Uma das minhas amigas foi operada ao coração de repente. Outra está com uma depressão. Outra anda com a mãe para médicos e luta com dramas da tiróide. Há ainda uma amiga que está em baixo de forma e não entende porquê e uma que esconde a doença que tem, por saber que não há remédio. Tenho uma amiga cuja filha dá água pela barba e outra que controla os sms dos filhos. Concluo que tenho várias amigas e todas em situação de stress. Uma disse-me, hoje, pela manhã
– Estamos numa fase em que os vemos morrer, descobrimos que não somos invencíveis e não vemos ninguém nascer.
p.s.: obrigada, desconhecido!

Uma idade em que se ajuda uns a acabar de crescer e se ajuda outros a começar a morrer. E nem sempre quem de nós depende ou no-lo exige o compreende. Sobra(-nos) pouco tempo e ter os nossos próprios problemas é uma ousadia dificilmente aceitável (e algo para o que não há plano B).
Mas ainda bem que, melhor ou pior, o conseguimos – vamos conseguindo – fazer.
Costa
Nasce pouca gente mas é um exagero dizer que não vemos ninguém nascer.
Emendou um dos vimos mas tem de emendar os dois.
E como no filme de Almodovar, Mulheres a beira de um ataque de nervos.