Não sei se em Portugal, a começar pelo gabinete do primeiro-ministro, se terá a exacta percepção do que está a acontecer na China aos “camaradas” do dr. Catroga na EDP, mas quando a imprensa de Hong Kong dá conta de que o órgão disciplinador do Partido Comunista Chinês enviou um aviso para os gestores da China Three Gorges, entre outras razões, devido à evidência de práticas nepotistas, favorecimento de familiares, gastos excessivos em veículos, falta de transparência na tomada de decisões e extravagâncias várias (estarão aqui incluídas ofertas distribuídas em Lisboa?), é sinal de que a gestão não será a mais ortodoxa. Avisos destes na RPC, vindos de onde vêm, com a chancela do PCC e do seu comité de disciplina e inspecção, que por regra não brinca em serviço, normalmente querem dizer muita coisa.
Depois da forma como se processaram, na sequência da privatização, as nomeações dos amigos do dr. Passos Coelho para a EDP, designadamente para o órgão consultivo, em óbvia distribuição de favores políticos, o que se está a passar com o presidente executivo da empresa que detém mais de 20% da EDP faz-me temer pela forma como também esta empresa estará a ser gerida.
Se perto de Pequim foi como foi…, pelo sim pelo não, o melhor será estarmos todos alerta.

Estamos, portanto, em boas mãos, como aliás, receávamos. Se não fiquei surpreendida com as notícias,imagina os amigos que fecharam o negócio.
A esses, Teresa, a vida corre-lhes sempre bem. Já têm o Obiang na calha para mais umas “privatizações”.