa,
            que de ciência te revestes na pobreza de um acaso versado por um espertalhão,
            enchei-me o prato, enchei-me o prato,
            dos homens comentando a suma empresa,
            útil viveste ao mundo em teu carácter e grandeza.

            Xu@c!

          4. Muito obrigado por tão sublime lábia, ainda que desta vez tenha faltado com o lábio (beijinho!); problemas do défice. Abstenho-me da psicanálise, esta parte não diz respeito ao nobre cavaleiro.
            Xu@ac!

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