Acordo burrográfico (1)


Pedro Correia,

– Quando eras pequena o que querias ser quando fosses grande?

– Arquiteta.

– Parabéns. Olho para ti e vejo que chegaste lá.

22 comentários em “Acordo burrográfico (1)”

  1. Ora bem, um mar de possibilidades. Haja humor 🙂
    A propósito:

    Quando acordo com a nova escrita, modelo o que escrevo sem daí colher compreensão de quem, a cada oportunidade, espeta um seco não ao esforçado acordo.
    Não serei eu nem tu a colher desta fonte, a matar com ele a sede da aproximação. Afinal, burro velho não pode aprender língua nova nem distinguir duas palavras homógrafas sem que com isso caia o carmo e a trindade.
    Acordo, modelo, colher, espeta, sede, caia, pode vão agora passar a ter novas palavras amiguinhas. Poetas e gente do humor hão-de descobrir novos humores em tiradas antigas.
    Nem tudo se perde, nem tudo se transforma.
    Bom carnaval, minha gente!

      1. Já temos o jornal Oje, os italianos já quase não sabem o que é o agá. Lá chegaremos, no tempo dos nossos netos provavelmente.

        1. Más notícias para os Hugos e as Helenas. E lá teria o presidente de Timor-Leste passar a chamar-se Ramos-Orta. Se o professor Malaca se lembra desse título de jornal corre a exigir ao Estado outro ‘tratado internacional’ para desfigurar ainda mais a nossa ortografia.

  2. Boa!
    A série burrográfica começa bem confirmando as melhores expetativas.

    Outras sugestões burrográficas que os leitores podem aproveitar para anexar uma anedota e aumentar as edições da burrografia até ao nº 20 ou 30:

    acordo/acordo
    almoço/almoço
    colher/colher
    cor/cor
    erro/erro
    espeto/espeto
    jogo/jogo
    modelo/modelo
    seca/seca
    seco/seco
    sede/sede
    pela/pela
    pelo/pelo
    pregar/pregar
    torre/torre

    E há mais. Mas o que convinha era que as adições viessem acompanhadas de anedota. Mesmo que não dê muito para rir, mas isso não é o mais importante. O que interessa é que seja burrográfico.

        1. Ora, caro Pedro, esse caminho não o ajuda pq evidencia precisamente o contrário daquilo que defende.
          Eu tb oiço “ôlhe”, e “dirêcta”, o que é tudo uma idiotice de gente bacoca. Agora, o que é q o AO tem a ver com o caso? Nada.

  3. agora entendo porque o ilustre josé gil afirma que as reformas ortográficas modificam a forma de pensar…de alguns.
    uma ida a um psicanalista e tudo se resolve.

      1. Aposto que por cá os inteligentes não lêem o t. Ou então o z. Ou mesmo o k. Dá muito trabalho e o povo, coitadinho, tem de aprender a rabiscar qualquer coisa.

  4. Pedro, publique-me isto, sff:

    – Agora com o AO vou ser obrigado a dizer “arquitêto” em vez de “arquiteto”.
    – Vais? Então quando lês “veto”, dizes “vêto”?
    – Não, digo “veto”.
    – Então, se és capaz de ler bem “veto” não achas que é estúpido dizer que não consegues dizer corretamente “arquiteto”?
    – Sim, é um bocado estúpido.
    – Pronto, agora já sabes porque é que tens dificultade em ler corretamente “arquiteto”, não culpes o AO.

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