Não foi a primeira vez que se falou em divulgar as informações fiscais dos contribuintes na Internet. Há sempre um bom motivo, uma boa intenção, a justificar a violação de privacidade dos cidadãos. De boas intenções está o inferno cheio. Eles não sabem disto. Os defensores deste tipo de medidas – seja a publicação de informação fiscal, seja a quebra do sigilo bancário, seja a instalação de chips nas matrículas dos carros (entre outras) – recorrem sempre ao mesmo e estafado adágio: quem não deve não teme. Até ao dia. Não sou dado ao optimismo: hoje, esta medida foi rejeitada. Mas voltará, mais cedo ou mais tarde. Há outro provérbio que explica isto: água mole em pedra dura…
(Sobre o tema, recomendo a leitura deste post do sempre atento Francisco José Viegas)

Tal e qual, João. Toda a atenção não será excessiva. Paulatinamente, elas vão e voltam. E instalam-se.
A medida foi rejeitada – e bem rejeitada. A reacção imediata dos blogues independentes, frontalmente crítica, também contribuiu para isso. Ainda bem.