A Assembleia Geral da Liga aprovou o alargamento do escalão principal do futebol para 18 clubes. De acordo com a deliberação, esse alargamento implica que não ocorrerão descidas de divisão na 1ª Liga. A concretizar-se esta situação, a verdade desportiva está irremediavelmente comprometida. Não é preciso um estudo detalhado para perceber que as equipas que lutam para não descer encararão o que falta da competição com uma intensidade diferente. Jogar a feijões não é o mesmo que lutar pela sobrevivência. Quem acreditará, nestas circunstâncias, nos resultados finais do campeonato? Entretanto, o problema da decisão não é apenas o do tempo em que foi tomada. Independentemente disso, a consequência natural do alargamento será a do nivelamento por baixo da competição. As equipas com jogadores que participam em competições internacionais a nível de clube ou de selecção vivem já uma situação de pressão extrema de calendário. As dificuldades que todos enfrentam não permitirão o investimento em planteis mais extensos. A consequência será a diminuição da qualidade dos espectáculos e a perda da competitividade na Liga Europa e na Champions. Perante isto, resta esperar que a Federação e o Conselho Nacional do Desporto intervenham no sentido de preservar os interesses fundamentais da competição que, de outra forma, serão profundamente afectados.
* publicado também aqui.

A “soberana” decisão da assembleia extraordinária da Liga (que o recente presidente motivou) é pior que a actual seca.
Pode “secar” o futebol português
As competições internacionais a nível de clube devem acabar em breve…
O que não percebo é como é que uma coisa que era uma boa ideia há meia dúzia de anos, o deixou de ser em tão pouco tempo…. as mesmas associações que votaram a liga de 18 para 16 querem agora o contrário, em nome de quê?
Parafraseando Pinheiro de Azevedo: “É só fumaça. O povo é sereno”…
Quer dizer: o genro do não sei quem, acompanhado do respectivo sogro, queria ser Presidente da Liga. Sabia que com a cenoura do alargamento matava mais que dois coelhos de uma só cajadada. Todos os da II Liga (porque sim) e 2/3 dos da primeira, que são todos os que jogam o campeonato da manutenção, cujo objectivo é exclusivamente evitar a descida de divisão.
Uma vez eleito, e já com todo a gente apresentar-lhe a factura, teve que se prestar a esta fumaça. O povo, este povo que dirige estes clubes falidos e órfãos dos seus construtores civis, não é só sereno: é estúpido! Tão estúpido que pensa que as coisas são assim…
Pelo post e os comentários percebe-se que têm deficiente informação a respeito. A redução para 16 foi mais uma penada do só cretinismo, uma decisão política que o País do respeitinho, também no futebol, adoptou. A base eram teorias de ganhos como as teorias das mesmas deloittes em relação à economia em geral…
A redução, de resto, foi obtida dando em troca uma coisa obtusa chamada taça da treta cheia de tanta coisa que os potenciais interessados, os pequenos, agora não querem, em nome de obterem o certo de campeonato com mais 4 jornadas pelo incerto que é jogar para os grandes chegarem à final.
Não esqueçam que o presidente da Liga foi eleito democraticamente e os votos pelo alargamento foram de 66%…
A Democracia é uma coisa chata, por isso é que o Benfica não gosta…