Passos Coelho olha para a reacção dos portugueses à pantomima de Blatter e dos adeptos portistas a um conjunto de resultados medianos e, não obstante um ou outro exercício aeróbico de step na escadaria do Parlamento, só pode pensar: «Ainda bem que isto não é futebol.» Mas, evidentemente, a racionalidade pode assumir um papel muito secundário nas questões em que a maioria das pessoas tem apenas investida paixão.
E perdoe-se-me o «apenas».

Certo, JAA. E podes acrescentar ainda à tua lista as reacções inflamadas ao ‘spot’ da Pepsi sobre o CR.
Exacto. Nem me lembrei dessa.
Não se podem comparar. Os portugueses acreditam em Ronaldo (é que ele marca), mas não acreditam neste Estado e nas suas organizações. O que é o mais triste de tudo! Pior que escadarias é a falta de voto.
Nota um pouco ao lado: sinceramente este contínuo chamamento pelo futebol cansa-me. Estou farto. Eu adoro futebol e ao mesmo estou bastante mais por dentro da actividade política que todos os meus amigos que o odeiam! Farto, fartinho de quererem culpar os males do país no amor pelo futebol. A felicidade chateia assim tanto? Devo pedir perdão pelo enorme gozo e alegria que me deu o Ronaldo?
“Culpar os males do país no amor pelo futebol” nem sequer é exagero, apenas uma tontice. Mas que o futebol é hoje a modos que «o ópio do povo»… Quanto à felicidade, nada contra; gosto de vários desportos, incluindo do futebol jogado dentro do campo – mas, não sei porquê, os adeptos do FêCêPê não me pareciam muito felizes. 😉