Poucas coisas nos incomodam tanto como o voluntarismo.
6 comentários em “Álvaro Santos Pereira”
Pois… para mim, a questão relativamente ao que ficou acordado entre governo e parceiros sociais, que, tal como o próprio ministro Álvaro fêz questão de precisar, foi para lá do que era exigido pela Troika; para que possa ser melhor entendido, encontra paralelo naquelas situações em que vamos com a namoradinha bonitinha, benfeitinha para o motel e durante todo o caminho, ouvimos uma vozinha bozinar-nos ao ouvido: olha-me para esse pacote, atenção a esse pacote, tens de lhe conquistar o pacote. Chegados ao quarto do motel, entre abraços e beijocas, carícias e lençois de setim, chega o momento em que decidimos investir no pacote. É então que a namoradinha se encolhe e entre o dizer “que não” e o “não te vás embora” decide-se pelo “com cuidado, de vagarinho, não me faças doer, põe só a cabecinha”. Claro! respondemos prontamente. Mas tanto num caso como no outro, existe um ponto comum… é quando a porta se abre e aí… meus caros amigos… ninguém consegue segurar a besta!
Não me refiro apenas ao acordo da noite passado, Bartolomeu. Aliás, só não publiquei isto ontem depois da hora de almoço porque o Luís M. Jorge se antecipou com um post sobre o ministro e eu não quis que parecesse estar a responder-lhe (for the record, concordo genericamente com o post do Luís). Refiro-me aos pastéis de nata, às declarações sobre preferir ser tartado por “Álvaro”, etc. Refiro-me à forma como reagimos ao voluntarismo – àquelas posições e declarações que podem estar correctas mas são tão sinceras e bem intencionadas que estão no limiar da ingenuidade. Preferimos grandes declarações, grandes planos. Preferimos a hipocrisia e o cinismo.
na nossa cultura, quem não age por interesse somente egoístico, é burro. portanto, quem se expõe às balas sem preocupações de ser gozado por marcelos e afins, é burro.
Pois… para mim, a questão relativamente ao que ficou acordado entre governo e parceiros sociais, que, tal como o próprio ministro Álvaro fêz questão de precisar, foi para lá do que era exigido pela Troika; para que possa ser melhor entendido, encontra paralelo naquelas situações em que vamos com a namoradinha bonitinha, benfeitinha para o motel e durante todo o caminho, ouvimos uma vozinha bozinar-nos ao ouvido: olha-me para esse pacote, atenção a esse pacote, tens de lhe conquistar o pacote. Chegados ao quarto do motel, entre abraços e beijocas, carícias e lençois de setim, chega o momento em que decidimos investir no pacote. É então que a namoradinha se encolhe e entre o dizer “que não” e o “não te vás embora” decide-se pelo “com cuidado, de vagarinho, não me faças doer, põe só a cabecinha”. Claro! respondemos prontamente.
Mas tanto num caso como no outro, existe um ponto comum… é quando a porta se abre e aí… meus caros amigos… ninguém consegue segurar a besta!
Não me refiro apenas ao acordo da noite passado, Bartolomeu. Aliás, só não publiquei isto ontem depois da hora de almoço porque o Luís M. Jorge se antecipou com um post sobre o ministro e eu não quis que parecesse estar a responder-lhe (for the record, concordo genericamente com o post do Luís). Refiro-me aos pastéis de nata, às declarações sobre preferir ser tartado por “Álvaro”, etc. Refiro-me à forma como reagimos ao voluntarismo – àquelas posições e declarações que podem estar correctas mas são tão sinceras e bem intencionadas que estão no limiar da ingenuidade. Preferimos grandes declarações, grandes planos. Preferimos a hipocrisia e o cinismo.
na nossa cultura, quem não age por interesse somente egoístico, é burro.
portanto, quem se expõe às balas sem preocupações de ser gozado por marcelos e afins, é burro.
Precisamente, raioverde.
Claro que incomoda, como tudo o que nos foge ao controlo e nos põe um espelho à frente.
Indeed. O cinismo é tão mais confortável.