Acordo burrográfico (18)


Pedro Correia,

– A nossa fação já foi mais numerosa.

– Tens razão. Diminuiu.

18 comentários em “Acordo burrográfico (18)”

  1. Por cá continuámos a dizer ‘fáção’, escrevendo facção ou fação em crioulo brasileiro.
    Interessante é encontramos um tradutor na internet, e se colocarmos o vocalização em fação ouve-se fação (fa mudo) e facção ouve-se fac ção, que nunca foi assim pronunciado.

    1. Eu digo FacSão.
      Sem problema algum.
      Com digo EgiPto.
      Será a tal “pronúncia culta” que os papas do acordismo decretaram como critério “científico” para fixar a nova ortografia?
      Para mim é.

      1. Certo, mas diz FácSão ou FacSão?
        No tradutor oral ouve-se facSão e não fácSão, mas em faccioso ouve-se fác cioso.

        1. Vogal aberta. A consoante que os acordistas procuram suprimir tem valor diacrónico, desfaz dúvidas – e a tendência tão portuguesa para abafar o som das vogais, ao contrário de brasileiros, timorenses e africanos.
          Facção / faccioso : separar esta família semântica, com a obsessão da “caça à consoante”, é crime de lesa-cultura.

          1. Por cá os nortenhos também abrem as vogais, e assim levaram para o Brasil.
            Doutra forma, também é como se ensinam as primeiras letras Á É I Ó U.

  2. É óbvio que aquele “c” tem valor diacrítico. É que, sem ele, a sílaba tónica só pode ser “ção” e não “fa” (tal como em “cação”). Ao querer escrever-se como se fala desrespeitou-se a própria fala, mas nenhum dos doutos autores do AO90 viu isso. É espantoso.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *