ADN problemático


Ana Vidal,

 

Já é suficientemente injusto que a morte de Farrah Fawcett, também ela um ícone da minha juventude – o romance com Ryan O’Neill, na vida real, derretia corações – tenha sido quase completamente condenada ao ostracismo pelo maior mediatismo de outra morte no mesmo dia, a de Michael Jackson. Pior do que isto, só a notícia que a Globo publica, que nos dá conta de que a actriz era "filha de uma dona de casa e de um petroleiro". (!!!) Seria cómico, se o assunto não fosse triste. Dando de barato que a palavra "petroleiro" seja aplicável a pessoas, no Brasil, registo mentalmente mais um argumento para a minha longa lista contra o famigerado acordo ortográfico.

 

E aproveito para deixar aqui a minha homenagem a Farrah Fawcett, um anjo (de Charlie) que muito provavelmente assumiu o estatuto, ao fim de tantos anos.

 

24 comentários em “ADN problemático”

  1. Na verdade a morte da belíssima Farrah Fawcett, foi completamente eclipsada pela do Michael Jackson, exactamente no mesmo dia. Mais triste e marcante ainda, pelo facto do sofrimento a que esteve sujeita durante os últimos anos em que travou uma dura batalha contra um cancro que não conseguiu vencer.
    Mais uma estrela a brilhar no céu…

  2. Foi um bom exemplo da hipocrisia dos Media. Ainda há bem pouco tempo crucificaram, ridicularizaram e humilharam o cantor na praça pública, para lá do admissível. Com a sua morte, os abutres chegaram com muitas lágrimas para vender aos espectadores e aos leitores. É pena que o talento conte menos que os efeitos circenses, os escândalos, as imagens televisivas de preferência “tipo freak” (que o público bebe e devora… senão os Media não os mostrariam assim dissecados até à obscenidade).
    Embora menos visível (ou talvez por isso mesmo)Farrah Fawcett teve uma morte mais digna.
    Deana Barroqueiro

      1. Também tem praia mas não creio que apareça na série do Pedro Correia e, estou só o fim-de-semana. Acho que o adjectivo mais adequado nem será bonito. Digamos que é um lugar onde se está bem! rsrs Praia D’El Rey

        :))

        1. A praia d’El Rey, ao pé da Lagoa de Óbidos? Conheço muito bem, Maria do Sol. Nem calcula quanto. Olhe, desde o tempo em que não havia lá construções, imagine! 🙂

          1. Eu sei, eu sei… não estive assim tanto tempo sem lá ir, Maria. E agora transformou-se num must para milionários, golfistas e futebolistas. Quem diria? Mas a zona é linda, entre o mar e a lagoa. Conheço tudo isso a palmo. 🙂

  3. Concordo, Ana.
    Em relação à notícia que citas da Globo, acho que não podemos de forma alguma ver a imprensa brasileira com os olhos da portuguesa. É mesmo muito diferente.

    1. Tens razão, claro. Mas gostava mesmo que alguém me explicasse se a palavra se aplica a gente, mesmo no Brasil. É que, neste contexto, fica tão ridícula…

  4. A morte dela também já era esperada há já algum tempo, o maldito cancro estava nas últimas e lutos contra ele durante três anos.
    Era o anjo preferido do Charlie e o nosso, na verdade.

    E aquele cabelo magnífico?

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