O Diego de ontem não conseguiu igualar a obra deste Diego
Aquilo ontem foi o séc. XVII a entrar pelo nossa época adentro. Ó da guarda, os holandeses de regresso a Salvador da Bahia e desta vez a vencerem; só faltou que trovejasse e os ossos do Padre António Vieira se levantassem do lugar secreto onde estão escondidos para os afoguentarem.
E haveriam logo os oranges de açoitarem sem dó nem piedade uma esquadra espanhola tão petulante e enfeitada como as de outrora, valha-nos que desta vez a coisa durou noventa e poucos minutos e não os oito anos da era habsburga, que para mais – e pior – preludiaram os trinta de guerra que se seguiram.
Em Salvador, terra de orixás, talvez tenham ouvido como eu ouvi, juro que ouvi, a gargalhada fantasmagórica de Mourinho, pela boca da santa de terreiro que por ali pairou, quando o Casillas andou de rojo, de gatas e de rodilhas atrás da bola a saltitar.
Esta Holanda tem um jogo tão impertinente e aleivoso que é impossível não gostar dela.
(publicado também aqui)


Fizeram-no com a mesma limpeza que trouxeram para Salvador e escreveram mais um capítulo, limpinho, n O Livro dos Hereges.
A caspa foi um problema que Mourinho detectou em mais que um jogador… espero que o outro em causa desempoeire a cabeça.
A minha favorita, até agora. Holanda: três vezes finalista derrotada em Mundiais. Será desta que dá a volta à sorte?