Recordei aqui quem foram os inquilinos da Casa Branca, ano a ano, durante o último meio século – de Lyndon Johnson, em 1967, a Barack Obama, entretanto substituído por Donald Trump.
Recordei aqui quem foram os inquilinos do Palácio do Eliseu, ano após ano, durante o último meio século – do quase mítico general De Gaulle ao malogrado François Hollande, que não arriscou concorrer a um segundo mandato e viu o seu Partido Socialista implodir.
Recordei aqui quem foram os inquilinos do n.º 10 de Downing Street, ano após ano, durante o último meio século – do trabalhista Harold Wilson ao conservador David Cameron, que entretanto deu lugar a Theresa May, sua correligionária.
Na véspera de os alemães serem chamados às urnas para escolherem o novo parlamento e o Governo que decorrerá do novo elenco no Bundestag, lembro quem foram os chanceleres da República Federal Alemã dos últimos 50 anos. Entre 1967 e 2016.
Volto a dividir este período por cinco décadas, para uma consulta mais fácil. E distribuo assim as cores: vermelho para os chefes do Governo sociais-democratas, azul para os democratas-cristãos.
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1967/1976
1967- Kurt Georg Kiesinger
1968 – Kurt Georg Kiesinger
1969 – Kurt Georg Kiesinger
1970 – Willy Brandt
1971 – Willy Brandt
1972 – Willy Brandt
1973 – Willy Brandt
1974 – Helmut Schmidt
1975 – Helmut Schmidt
1976 – Helmut Schmidt
Predomínio claro dos chanceleres sociais-democratas – com destaque para Brandt, que antes fora burgomestre de Berlim e ministro dos Negócios Estrangeiros.
![Helmut_Schmidt_(13.07.1977)[1].jpg Helmut_Schmidt_(13.07.1977)[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20653972_nzRzZ.jpeg)
1977/1986
1977 – Helmut Schmidt
1978 – Helmut Schmidt
1979 – Helmut Schmidt
1980 – Helmut Schmidt
1981 – Helmut Schmidt
1982 – Helmut Schmidt
1983 – Helmut Kohl
1984 – Helmut Kohl
1985 – Helmut Kohl
1986 – Helmut Kohl
Dois Helmuts dividiram esta década. Schmidt liderou o Governo alemão – então ainda sediado em Bona – mais um ano do que o seu homólogo democrata-cristão.
![KAS-Kohl,_Helmut-Bild-14701-1[1].jpg KAS-Kohl,_Helmut-Bild-14701-1[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20653982_zD7rz.jpeg)
1987/1996
1987 – Helmut Kohl
1988 – Helmut Kohl
1989 – Helmut Kohl
1990 – Helmut Kohl
1991 – Helmut Kohl
1992 – Helmut Kohl
1993 – Helmut Kohl
1994 – Helmut Kohl
1995 – Helmut Kohl
1996 – Helmut Kohl
Domínio absoluto do democrata-cristão Kohl, que liderou o complexo processo de reunificação, reconduzindo para Berlim a capital de todos os alemães.
![gerhard_pt[1].jpg gerhard_pt[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20653986_E84dQ.jpeg)
1997/2006
1997 – Helmut Kohl
1998 – Helmut Kohl
1999 – Gerhard Schroeder
2000 – Gerhard Schroeder
2001 – Gerhard Schroeder
2002- Gerhard Schroeder
2003 – Gerhard Schroeder
2004 – Gerhard Schroeder
2005 – Gerhard Schroeder
2006 – Angela Merkel
Outra década dominada por um político social-democrata. Schroeder assegurou sete anos de liderança alemã após o longo consulado de Kohl, que durou mais de década e meia.
![angela-merkel-1[1].jpg angela-merkel-1[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20653990_q9s9B.jpeg)
2007/2016
2007 – Angela Merkel
2008 – Angela Merkel
2009 – Angela Merkel
2010 – Angela Merkel
2011 – Angela Merkel
2012 – Angela Merkel
2013 – Angela Merkel
2014 – Angela Merkel
2015 – Angela Merkel
2016 – Angela Merkel
Hegemonia total da liderança democrata-cristã na última década, personificada na primeira mulher colocada à frente dos destinos de Berlim. Merkel vai amanhã novamente a jogo.
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Balanço: domínio claro dos democratas-cristãos, que ocuparam a chancelaria durante 30 anos neste último meio século. Uma percentagem de 60%.
A CDU (União Democrata-Cristã) teve três líderes no Governo alemão ao longo deste período: Kiesinger, Kohl e Merkel. O SPD (Partido Social-Democrata) teve outros três: Brandt, Schmidt e Schroeder.

A quem interesse ir um pouco mais atrás:
1949 – Konrad Adenauer (CDU), com vitórias em 1953, 1957 e 1961. Demite-se em meados de Outubro de 1963, sucedendo-lhe o vice-chanceler
1963 – Ludwig Erhard (CDU), com vitória em 1965. Demite-se no fim de Novembro de 1966, sucedendo-lhe Kiesinger.
Há dois anos, uns quantos políticos deste nosso país e que o gerem no momento, incendiavam multidões para que se esquartejasse a Merkel. Desde então e até hoje, querem vêr a Merkel esquartejada. Lá para o final da noite esses nossos políticos, todos grunhos, o que virão dizer?
Vão dizer que a “senhora Merkel” é a maior. Alguma dúvida?
A Alemanha já não é o que era esta a ficar como Portugal ou seja uma porcaria qual quer dia vai ficar na banca rota como o José Sócrates fez a Portugal.
Sendo assim, vou fugir, vou para a Alemanha.
A Alemanha recebeu 1,3 milhões de imigrantes/refugiados nos últimos dois anos. Deve ser por causa da “banca rota”.
Eu apanho boleia. Vou também.
O Blog chama-se Delito de Opinião.
Onde está a Opinião neste texto?! A menos que algum chanceler tenha governado com um testa-de-ferro, tal facto seja segredo de Estado e resulte em Delito a publicação do seu nome numa lista que a Wikipédia também fornece…. que perda de tempo, ler este texto, e que demérito para o blog :/
Fantástico. Conseguiu saber que o blogue se chama Delito de Opinião.
Já se chama assim há quase nove anos.
Nem sei como sobrevivemos tanto tempo sem o seu precioso contributo.
sao sempre uteis, e importam, dados assim expostos. Entretanto vou solicitar o presidente do sporting, ele é entendido em campeonatos efetivos, para que me diga se o numero 60 % esta certo. Estará.
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Neste momento o sapo esta com este titulo : russia confirma morte de general na siria em bombardeeamento do estado islamico.
Carago, entao nunca ninguem, nem o Pedro, me disse que o estado islamico bombardeia. Tive que abrir a noticia, tinha de tirar a limpo. Afinal, o bombardeamento foi com morteiros.
E afinal o Pedro nao opinou se os 60 % sao assim ou assado, se os 40 % sao pobres, tiveram azar, ou se sao farinha do mesmo saco.
Síria, Estado Islâmico, Rússia, Sporting… Esqueceu-se de mencionar o Elvis Presley. Ele tem-lhe mandado postais de Marte?
Recebi dois comentários de Pedro Correia ao meu comentário. Dois comentários, não duas respostas. Respondi a ambos num só comentário. Resultado: um dos comentários de Pedro Correia foi apagado e a minha resposta não foi publicada. Dor de corno é lixada!
Sente dor no corno? Lamento mas não tenho remédio para isso.
Compreendo, a sua proeminência impede-o de se olhar nos olhos, ainda para mais com tal ego.
E apesar da vacuidade das suas respostas, continua sem defender a vacuidade do artigo que escreveu, o que parece confirmar o estilo de escrevedor que vem apresentando.
Já se sente melhor?
Não, a liberdade de expressão continua subvertida – o seu primeiro comentário continua apagado e a minha resposta continua por ser publicada. Talvez porque a sua dor de corno continua?
Já percebi que também sofre de alucinações. Vá lá tratar disso sem demora. E siga pela sombra, que o sol está forte.