Agustina


Pedro Correia,

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Agustina Bessa-Luís, romancista maior da língua portuguesa, nasceu faz hoje 96 anos. Será motivo para celebração na intimidade familiar a que se recolheu e é seguramente motivo para todos nós, seus leitores, lhe desejarmos votos de felicidade pessoal, certos como estamos de se tratar de alguém que ainda em vida já cruzou o portal da perenidade – algo que muitos ambicionam mas raros alcançam.

13 comentários em “Agustina”

  1. há muitos anos – ainda estudante à Coimbra – vi-a na Estação de Santa Apolónia, acompanhada por um senhor com, pelo menos, 1,90m. Sabendo todos nós o quão reduzida é a sua estatura, Agistuna, de seu nome, fiquei impressionada, uma vez mais, com a sua dimensão (que inclui coragem, determinação, uma forntalidade mui sua, sem clones, seriam impossíveis).

    o senhor aparentava, no olhar e na postura corporal, uma reverência que me emocionou.

    1. Agustina está muito bem descrita nas suas palavras, Alexandra.
      Só a encontrei uma vez, na Feira do Livro de Lisboa. Pedi-lhe um autógrafo que ela gentilmente concedeu de imediato – autógrafo personalizado, sem fórmulas gastas, com uma letra muito bem desenhada, de pessoa que preza a arte caligráfica.

  2. Obrigada por se ter lembrado, Pedro.
    Já hoje tinha pensado na Agustina, e também na Inês que nunca mais escreveu aqui…
    Uma rosa para a Agustina ⚘
    Maria

  3. Noventa e seis anos…. é obra e muita obra de génio como dizem.

    Nunca li um livro dela…

    Para um “principiante” quase tão velho como ela, …
    Caro Pedro Correia, que livro me aconselha?

    Amendes
    3ª Classe I Primária.

  4. ainda em vida já cruzou o portal da perenidade

    No mundo atual, em evolução cada vez mais rápida, com cada vez mais escritores a escreverem cada vez mais livros, sobre temas que cada vez mudam mais rapidamente (dada a rápida mudança do mundo), torna-se extremamente difícil alcançar a perenidade. Em geral, mal uma pessoa morre (se não antes), as suas obras caem no esquecimento, por pura e simplesmente já não serem atuais, por falarem sobre um mundo que já não existe e já não interessa a ninguém.

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