“Na Escola Óscar Lopes, em Matosinhos, estão 16 professores por colocar e a câmara municipal estima que no resto do concelho o número de alunos sem aulas ultrapasse os 3 mil. Na Secundária Eça de Queiroz, Póvoa de Varzim, faltam dez professores. Em Lisboa, a Escola Básica Francisco Arruda fechou as portas durante todo o dia de ontem. São 23 os docentes que estão em falta e a direcção decidiu mandar as crianças para casa, esperando que hoje já seja possível retomar as actividades. No agrupamento Dr. Costa Matos, em Gaia, há sete professores em licença de paternidade ou baixa médica que ainda não foram substituídos, uma professora de espanhol que ainda não chegou e mais uma professora de História do 3.o ciclo que, com a nova lista de colocados, deixou a sua turma para dar aulas noutro agrupamento.” – i
“No arranque da quarta semana de aulas, ainda há milhares de alunos com furos. A anulação de colocações, na sexta-feira, provocou nova onda de mobilidade de professores. Faltam nove semanas para as férias.” – JN
“Tal como ele 150 professores ficaram de fora na nova ordenação e ainda não sabem o que lhes vai acontecer. Ao mesmo tempo, as escolas viveram mais um dia de caos. Perderam professores que já estavam a dar aulas, outras dividem os mesmos candidatos, e algumas mantêm vários horários ainda por preencher.” – DN
“Há muitos anos que não se via nada assim, e qualquer cidadão deve questionar-se para que serve um ministério com milhares de funcionários se ele não é sequer capaz de executar a mais básica tarefa para que foi criado: começar as aulas a tempo e horas e atribuir a cada aluno os professores a que ele tem direito. As listas de colocação de professores saíram apenas a 9 de Setembro, o que fez com que no começo das aulas milhares de alunos estivessem sem docentes. E nas escolas de ensino artístico a tragédia é completa, com instituições, como os Conservatórios, a garantirem que só em meados de Outubro a situação deverá estar normalizada – um mês após a data fixada para início do ano lectivo.” – Público
“Os atuais concursos são complicados, “esquisitos” e sobretudo pouco transparentes, não porque exista favorecimento de alguém, mas porque são muito difíceis de compreender.” – Deputado (com maiúscula) Duarte Marques

O Horror, a Tragédia!! Os jornais para dramatizar são um primor.
Acho que falta dizer que aquilo que estão a fazer a 150 professores é absolutamente vergonhoso.
O ministro e o secretário de estado devem-se demitir ou ser demitidos.
Falta também discutir o problema de fundo. Se isto é só algo casual ou fruto de problema estrutural. Não sei, não estou por dentro. Seja como for, não há desculpa para Crato.
Se depois do orçamento Crato e Teixeira da Cruz continuarem no governo isso só prova que Passos Coelho é mais teimoso que uma mula. Nem tanto à terra, nem tanto ao mar.
O ministro Cra(e)tino não prometeu implodir o ME quando da apresentação do Programa do governo na AR, em 2011?
Ora aí está.
Implodiu o ME, as escolas, o Sistema Educativo (excepto as escolas de contrato de associação, que até irão ter mais umas centenas, ou milhares, de euros, por turma, mesmo que funcionem em localidades onde há rede pública suficiente (p. ex. Caldas da Rainha, Coimbra, etc.)
Agora percebo porque é que a ministra da Justiça pôs o Sistema Judicial de pantanas.
Foi para evitar o recurso aos tribunais por parte dos professores decorrente da implosão do Ministério da Educação (vejam estes 49 segundos do vídeo do secretário de Estado na SIC-Notícias: http://youtu.be/pGviyJDN_ZY).
Com este governo tudo faz sentido, todas as peças se encaixam no puzzle.
Sim, tudo faz sentido… até as coisas sem sentido nenhum.
A colocação tardia de umas centenas de professores comparada com isto é uma história da carochinha:
http://observador.pt/2014/10/07/fmi-port ugal-tem-responsabilidades-com-pensoes-d e-134-pib-fora-das-estatisticas/
Se em algumas, poucas, escolas uma minoria de alunos estiver duas ou três semanas sem ter os professores todos, daí não vem mal ao mundo, acontece todos os anos, e só serve para abrir telejornais, mas é só quando a direita está no governo.
Preocupante é o problema do financiamento das reformas dos pensionistas do estado de que a esquerda não quer nem ouvir falar. Deve estar à espera que os contribuintes dos “países com excedentes”, como dizia o Vitorino à pouco na SICn, lhas venham cá pagar. Podem esperar sentadinhos.
Ora, bons tempos eram quando a mulher do Costa ia às manifs contra a que contratou o mano do Paulo Pedroso.
Porquê, Rapoula?
Era suposto a mulher do Costa apoiar a anterior governante? Só por o marido ser quem é? Quando se está na mesma área política do governante que faz asneira deve-se ignorar e fazer um voto de silêncio para não comprometer o “companheiro/caamrada”? As pessoas não pensam por si? E não devem ser livres na apreciação que fazem das políticas governativas e do desempenho dos titulares dos cargos políticos?
Sr. Sérgio nos ultimos 40 anos não esteve por cá ? é pena…
Os resultados esperados do socialismo do Kremlin da 5 de Outubro.
De lucklucky: …………………………………. ……………..
Alegre-se!
Descobriram uma droga que cura as fixações alucinantes.
Está safo.
Vai poder deixar de fazer essas figuras tristes na blogsfera.
E nós vamos deixar de ouvir a sua cassete à PCP… sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma … sempre a mesma… sempre a mesma… sempre a mesma ………………………………….
Chegar mais ao centro do problema será alterar esta forma de contratar os professores (que como sabemos foi fruto de “negociações” com os sindicatos dos professores e os sucessivos ministerios da educação).
É ridiculo um professor de Miranda do Corvo ser contratado pela 5º Outubro, sem que ninguem se interrogue quem quer isso assim.
É ridiculo que os sindicatos só se preocupem com a defesa da “escola publica” e abandonem os trabalhadores a sua sorte com acordos nitidamente politicos.
É ridiculo que os sucessivos negociadores sindicais da 5º Outubro sejam chamados de Ministros da Educação
É ridiculo que os pais(inhos) se deixem instrumentalizar e votem por “alinhar” em greves e falta de avaliações com prejuizo para os filhos.
O salazar foi a 50 anos e agora cada cidadão tem que pensar e decidir por si e deixar de acreditar que alguem vai-está a defender os seus intereses ou do sei filho = não sejam trols.
Conclusão: o socialismo não funciona por culpa do ministro.
Já agora: para quando uma pitada de preocupação com os estudantes de Hong Kong?…
De sampy
Outro com fixações.
Alegre-se ao ler o comentário que deixei ao lukyluck.
Há uma esperança para si também.
Vasculhe a imprensa toda dos últimos anos para ver quando encontra outra barracada semelhante.
Nos tempos de David Justino (650 mil euros enterrados numa empresa informática de Loures) e de Maria do Carmo Seabra.
Nem mais.
Portanto, deixe-se de proselitismo fanático-ideológico.
Nogueira há mais de 20 anos que não dá aulas, mas fala como se fosse prejudicado na profissão tenho a certeza de que quando ele reformar ou desaparecer de cena o ensino melhor!
Ele é um sindicalista profissional, que em nada contribui para um diálogo profícuo… Para ele e seus comparsas quanto pior melhor!
Quem comanda greves em época de exames… está tudo dito!
Isto não iliba os erros do ME… Só que a atitude do sindicato em nada contribui para melhorar o ensino… basta pertencer à CGTP —
Já defendi (superficialmente) num post lá no meu blog, que este tipo de concursos deveriam ser reformulados, de modo a passar o ónus da responsabilidade aos professores e aos agrupamentos escolares (ou escolas).
O Estado deveria apenas preocupar-se em regular e fiscalizar o concurso. As candidaturas e as colocações ficaram a cargo dos interessados. A avaliação das candidaturas seria efetuada em círculos mais pequenos, não ficando uns agrupamentos à espera dos outros. Podia ampliar-se esta solução para as substituições, de modo a não vermos no telejornal diretores a queixarem-se que o substituto não lhes foi atribuído por demora do Estado.
Para além da possível redução burocrática na máquina estatal, poderíamos ver, ainda, alguns “problemas” resolvidos, tais como a colocação estapafúrdia – de acordo com professores – e a existência de escolas sem professores colocados no início do ano letivo.