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Estou no “check-in” do aeroporto na Portela de Sacavém (ao qual puseram o nome de um militar hitleriano). Uma bicha enorme e imóvel. Não quero ler os jornais desportivos, devido ao meu Sporting. Por isso acorro ao meu WhatsApp: um primo enviou-me uma foto do Marcelo na mesquita a fingir que reza! Fujo dali. Chego ao FB: nos murais da imprensa loas à artista doutorada que “descobriu Fanon”, obituário do fotógrafo que “descobriu a beleza dos corpos negros” (!). Meu palavrão matinal e olhos em alvo. E são estes, porque assim, que notam as duas grandes pinturas publicitárias que monopolizam a sala: em Lisboa a Vodafone coloca uns dizeres ingleses que mimetizam a já velha campanha de Obama. E coloca sete retratos: um amoroso jovem casal (de negros), um amoroso pai com seu radiante filho às cavalitas (negros), um amoroso casal de reformados (que no Brasil serão ditos “pardos”, sob algum apoio de acção afirmativa, e daí o seu ar feliz, recompensado, apesar da idade e evidentes achaques). E um branco – o retrato de Pistorius, o assassino sul-africano!
E este asco passa. Neste ambiente intelectualmente patético até será elogiado. Murmuro mais uns palavrões. A ver se a bicha anda, para que possa intervalar disto.

O DOMINÓ PRETO de FLORBELA ESPANCA
« A Rua Das Pretas é uma tertúlia musical lusófona nascida em Lisboa na casa do músico brasileiro Pierre Aderne
lula arruaceiro
Se eu tivesse tropeçado nessa campanha, teria ficado boquiaberto. Não seria pelas fotografias, pois escolhas dessas feitas por comité já vi muitas, mas pelos slogans. “You can fly” e “you can reach the sky” pode até parecer muito obamesco a alguns. A mim, o que me fez logo recordar, ainda por cima postos nessa ordem, é uma canção do pouquíssimo recomendável R. Kelly onde, a determinada altura, ele gorjeava “I believe I can fly / I believe I can touch the sky”. Que neste mundo, tão cheio de gente pronta à indignação, isto não tenha sequer feito levantar um sobrolho, é algo que me pasma.
O facto de R. Kelly ter sido posto na prisão não torna todas as suas canções imprestáveis.
O facto de o autor ser pouquíssimo recomendável não torna a obra pouquíssimo recomendável. A menos que estejamos numa cultura de cancelamento.
Concordo, e considerando que eu digo-me “pasmado” e “boquiaberto” e não “revoltado” ou “ofendido”, parto do princípio de que o seu comentário é um complemento ao meu e não uma contestação.
Aterrasse no Porto. Depois apanhava o Alfa para Sta Apolónia.
Chegava em Apoteose como Mário Soares em 74. E como ele: tinha que aguentar o xixi e a fome.
apanhava o Alfa […] tinha que aguentar o xixi
Nos Alfas há casas de banho utilizáveis. E são gratuitas, ao contrário das das estações. Onde não há casas de banho é nos comboios regionais.
Estou no “check-in” do aeroporto na Portela de Sacavém (ao qual puseram o nome de um militar hitleriano). Uma bicha enorme e imóvel.
Solidário com duas coisas:
1) Esta mania de porem nomes de pessoas (sei lá quem são e não quero saber) aos sítios é perfeitamente asquerosa — e subdesenvolvida. Deixem as coisas com os nomes originais. Dizer Pavilhão dos Desportos, Palácio de Cristal, etc, são coisas de que não abdicarei nunca. De chamar Aeroporto da Portela ao Aeroporto da Portela também não vou abdicar.
2) E de chamar bicha a uma bicha, no supermercado ou seja onde for, também não abdico.
“…Portela de Sacavém (ao qual puseram o nome de um militar hitleriano). …”
nome de um militar hitleriano Humberto Delgado para uns esquerdoides e grande demitidor para uns salazaroides.
Aeroporto Charles De Gaulles e Aeroporto John F. Kennedy é só pra chatear V.
E o abdicar ou não de determinados nomes como o Areeiro, Rossio, Picoas e até Terreiro do Paço, pode acontecer como na casa dos Pasteis de Belém respondam ‘pasteis de nata não temos’, neste caso com um ‘Aeroporto da Portela não conheço’ diria o homem da Uber.
Aeroporto Charles De Gaulles e Aeroporto John F. Kennedy é só pra chatear V.
Quero lá saber da merda que se faz lá fora — preocupa-me é a que se faz cá dentro,
“ao qual puseram o nome de um militar hitleriano”
A sua sorte é que difamar os mortos não é crime. Escumalha!
Convém saber história, tal como os Comunistas apoiaram Hitler, Humberto Delgado também teve a sua fase e não estamos a falar do início dos anos 30…
da wiki
Em 1941, Humberto Delgado assumiu publicamente a sua simpatia por Hitler tendo publicado dois artigos na Revistas Ar, em que teceu os seguintes elogios ao líder Nazi: “O ex-cabo, ex-pintor, o homem que não nasceu em leito de renda amolecedor, passará à História como uma revelação genial das possibilidades humanas no campo político, diplomático, social, civil e militar, quando à vontade de um ideal se junta a audácia, a valentia, a virilidade numa palavra”
luklucky deve estar convencido que engana alguém, que só por ignorância ou a analfabetos consegue convencer.
Está por demais sabido que o acordo estaline-hitler foi tanto de um lado como do outro uma jogada para ganhar tempo e por causa duma região da Polónia com séculos de convulsões. Por isso ter havia apoio dos comunistas é areia pro olhos, quando sabemos o ódio que hitler tinha aos comunistas.
Agora surge esta do Humberto Delgado ser apoiante de Hitler, mas nesse época também aderiu ao salazarismo por ser um forte anticomunista.
É engraçado os “armar confusão” dizem ser hitleriano e os salazaristas dizem ser o “grande demitidor” por causa da celebre frase ‘obviamente demito-o’ sobre Salazar se ganhasse as eleições presidenciais de 1958.
Pois, é o que temos agora.
Ai dos que são normalmente chamados brancos. São alvos a abater pelos que dos mesmos se tanto queixam.
Esquecem-se no entanto que só estão a aplicar aos brancos o que dos brancos se queixam.
Se ao branco juntar o ser homem e heterosexual, considere-se uma especie a extinguir.