Alguém tinha que dizer isto


Pedro Correia,

«Cada vez mais os jornalistas estão a transformar-se numa classe odiada e odiosa, estão a funcionar no terreno como matilha, acossando as pessoas, os familiares dos suspeitos, e tornando-se absolutamente intoleráveis.»

David Borges, jornalista, falando há pouco no Jornal da Noite da SIC

62 comentários em “Alguém tinha que dizer isto”

  1. Há jornalistas e Jornalistas.

    A verdade é que já me tenho interrogado a mim própria como certas pessoas chegam à carreira: para ler um teleponto (quando são jornalistas) qualquer um/a o faz.

    Agora Jornalistas é outra “massa” que leva tempo a “Crescer”!

      1. Permita-me: “Há jornalistas e Jornalistas.” Letra minúscula e maiúscula. E é aí que faz a diferença, para mim.
        Há excelentes Jornalistas, cujos artigos me deliciam. Têm o dom da palavra escrita.
        Nas profissões que descreveu são pessoas que, supostamente levam anos a estudar e, por exemplo, no caso dos Médicos têm que estar constantemente em formação para estar actualizados, caso contrário, acontece o que não queremos.
        Obrigada.

        1. os Médicos têm que estar constantemente em formação para estar actualizados

          No futuro boa parte dos médicos serão robôs. É muito mais fácil atualizar esses.

  2. É verdade, envergonha-me admiti-lo. Esperemos que não se transformem mesmo. Há tantos novos jornalistas bons, excepcionais até! Podia nomeá-los aqui mesmo mas não ficaria bem.

      1. Não seja injusto. Há muito bons jornalistas a trabalhar. Ouça ou leia o melhor que ainda se faz ouvir e ver, e circula, e terá de reconhecer que generalizou, e isso é um erro.

    1. Eu gostaria de falar com os jornalistas bons, podia indicar alguns?
      – Eles cumprem o Código Deontológico?
      – Eles não publicam “lixo”?
      – Eles não censuram?
      – Eles não divertem o povo?

          1. Uma pessoa não assinar ou assinar “Fernando Sousa” ou “Pedro Correia” faz pouca diferença.
            Quando estive na Alemanha tive uma professora chamada Marita Mueller, que teve o cuidado de esclarecer imediatamente a classe que deveria haver na Alemanha milhares de mulheres com esse exato nome.

          2. Eu sei lá se Luís Lavoura é nome do próprio ou pseudónimo de alguém devotado à abertura de sulcos e ao plantio de batatas! De todo modo é um nome e não um passa-montanhas a remeter para a clandestinidade. E tem todo o direito a ele. Em lugar de Luís Lavoura até se podia chamar Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou até Luís Mueller em homenagem à sua professora que eu não levava a mal.

          3. é um nome e não um passa-montanhas a remeter para a clandestinidade

            Mas um nome pode ser um passa-montanhas a remeter para a clandestinidade! Pode ser um nome falso, como “Alberto Caeiro” ou “José Régio” ou “Lady Gaga”, ou então pode ser um nome tão vulgar que ninguém possa ter a certeza de a quem se refere. Por exemplo, “Fernando Sousa” ou “Pedro Correia”…

          4. A volta que você deu para chegar ao óbvio: qualquer nome pode remeter para a clandestinidade, excepto o nome que nem nome é e faz do mandar a pedra e esconder a mão uma filosofia de vida. Vá, não percamos mais tempo.

        1. Eu acredito em factos concretos e mudo quando tiver de mudar. Indique nomes de jornalistas bons ou alguma pista?

          O argumento que usou não é correcto, é fugir à pergunta.

          1. “Eu gostava de indicar o nome de um anónimo bom. Mas não tenho nenhuma pista.”
            Então eu, Pedro?

          2. O problema é quando a exceção confirma a regra.

            Então está preocupado com um simples anónimo!
            Eu esperava que estivesse preocupado com o que é importante. Quer que eu diga que o meu nome é João e fica contente. Ou será Manuel. Ou talvez Rui.

          3. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas eu sei que alguns vêm o que lhes interessa ver!

            Seria o mesmo que dizer que uma vez que os media praticam a censura às escondidas, não podemos acreditar em nada do que publicam, qualquer coisa que escrevam vale zero.

      1. O David Borges tem uma boa voz Quando eu vivia em Moçambique às vezes ouvia-o falar sobre temáticas africanas. As pessoas (principalmente as que “saem” de casa em registo anónimo) nem perceberão o quão refrescante é ouvir um jornalista com tino e algum saber, comparativamente ao vácuo generalista habitual.

        1. Dizem-me que é benfiquista. Tanto me faz. Gosto sempre de o ouvir falar, sem qualquer espécie de clubite. Tem autoridade natural e exerce-a sem complexos. Em perfeito contraste com uns pigmeus que por aí pululam.

  3. Eu ouvi-o a dizer isto. Mas já tenho criticado os media aqui e em geral não concordam comigo, parece que acordaram agora!

    Não contem comigo para tapar o sol com uma peneira. Há muito jornalixo porque o povo gosta disso. Os media publicam o que vende, portanto os grandes culpados não é quem produz, mas quem consome.

    Já pararam para pensar que parece que os jornaleiros só tem direitos, nada de deveres. Eles até têm o direito de nos enganarem!

    Depois parece que há muita falta de regulação, uma espécie de terra sem lei onde vale tudo!

    1. Enquanto não houver uma Ordem dos Jornalistas, continuará a valer de tudo.
      Se há pessoa que tem criticado a forma como se exerce o jornalismo entre nós, sou eu. O arquivo deste blogue é prova disto. Com nomes, dados, números.

      As críticas só fazem sentido quando mencionam situações concretas e autores concretos. E também quando não são anónimas.

      1. E ainda quando não se dirigem aos que abordam temáticas para o anónimo supérfluas, acusando-os de perderem tempo precioso que deveriam dedicar a outros debates.

        Claro que esta faceta poderá ser pertença de um outro anónimo, mas, sei lá, são tão parecidos que se torna difícil perceber qual é o filho de quem.

      2. Mas gostei da atitude “eu é que sou o presidente da junta”

        Atitude que confirmo, e que afianço não ser nem exclusiva nem nova. E por isso achar o título algo desadequado, perdendo em rigor o que ganhou em força.

      3. Mas eu pergunto-lhe se alguma vez viu a lista de acontecimentos com interesse público que os media censuram? Não nunca viu! Nunca viu porque eles não as publicam, fazem tudo isso às escondidas.

        Mas não fala nisso. Há alguns que acreditam que o mundo é perfeito, tudo gente fixe!

        Depois com a verdade me enganas!

      4. Faltou dizer que está a ver mal o caso, o problema não é não haver ordem dos Ordem dos Jornalistas porque há outras entidades que fiscalizam (ou deviam fiscalizar) o que os media fazem. O problema é mesmo falta de regulação na lei.

        Depois você confiava numa eventual Ordem dos Jornalistas?
        Se confiava ainda tem umas coisas a aprender!

        1. Quando entro em casa de alguém, apresento-me.
          Você acaba de entrar em minha casa – isto é, no meu blogue – deixando a identificação do lado de fora. Ou seja: não cumpriu uma elementar regra de civilidade.
          É extraordinário que tenha a pretensão de debater comigo deontologia profissional dos jornalistas sem cuidar de algo tão básico como isto.

  4. Vai ser bonito, vai….

    Segundo informação fidedigna o ministério da Justiça, irá abrir concurso publico para a transmissão directa e em exclusivo do julgamento: “A toupeira /Benfica …incluindo os 798 comentaristas encartados….

    Serviu de ideia o bom trabalho televisivo do caso : Terrorismo Alcacheoteiro…

    Amendes

  5. Na minha opinião o jornalismo está a ficar podre.
    Já é o vale tudo.
    Mas há quem faça bom jornalismo, mas no geral está cada vez mais a se tornar podre.

  6. Tarde piou…
    No tempo dos donos da bola é que era bom quando o representante do patrão se gabava de poder vender presidentes como quem vendia sabonetes.
    Acho que o melhor a fazer é mesmo privatizar a RTP por um euro.

    WW

  7. Tenho que dizer isto:
    Não ajuda nada a credibilizar o panorama ver jornalista da bola a debitar sobre justiça, tanto como politicos de capa a chutar para a bancada.
    Se é para alimentar ignorâncias e distrair atenções estão aprovados.

    1. Temos de ficar preocupados com o que se sabe, mas principalmente com o que NÃO se sabe.

      Alimentar ignorâncias e distrair atenções serve para ajudar as esconder o que não se sabe.

      1. Génio não, minimamente educado sim.
        Mesmo para com pessoas que não conheço.

        (cuidado, há quem queira banir as touradas)

      2. “que nem o teu nome sabes escrever.” Muito bem Pedro, porrada nos anónimos. Havemos de acabar com eles, eu colaboro.

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