Adeus, Senhora


Maria Dulce Fernandes,

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Elizabeth Alexandra Mary

ELISABETH II

 21 de Abril de 1926,  Bruton Street, Londres – 8 de Setembro 2022, Balmoral, Escócia

A Rainha – Fortaleza

Descanse em paz. Merece-a bem.

35 comentários em “Adeus, Senhora”

  1. tal como a Rainha Isabel II, há dirigentes que nunca esqueceremos:
    De Gaulle, Adenauer, Helmut Khol, Kennedy, Reagan

  2. Bom título Maria Dulce.
    Analisando racionalmente não me compreendo mas o que é certo é que senti esta morte com alguma intensidade. Mais talvez, do que a de alguns parentes e conhecidos.
    Isabel II subiu ao trono antes de eu completar 10 anos. Toda a minha vida consciente decorreu com Isabel II no trono do Reino Unido. Se calhar, subconscientemente, convenci-me que ela sobreviveria ao meu funeral.
    Deve ter sido isso.

    1. Já era rainha quando eu nasci. Quando fui a Londres com 16 anos, tinha a esperança de conseguir ver a rainha. A rainha era a monarquia, a instituição, a Inglaterra e a Rainha Elisabeth II eram dissossiáveis. Era impossível pensar numa sem pensar na outra. Era a rocha, a fortaleza, a força que unia o país e ligava o Reino Unido e a Commonwealth.
      De Carlos III , tenho pouco a dizer e penso, com esperança, mas com cautela que ele abdique rapidamente.

  3. Por que carga de água a Rainha Elizabeth deu em português “Isabel II” em vez de “Elizabete II”? Até porque a Elizabeth I ficou como Elizabete I.

    1. Talvez porque em Portugal se traduza tudo ( muitas vezes mal) . Os nomes próprios poderão ser adaptáveis , mas não são tradutíveis!
      Eu tinha uma professora de Inglês, mulher do arco da velha, com uma pronúncia deplorável, mas que ensinava, caramba! Adiante. Chamava-me Sweet! Acha normal? Odiava ser sSweet, caramba!

    2. Elizabete é um anglicismo, Isabel é como deve ser escrito em português, ou fica Elizabeth.
      A irmã, Princesa Margarida era Margaret e por cá nunca lhe chamaram assim.
      O “problema” vai surgir com o Principe William: os três reis Williams anteriores ficaram conhecidos por Guilhermes, que é a tradução.
      O que passará a Rei Carlos III, vai aparecer nas notícias conforme o gosto do jornalista Charles ou Carlos.
      Mas pior que isso é uma menina chamada Elizabete Isabel P….F….
      E sobre a Rainha Isabel II, que tudo o que ela dizia/lia era escrito pelo 1º. Ministro, qual foi o facto importante que ela tratou, que vá ficar para ‘deve-se à Rainha Isabel II o facto de…….”

      1. Ninguém foi baptizado Isabel ou Guilherme. Esta mania de traduzir nomes próprios vem muito de trás. Nomes de terras, nomes de países, nomes de pessoas. Nós aportuguesamos tudo para língua de Camões.
        Mas, bem vistas as coisas, os ingleses fazem o mesmo. Lisboa não é Lisbon, James não quer dizer Tiago, etc, etc. O interessante é que eles não dizem St. James of Compostela…

          1. Sim mas, por exemplo, não existe um São Jaime. Se fizer uma pesquisa, encontra a “Corte de St. James” é a partir daí tudo deriva para Tiago, São Tiago, Santo Tiago, San’tiago, Santiago.

          2. Dantes traduziam-se os nomes próprios muito mais: eu tinha um livro legado de um tal de Carlos Darwin, acredito que tenha havido vários de Carlos Marx ainda que nunca ouvido falar do Carlos Baudelaire. Mas era muito costume que se foi, felizmente, perdendo. Mas resta muito nos nomes dos reis (e na toponímia – Nova Iorque ou Nova York, por exemplo – mas nisto estamos sempre a oscilar). Nos reis também oscilamos (eu noto que às vezes escrevo Isabel II – a tradução correcta – ou Elizabeth). Há quem proteste com a tradução. Mas em décadas nunca ouvi ou li alguém chamar João Carlos ao rei espanhol. Ou seja, é mesmo vontade de embirrar…

          3. Na minha família sempre houve quem muito viajasse, do que derevavavam as longas sessões de diapositivos com explicações pormenorizadas sobre os locais, factos e ocorrências durante as viagens. Estes viajantes sempre chamaram “os bois pelos nomes” pelo que, desde miúda, me era difícil entender porque, por exemplo, o Partenão, não podia ser Partenon, nome pelo qual sempre o conheci. E os professores corrigiram e ralhavam se diferente dos livros, jpt.

        1. Os mais velhos, como eu, recordam-se de ser proibido nomes estrangeiros, afinal tudo o que fosse estrangeiro. Nacionalismo de antes só que mal acompanhados….
          Podia-se ser baptizado como Elizabete, mas não Elizabeth.
          Mas, julgo que todos sabemos, quer Isabel, do hebraico Izebel, a casta, quer Elizabeth, também do hebraico Elishebba, Deus é abundância, são nomes distintos. Embora aparecesse primeiro Isabel (Isabel de Angoulene) na Inglaterra, praticamente este nome apenas ficou em Espanha, Portugal e França, Elizabeth é o nome mais usual em toda a Europa. Julgo que em Espanha e Portugal a utilização de Isabel e não Elizabeth terá a ver por Elizabeth ser mais à judeu, embora na Bíblia aparecem os dois nomes.
          Parece haver um acordo na tradução dos nomes, neste caso de Reis e Rainhas, para o nome utilizado no respectivo país, nunca ouvimos dizer a artista Isabel Taylor.
          Em França isabelle é o nome da cor amarelo-claro.

          1. Bem visto. É realmente um critério diferente, aquele que se atribui às actrizes e às rainhas na tradução do nome. Nem sequer se poderá invocar o tempo de ditadura, porque ambas transitaram por lá, cada qual no seu papel. Nem sequer se poderá alguma vez comparar.

          2. sim, eu iria mais por aí — por uma certa reluctância que existia em Portugal em utilizar nomes judaicos na sua ortografia mais ortodoxa.

            Mas dizer como o Aónimo lá em cima Elizabete é um anglicismo e que “Isabel é como deve ser escrito em português” e acabou a conversa parece-me um bocado drástico. A verdade é que existe Elizabete em português e portanto parece-me mais lógico ser essa a tradução correcta do nome.

          3. Sim, tem razão.
            Mas, em muitos escritos consideram Elisabete um galicismo de Elizabeth, assim como também é argumentado que Isabel é Elizabeth em português.

          4. Mas qualquer “anglicismo” é, precisamente, Português também. Não é uma palavra portuguesa menos portuguesa do que as outras (a maior parte das palavras portuguesas veio de outras línguas também). Tal como um neologismo ou um francesismo.

            O próprio Inglês é 75% Latim e metade do que resta é Middle English, que era Francês.

            Portanto recusar palavras com base no facto de serem estrangeirismos parece-me um argumento pouco razoável.

          5. As coisas mudaram um pouco, por exemplo este quadro de 2005 a ser verdade
            https://www.babynamestats.com/popular_names_england_wales.html

            Isabella (Italiano) Isabelle(Francês) é mais comum que Elizabeth e Isabel não está muito longe.
            Note-se que em Italiano também existe Elisabetta.

          6. Depois do AO entrámos no Reino do Facilitismo. Costuma dizer-se nem tanto ao mar, nem tanto à terra, mas há muito tempo que em Vera Cruz nomeavam inocentes os recém-nascidos com as maiores barbaridades, e chegámos à pobres Kátias Vanessas, etc.

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