Afinal havia outra.


Luís Menezes Leitão,

Primeiro António Costa anda a distribuir papéis elaborados por Mário Centeno, de onde resulta, tão certo como dois e dois serem quatro, que o PS irá criar 207.000 empregos até 2019. No dia seguinte António Costa desmente que tenha feito qualquer promessa e chama-lhe antes um compromisso de políticas nesse sentido, enquanto que Mário Centeno diz que o tal papel era um exercício de simulação. Hoje António Costa aparece a dizer ao Sol que há uma identidade de pontos de vista muito significativa entre ele e Manuela Ferreira Leite. Parece que afinal António Costa defende as políticas de Manuela Ferreira Leite para o controlo do défice: obtenção de receitas extraordinárias a qualquer custo, incluindo a venda antecipada de créditos fiscais ao Citygroup. Daqui, no entanto, resulta uma conclusão óbvia: o célebre Mário Centeno, que já era visto como o futuro Ministro das Finanças do PS, afinal vai apenas andar aos papéis.

0 comentários em “Afinal havia outra.”

  1. Eu que não sou politico institucional mas que me considero um animal politico avanço com diagnóstico infalível: Só um estado de pânico letal justifica o descontrole, insegurança e o arrastar atrapalhado e doloroso do Dr. Costa. Um coxo deste calibre é forçoso que se estatele a olhos vistos antes da montagem das urnas onde apenas deverá contar com o gemido envergonhado das carpideiras de serviço.

  2. Cada cavadela, cada minhoca, é mais que óbvio que este PS não serve (o de Seguro também não servia).

    É por estas e outras que ninguém minimamente informado não pode levar a sério qualquer das propostas do PS, vivem essas propostas de conjecturas, cenários, simulações e isto só a nível económico, como será no resto, educação, saúde, justiça, soberania, ambiente, cultura.

    Eu ainda não consegui saber o que cada programa (PS e PáF ) defende nas áreas que atrás referi, aliás a única coisa que percebi até agora é que o Páf a nível económico ainda não disse nada e o PS limita-se a conjecturar hipóteses assentes em variáveis que não controla.

  3. É preciso dizer que o Centeno não passa de um teórico, que meteu umas coisas na cabeça para poder ensinar e fazer relatórios e que, de experiência da vida real tem pouca. Só assim se entende que ele tome por bandeiras a segurança no posto de trabalho e o consumo como motor do desenvolvimento. Ou seja, se ele conseguisse pôr em prática as suas teorias seria um perigo.

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