
Não é possível passar uma hora, em Portugal, sem que o nome de Socrates – o nosso, não o outro, que seria melhor – seja mencionado por uma qualquer razão.
Admito que durante a Semana Santa seja um sacrifício que alguém se tenha lembrado de nos impor. Mas no resto de todos os outros dias, Senhor, porque nos impões tanta dor?!

… Que se lembre o “eterno supeito” a todos os segundos …
Porque ele é o principal causador da nossa dor… Não o Senhor, como implora!
Um ” ….” que vive faustosamente em Paris… sabe-se lá com que dinheiro, enquanto o Povo vive horas de amargura… tem de ser julgado pela memória… ja que a justiça… a nossa!” candidamente” o vem Arquivando! Lembre-se… Sempre.
Mas quando se fala muito de algo ou alguém, o efeito é o da banalização dos ditos. E é isso que eu não quero.
Perdoe- me Senhora…
…Mas, um dos nossos maiores “pecados ” é, precisamente, não julgar no tempo certo, os traidores e os “coveiros” da Pátria…
Um exemplo histórico recente:
A “borracha” que apagou da memória dos portugueses , a figura de um dos maiores traidores da história contemporanea : Almirante Rosa Coutinho.
Ha´vasta documentação que o comprova.
O Socras, é como o Benfica !
Todos lhe querem ganhar….!
Lamento mas quem é responsável pela dor de Portugal são os Portugueses. Ele foi um instrumento daquilo que uma grande maioria de Portugueses quis: Défice e mais défice para Almoços e Pensões Grátis.
E ainda querem, nada mudou.
Quem lá está hoje também só foi eleito com “mentira”.
Entre aspas porque para os portugueses a “mentira” é parte aceite do jogo de sedução da política em Portugal.
Se alguém diz a verdade não ganha eleições pois dizer a verdade quer dizer que a dor será já, no presente, enquanto dizer a mentira quer dizer que a dor só aparecerá daqui a 10 anos…esquecem-se é que será aumentada varias vezes.
Enquanto se fala no Sócrates esquce-se o resto. O ‘Público’ de ontem dedica-lhe a primeira página. Não há paciência. Nenhuma.
Cá para mim é saudades ou masoquismo.
Não se entende porque passado tanto tempo ainda se continue a falar tão intensamente dele… ainda vai acontecer como á mulher de César.
No fundo no fundo todos o adoravam é uma paixão/ódio.
Acho que bem lá no fundo esta obssessão não passa de uma paixão recalcada…