Acordo burrográfico (34)*


Pedro Correia,

– Que há de beber?

– Há de tudo aqui.

– Não. Que há de ela beber?

– O que ela quiser. E comer também. Tudo menos hífens, que já esgotaram.

 

* Com o meu agradecimento à Laura

10 comentários em “Acordo burrográfico (34)*”

  1. Há pouco no google, escrevi secretaria de estado da cultura e apareceu-me a secretaria da cultura do gov.br.
    Já estava a protestar quando pensei para comigo que, desta vez, o google tinha acertado.
    O textozinho que tentava colocar em qualquer lado da delegação em Lisboa da secretaria de estado da cultura portuguesa era este: «Angola e os outros países africanos de expressão portuguesa, bem como ainda Timor Leste, não têm de ser usados como caixa de ressonância de problemas que não lhes dizem respeito, nem, tão pouco, terão de ser sujeitos a imposições sub-reptícias de tipo neocolonial, sob o protesto da necessidade de uma unificação linguística, que, como todos sabemos, não passa, desde o início, de um falso pressuposto.
    Face aos embaraços constatados no novo acordo, não só em Angola, mas também em Portugal, no Brasil e em outros países da Comunidade, só os asnáticos fogem para a frente e procuram impor pela força o que não conseguem convencer pelo uso da argumentação. O jeitinho do “tomem lá o Acordo e não piem”, é uma forma muito pouco urbana, democrática e sensata de tentar resolver o problema. Assim, dificilmente, em português, seremos capazes de nos entender.»
    Cândido Lince, JORNAL DE ANGOLA

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