Acordo burrográfico (11)


Pedro Correia,

– Como é a atriz ali atrás?

– Atroz.

18 comentários em “Acordo burrográfico (11)”

  1. Só verificámos ser burrográfico se for escrito num livro de um escritor português.
    Numa conversa não se detecta se diz atriz com c ou sem c.

    1. Não é de “conversa”, de oralidade, que se trata aqui. Por alguma razão o acordo burrográfico se diz (usurpando méritos que não tem) “ortográfico”. E por alguma razão escreveu V. “detecta”. E muito bem.
      Mas para o estado português consta que é “deteta”; coisa de mamilo, portanto. E não é.

        1. Um dia talvez se conheçam os custos com a mudança de tanta placa, sinal, letreiro, impresso em tudo quanto é do estado. E de muitas entidades privadas que por bovina convicção de uma obrigatoriedade inexistente, obediência acrítica, fascínio pela novidade, medo de represálias, genuína crença na bondade daquilo, estupidez pura e simples, se apressaram a adoptar a criminosa mistela.
          Belíssima oportunidade de negócio que terá deliciado muita gente.

      1. “Ir às meninas” foi tão difícil de adoptar, a partir de 1949 a 1963, como o AO99, por isso o “ir às putas” também se podia considerar correcto.

  2. Pedro Correia escolhe o que entender.
    Para um burrográfico lógico teríamos uma conversa entre um brasileiro e um português sobre um novo acontecimento que alterou o que até então estava a ser praticado.
    -De fato alterou todo o resto.
    -Para mim até podia vir em cuecas.

      1. Se fosse de terno não fazia sentido o diálogo.
        Mas, o terno, assim designado por ser composto por três peças -casaco, colete e calça- tem tendência a desaparecer com o aquecimento global: já ninguém usa colete e muito menos no Brasil.

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