Estive hoje numa reunião curiosa: seis mulheres (de diversas idades) em volta de uma mesa, a discutir assuntos relativos a uma grande empresa do país. Metade delas pertencia à cúpula executiva dessa empresa. Homens? Só um, e por breves momentos: entrou silenciosamente, serviu cafés e águas e saiu da mesma forma discreta.


Curioso… nos últimos meses tive várias reuniões com vários homens a discutir assuntos relativos a grandes empresas. 80% pertenciam à cúpula executiva das empresas. Mulheres? As recepcionistas. Será assim tão novo este mundo?
(Sim, estou a meter-me contigo, apesar do relato deste comentário ser verídico). 🙂
Ah, eu sabia que pelo menos um havia de ficar picado!
Mas é por isso mesmo que eu lhe chamo “mundo novo”, Mike: estatisticamente, a minha reunião de hoje ainda é uma novidade, embora não seja caso único. Mas há poucos anos ainda era impensável este quadro.
Pronto, está bem, a ética manda que não digas qual era a empresa mas eu quase apostaria que era de tuparwares. (gargalhada abafada a custo)
Tenho pena de não poder dizer-te qual é a empresa… tenho a certeza de que engolirias a tua gargalhada abafada! 🙂
Eu gostava muito de ter estado nessa reunião, Ana :-)))
Porquê, posso saber? 🙂
Pra poder-me sentar nessa cadeira tão gira !
:-)))))))
Eu escrevo bastante…escrevo textos e roteiros de maneira informal. Tenho um certo e restrito reconhecimento na área, mas AINDA não vivo disso…
Na vida real dirijo um departamento de uma empresa de porte médio. Desde o primeiro dia em que assumi o departamento senti olhares de incredulidade da ala masculina da empresa (a tal cúpula executiva).Ouvi algumas gracinhas e tenho certeza que alguns colegas torceram contra o meu sucesso muitas vezes, afinal eu era do sexo frágil e meu lugar não era aquele.Só que ” Veni, vidi, vici ” e hoje, pelo menos, respeitam minha opinião :o)
Como eu aprecio este admirável mundo novo…
Eu também aprecio, Turmalina, mas desde que ele não caia no extremo oposto… não há nada tão saudável e produtivo como a diversidade!
Lá na empresa , que não é Tuperware….rs…., a coisa é bem equilibrada!!!
Hoje, pq anteriormente a maioria era masculina :o)
A diversidade torna a empresa mais produtiva sim, pq os pontos de vista são muito diferentes e a discussão positiva leva à uma decisão mais bem elaborada :o)
Deu-me imenso prazer ler este post 🙂
Então ainda bem, Sara.
🙂
Prefiro reuniões dirigidas por mulheres, Ana. Não é de agora, é já de há muito tempo.
Eu prefiro-as dirigidas por competentes, sejam homens ou mulheres.
E muito me admira que as mulheres que se bateram pelas quotas não venham agora defender, em coerência, quotas para médicos, juízes, professores, etc. (todas aquelas profissões que estão a ficar “femininas”). Ou o problema só existe quando os homens são mais?
eu prefiro quando elas são giras ..
As reuniões? Eu também.
Não me sinto atingida, caro Pepe. Nunca me bati por quotas, muito pelo contrário. E também dou mais importância à competência do que ao género. Limitei-me a dar conta de uma situação invulgar, pelo menos por enquanto.
Eu não faço “posts” ou comentários para atingir ninguém.
Apenas para dizer o que penso, em liberdade. Enquanto a tenho.
E faz muito bem. Mas comentou num post meu, e exactamente pela mesma razão – o uso da liberdade a que temos direito – respondi à sua pergunta.
Porquê, Pedro? Deixa-me adivinhar: achas que as mulheres são mais pragmáticas, mais atentas ao pormenor e mais imaginativas. É isso?
São mais organizadas, mais objectivas, têm um sentido de aproveitamento do tempo muito mais apurado e não se perdem em derivações intermináveis nem em considerandos sobre futebol e outros desportos, com ou sem bola.
Acho que tens razão. As mulheres tendem a centrar-se no essencial e aproveitar bem o tempo, de facto, porque têm quase sempre dois empregos: assim que acaba o remunerado, começa o outro…
Resta-lhes pouco tempo para futebol e afins.
Tudo isso e mais rígidas também.
Mas por normalmente são mais competentes, Ana. 😉
Claro que têm de ser mais rígidas, Mike. Educar filhos não é tarefa fácil e cria o hábito do rigor e da exigência… 🙂
Mas também são mais humanas e compreensivas quando há problemas pessoais envolvidos.
Nunca tive essa sorte!
Claro que a situação ainda merece este destaque.
E a cadeira é um must!
:))
“Ainda” é a palavra, Maria do Sol.
🙂
Numa fase mais evoluída do processo de emancipação e da igualdade de direitos, posts como este serão demodé.
Claro que serão demodés, Paulo Sousa. E espero que o venham a ser muito em breve, como já disse.