26 comentários em “Acordo burrográfico (22)”

  1. Há que compreender a interpretação dum texto, e não manuseá-lo à nossa conveniência. Penso!
    Se nada para o Benfica, está muito bem e nada mais é que a expressão da mais pura verdade.
    Nada para o Benfica porque não há adversário compatível. O mesmo não sucederia, por ex: em Espanha ou Inglaterra. Aí já havia alguma coisa para ele.
    Dê, dêem-lhe as voltas que quiserem o Glorioso é único em todo o mundo. Vá-se para onde for ouve-se falar no Benfica, coisa que, notoriamente não acontece com o felídeo e muito menos com o mitológico bicho nortenho.

    Em 1987, em plena floresta equatorial, deparei com os pigmeus.
    É um povo nómada sem poiso definido, tanto habitam o Gabão como o Congo, Guiné Equatorial ou Camarões sem se fixarem em nenhum, por isso não são considerados por nenhum país. Não votam, não participam em nada, habitam hoje aqui amanhã ali, não constroem, não semeiam e menos colhem; andam nus, vivem do arco e do mel, não falam nenhum dialecto conhecido e comunicam por estalidos. Enfim; homem primitivo.
    – Sou português! – Disse eu sem nenhuma veleidade em ser compreendido.
    Ficaram a olhar para mim feitos parvos. Insisti no sou português, quando, para meu espanto, um de entre eles se destacou e com um largo sorriso de satisfação de orelha a orelha, disse apontando-me aos outros:
    – Bric, tric, trac, flic blic…Benfica!

    1. “Não votam, não participam em nada, habitam hoje aqui amanhã ali, não constroem, não semeiam e menos colhem; andam nus, vivem do arco e do mel, não falam nenhum dialecto conhecido e comunicam por estalidos. Enfim; homem primitivo.”

      Atendendo ao nível de desenvolvimento civilizacional e intelectual, é perfeitamente compreensível que só conheçam… isso.

      1. Para que veja.
        Conhecem mais de Benfica que de todo o resto.
        De Benfica!!! Não é…”isso”
        🙂

          1. De fato!… Fato!!?? Pode ser, desde que ainda esteja por pagar; eu interpreto de outra maneira.
            “Nada para o Benfica” e esta nada tem a ver com a interpretação acima; nada para o Benfica porque o barco esgotou a lotação.
            Porque água, o clube não mete. Ou por outra, mete!
            Mete água para cima dos corruptos azulados, e não meteu para os felídios porque a jaula os protegeu.
            Ainda, se se quiser e sem forçar a perspicácia por aí além, nada para o Benfica pois a vergonhosa protecção favorecedora é para quem se sabe
            Abençoado AO. Olhem que verdades permite.
            Eheh…

    1. Grande coisa! Todo o mundo sabe!
      Porque as mulheres não estão para aturar maus-humores de perdedores.
      Eheh…

  2. No dia em que um sportinguista não falar do Benfica, o sporting acaba.

    Escrevo sporting com letra pequena porque duram cerca de um mês, então, devemos aplicar a mesma regra que se aplica aos nomes dos meses.
    Significado:
    sporting :intervalo de tempo entre setembro e outubro em que alguns cidadãos se vestem de verde e cantam.(ex:em sporting vou de férias).

    Aproveito para deixar a questão complexa:
    Um dragão é um lagarto com asas?

    1. A sua questão é de uma profundidade assombrosa. De tal maneira que decidi endereçá-la ao professor Medina Carreira. Talvez ele se digne responder-lhe numa das próximas emissões do programa televisivo que protagoniza.

  3. Mal li o postal pela manhã, vieram-me à ideia todos os “acórdus”

    Iriam “haber” comentários ao “mólho”, muitos “mólhos” e alguns com “môlhos” expressivos.

    Já que preferencialmente, não uso o “b” (num me sai lá muito “vem”) gostaria que além deste “Acôrdo” já agora faziam-se mais “acôrdos” em que eu pudesse dizer, como digo, “Poarto”.

    Na TV oiço “acórdos”. será outra coisa?

    1. Se diz Poarto, devia escrever Poarto. Há quem diga Lx’boa: devia também escrever assim. É este o critério do chamado ‘acordo ortográfico’, mera transcrição fonética. Vale tudo. Para, no fundo, não valer nada.

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