O meu livro Vogais e Consoantes do Acordo Ortográfico foi editado há seis meses, pela Guerra & Paz. É tempo, pois, de fazer um balanço global dos ecos que foi encontrando de então para cá.
Em primeiro lugar, deixo o registo, necessariamente incompleto, de quem mencionou esta obra nos mais diversos media. Com um agradecimento a todos os nomes e órgãos de informação aqui referidos:
Sábado: «Pelo menos 35 colunistas de seis jornais e revistas que aderiram ao último acordo ortográfico recusam-se a escrever de acordo com as novas regras. A lista vem no livro Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, de Pedro Correia, que será lançado no dia 21 [de Maio]. Esta frente contra o acordo, que inclui pelo menos seis editoras de livros e dezenas de escritores e poetas, não olha a clubes nem a partidos: também estão lá o Avante! e o jornal do Sporting.» (9 de Maio, sem hiperligação)
Francisco José Viegas, Correio da Manhã: «Pedro Correia escreveu um dos livros mais tentadores do mês [Maio]. Apetece discuti-lo, sim senhor.» (16 de Maio)
Francisco José Viegas, Correio da Manhã: «Pedro Correia é um partizan. Fazem-nos falta pessoas comprometidas que proponham soluções e caminhos, ao contrário do que acontece no pobre mundo da política, onde a irresponsabilidade ganha votos. Mas o Acordo Ortográfico é mais mobilizador do que a política destes dias, e compreende-se: tem a ver com a nossa vida.» (20 de Maio)
Duarte Branquinho, O Diabo: «A oposição ao Acordo Ortográfico continua, demonstrando que esta imposição de um disparate linguístico não deixa os portugueses indiferentes. Desta vez, coube ao jornalista Pedro Correia a publicação de mais um livro que denuncia este atentado contra a Língua Portuguesa.» (21 de Maio)
Fernando Alvim, Prova Oral, Antena 3: «O Acordo (as más línguas dizem desacordo) Ortográfico volta ao nosso programa. O convidado é Pedro Correia.» (22 de Maio)
Carlos Vaz Marques, O Livro do Dia, TSF: «O livro de Pedro Correia é uma espécie de argumentário anti-acordo, apresentando – uma por uma – as razões daqueles que rejeitam a mudança de grafia.» (23 de Maio)
Fernando Sobral, Jornal de Negócios: «Pedro Correia vem, neste inteligente e conciso livro, mostrar os absurdos de muitas das decisões de alguns académicos que acabaram por causar o caos no meio das vogais e consoantes, causando calafrios a quem tem de escrever. Revelador.» (25 de Maio)
Nuno Galopim, Diário de Notícias: «Começa assim, lembrando que “surgiu com a ambição de alcançar o inalcançável: a unidade ortográfica da língua portuguesa.” (…) Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico apresenta-nos uma história e defende uma tese que vê este acordo como “tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável”. A sua análise anda pelo tempo, recordando outros episódios da história da língua, contribuindo para este tão importante debate sobre a forma como lemos e escrevemos.” (25 de Maio, sem hiperligação)
João Pereira Coutinho, Folha de São Paulo: «Pedro Correia acaba de publicar em Portugal Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico (Guerra & Paz, 159 págs). Atenção, editores brasileiros: o livro é imperdível. E é imperdível porque Pedro Correia narra, com estilo intocável e humor que baste, como foi possível parir semelhante aberração.» (4 de Junho)
Pedro Rolo Duarte, Hotel Babilónia, Antena 1: «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico é basicamente um trabalho jornalístico que explica e enquadra o Acordo Ortográfico num contexto histórico, ideológico e político. (…) É o primeiro trabalho em que consegui perceber com rigor o processo que levou a este acordo. E é também a desmontagem sistemática, e na minha opinião bem argumentada, deste acordo. Parabéns.» (15 de Junho)
Francisco José Viegas, Ler: «Pedro Correia traça, em Vogais e Consoantes politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, o destino do AOLP: parar, corrigir, refazer. É o que vai acontecer, se quisermos, algum dia, falar de uma língua comum aos países que a têm como emblema.» (edição de Junho)
Ernâni Pimentel (professor de Linguística brasileiro), TV Senado, do Rio de Janeiro: «Pedro Correia fez uma pesquisa muito boa. (…) Ele fala de todas as reacções que estão acontecendo na maioria desses países [lusófonos] e está mostrando que é realmente muito difícil que esse acordo [ortográfico] venha a ser adoptado em países como Angola e Moçambique, que são importantes na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. É muito interessante o que ele relata que está acontecendo nos demais países. Fala sobre as reacções fortes em Portugal, fala do improviso com que esse acordo foi votado lá em Portugal e fala das reacções populares, dos abaixo-assinados, dos movimentos…» (1 de Novembro)
Imagem de cima: livraria Ler, de Campo de Ourique. Outra imagem: livraria Bertrand do Campo Pequeno (Lisboa)



É preciso ter cuidado com os elogios de Ernani Pimentel. Anda a afirmar que, no livro, se fazem elogios ao seu movimento de simplificação da língua (Acordar Melhor e, agora, Simplificando a Ortografia), o que é perfeitamente mentira.
Assino por baixo, O Sr. Pimentel anda de artista da corda.
Fizeste muito bom serviço público, Pedro. Saibam os políticos tirar as consequências de tudo o que se tem dito e escrito sobre este aborto ortográfico. Com todas as vogais e consoantes e a tempo de se evitar um desastre.
Espero bem que sim, Teresa. Pela minha parte, já dei este contributo que felizmente encontrou muito eco (não só em Portugal). É um imperativo cultural lutar contra este aborto concebido contra o parecer de toda a comunidade científica e da grande maioria dos utentes mais qualificados do nosso idioma, a começar pelos escritores.
Tal como, num plano completamente diferente, é um imperativo cívico lutarmos pela reposição dos feriados absurdamente revogados pelo Ministério da Economia – uma das decisões mais estúpidas deste governo.
Obrigado pelas tuas palavras.
muito bem Pedro.um abraço
Abraço, João. Vai aparecendo.
Li o livro antes da Feira do Livro e adorei-o. Precisamos de mais como tu, Pedro!
Obrigado, Miguel. Um abraço.