Acerca das sanções aos tenistas russos


filosofiaonline,

As sanções criam dificuldades à vida dos russos e algumas sanções impedem-nos de exercer as suas profissões. Os russos, em contrapartida, impedem os ucranianos de viver, de existir, de serem livres, de viverem no seu país, de terem uma casa, de viverem nas suas terras, de educarem os seus filhos na sua língua, na sua cultura, no seu lar, de terem um futuro, de terem um passado inscrito nos monumentos da sua existência colectiva, para já não falar de perderem todos a profissão e terem sido obrigados a fugir ou transformarem-se em soldados. Nesta medida, as sanções parecem-me um preço irrelevante a pagar.

É caro que podem dizer-me que os tenistas estão na sua vidinha e não estão a atacar os ucranianos e até podem ser contra a guerra. Porém, a questão está em que são parte do povo que mantém, sustem e apoia Putin e não podem dizer que nada têm que ver com isso.

Repare-se que em meu entender todos, na medida em que, internacionalmente, vimos Putin crescer em agressividade e crimes e deixámos impune essa sua agressividade temos uma responsabilidade indirecta neste assunto, embora em graus diferentes: eu tenho muitíssimo menos que o chanceler Schröder, que o Presidente da Comissão Europeia ou o Presidente dos EUA, etc. Aqueles que têm a maior responsabilidade são os russos e cabe-lhes a eles fazer qualquer coisa para parar a guerra e os crimes que estão a ser cometidos em seu nome. Se estão contra, que o digam e assumam. O que não pode ser é quererem continuar com a sua vidinha enquanto o seu Presidente diz publicamente a todos os russos que vai acabar com a Ucrânia, que é um país que não existe, que o povo não tem direito a existir e que no fim da guerra nem o nome vai sobrar.

Eles não são sancionados por terem uma nacionalidade, mas porque sustêm um déspota e os seus crimes. Eles, russos, é que estão a atacar as pessoas de um país apenas por terem uma determinada nacionalidade cuja existência Putin não aceita.

Portanto, sim, penso que os tenistas devem ser impedidos de jogar, a não ser que tomem uma posição pública sobre o assunto.

Eu, se fosse russa e não tivesse coragem de tomar uma posição pública ou não pudesse, sei lá, por ter filhos pequenos e não ter ninguém que cuidasse deles indo para a cadeia ou isso, agradecia as sanções dos estrangeiros. Agradecia que, não havendo coragem dos russos para agir contra um presidente criminoso, alguém de fora o fizesse, e o forçasse a desaparecer ou a que os militares ou outros que têm meios para o afastar que o afastarem, e consideraria as sanções um sacrifício irrelevante a pagar, face ao horror que os ucranianos estão a sofrer.

texto publicado no blog azul

39 comentários em “Acerca das sanções aos tenistas russos”

  1. Aplaudo os seus sentimentos mas não posso concordar com as suas propostas. O raciocínio que faz em relação aos tenistas, pode ser extensivo a qualquer russo, nomeadamente aos que vivem em Portugal.
    Admitir apenas às competições os tenistas que tomassem posição, seria na verdade exercer sore eles uma chantagem moral, inaceitável pelos valores que se pretendem defender na oposição à invasão. Pelo mesmo motivo, a senhora Ana do lugar das frutas, só atenderia clientes russas que exibissem um lenço ou autocolante com as cores da Ucrânia.
    Reconheço que é uma decisão difícil e não queria estar no lugar dos dirigentes que – disso estou certo – irão ser criticados qualquer que seja o sentido da decisão que tomem. Mas o máximo que me parece admissível e já no limite, seria banir os símbolos russos da competição, não permitir a subida ao pódio de russos nem tocar o respectivo hino nem exibir a bandeira. Mesmo isso, adivinha-se, já poderia fazer sujeitar a represálias os atletas russos que aceitassem essas condições. Ou seja, na prática dificultar se não impedir o seu regresso à Rússia.

    1. Não me parece que seja uma chantagem. É um pedido de responsabilidade. Os tenistas participam nos jogos enquanto russos e não enquanto pessoas particulares.

      1. Os tenistas participam nos jogos enquanto russos e não enquanto pessoas particulares.

        Falso.

        Os tenistas são individualmente convidados a participar nos torneios.

        Não há nenhuma Federação Russa de Ténis que seja convidada a participar e que seja responsável por selecionar os tenistas russos que envia.

        O ténis é um desporto essencialmente individual. Não é um desporto coletivo.

        1. Isso não invalida nada do que disse: representam a Rússia e a Rússia capitaliza o seu sucesso. Nesta guerra não há neutralidade. A neutralidade é cumplicidade com o agressor.

  2. Espere para quando for a sua vez, porque a multidão vai querer o seu escalpe durante 5 minutos por qualquer razão. Os 5 minutos de fama são conhecidos, agora vêm aí os 5 minutos de degredo para todos, basta estar do lado errado numa qualquer discussão.
    Os Indianos e Chineses que cooperam militarmente com a Rússia também devem ser punidos?
    Toda a África?

    1. Quem fala em escalpe? Que exagero. Penso que disse que há diferentes graus de responsabilidade e participação. O presidente da Bielorrússia está a participar directamente na guerra contra os ucranianos, já a participação da Índia está em comprar-lhes petróleo. São situações diferentes.

      1. Figura de estilo.
        A India tem importante comércio e cooperação militar com a Rússia, A China ainda mais. Os mercenários do Grupo Wagner ligados ao Kremlin estão a operar no Mali a convite do Governo.

  3. E os tenistas americanos, no caso do Afeganistão e Iraque?
    E os tenistas franceses, no caso do Mali?
    E os tenistas alemães, no caso da Namíbia?
    Terá consciência do que está a dizer?

    1. Penso que Bush, filho, mais o Dick Cheney e outros do seu governo cometeram actos de terrorismo de Estado quando mentiram dizendo que havia armas de destruição massiva no Iraque e deviam ter sido acusados e julgados. O facto de isso não ter acontecido não pode ser argumento para impedir que no presente e no futuro se responsabilizem os líderes que levam a guerra, sem nenhuma provocação, aos outros, seja por chauvinismo, ideias de imperialismo ou outra razão qualquer. Como penso que Putin e os seus capangas devem ser acusados e julgados assim que for possível.

      1. E o Zelensky e os seus capangas do batalhão azov?
        As agressões, violações, crimes porta-a-porta contra civis indefesos falantes de russo no Donbass (como os dois «Relatórios da ONU 2015 e 2016» afirmam), durante 8 anos, que obrigaram 3 milhões de pessoas a perderem as suas casas e a refugiarem-se no extremo leste da ucrânia … Não conta?

          1. Sim.
            Contra factos, só o sectarismo e o facciosismo a favor do «regime de Zelensky» conseguem sobreviver…
            1 – Hinz, Linda (14 de agosto de 2014). «Schmutziger Kampf in der Ukraine: Neonazis im Dienst der Regierung» [Dirty war in Ukraine: neo-Nazis in service of the government]. Focus Online (em alemão).
            2 – «Ukrainian soldiers seen wearing helmets with Nazi swastika and SS symbols». Haaretz. 9 de setembro de 2014.
            3 – «German TV Shows Nazi Symbols on Helmets of Ukraine Soldiers». NBC News. 9 de setembro de 2014.
            4 – «Chłopcy z ‘Azowa’ bronią Mariupola. Ukrainy, Europy i… białej rasy» [The boys from ‘Azov’ defend Mariupol. Ukraine, Europe and… the white race]. Interia (em polaco). 8 de julho de 2015.
            5 – Cathcart, Will; Epstein, Joseph (14 de abril de 2017). «How Many Neo-Nazis Is the U.S. Backing in Ukraine?». The Daily Beast.
            6 – Golinkin, Lev (22 de fevereiro de 2019). «Neo-Nazis and the Far Right Are On the March in Ukraine». The Nation. Consultado em 2 de abril de 2021. A Ucrânia pós-Maidan é a única nação do mundo a ter uma formação neonazi nas suas forças armadas. O Batalhão Azov foi inicialmente formado pelo gang neonazi Patriota da Ucrânia. Andriy Biletsky, o líder do gang que se tornou comandante de Azov, escreveu uma vez que a missão da Ucrânia é “liderar as raças brancas do mundo em uma cruzada final… contra os Untermenschen liderados pelos semitas”.
            7 – «Rights Groups Demand Israel Stop Arming neo-Nazis in Ukraine». Haaretz.
            8 – Червоненко, Виталий (14 de maio de 2018). «Антисемитизм или манипуляция: усиливается ли притеснение евреев в Украине?» [Anti-Semitism or Manipulation: Is Jewish Oppression Intensified in Ukraine?]. BBC News.
            9 – “You Don’t Exist”, Arbitrary Detentions, Enforced Disappearances, and Torture in Eastern Ukraine”, 2016 Human Rights Watch , ISBN: 978-1-6231-33863.
            88. Azov Battalion, Center for International Security and Cooperation (CISAC), Universidade Stanford.
            10 – “Women and the Azov battalion in Kyiv, Ukraine”, DW Documentary, 10 de março de 2017, (em inglês): O batalhão Azov de extrema-direita usa abertamente símbolos fascistas. O grupo está a recrutar cada vez mais jovens — muitos deles são mulheres. A preocupação com a democracia na Ucrânia está a crescer.
            11 – “Inside A White Supremacist Militia in Ukraine”, Revista TIME, (em inglês): O correspondente da TIME, Simon Shuster, viajou para a Ucrânia no verão de 2019 para investigar milícias supremacistas brancas que estão a recrutar pessoas para se juntarem à sua luta.
            12 – “Ukraine: On patrol with the far-right National Militia”, BBC Newsnight (em inglês): A Milícia Nacional da Ucrânia afirma que “policia” as ruas. O correspondente da BBC em Kiev, Jonah Fisher, relata a crescente visibilidade de grupos de extrema-direita na Ucrânia.
            13 – “Ukraine’s far-right children’s camp: ‘I want to bring up a warrior’”, 5 de setembro de 2017, The Guardian (em inglês): Na Ucrânia, a milícia de extrema-direita Azov organiza um acampamento de verão para crianças. O Guardian visitou o acampamento, e acompanhou Anton, de 16 anos, através de suas experiências. A Azov é realmente uma organização moderna da Juventude Hitlerista, e está tentando preparar os jovens ucranianos para o futuro.

            (etc., etc.)

          2. Há ultra-nacionalistas em todos os países europeus, a maioria de inspiração nazi. A Rússia tem-nos na elite que governa, sendo Putin o maior fascista que aí anda. A Ucrânia foi invadida em 2014 pelo lado da Crimeia. Parece-me natural que muitos ucranianos se tenham tornados nacionalistas e se tenham dedicado ao treino militar na defesa de uma futura invasão. No que fizeram muito bem, como se vê pela resistência. Muitos que já eram nacionalistas terão exarcebado esses sentimentos. Agora estão a defender-se de uma guerra criminosa e o presidente não se pode dar ao luxo de rejeitar combatentes porque são ultra-nacionalistas. Daí não se segue que os ucranianos sejam fascistas. De qualquer modo nenhum deles, por mais fascista que seja chega aos calcanhares de Putin e da seu bando de malfeitores fascistas e genocidas, nenhum defende que se acabe com outro país até não restar sequer o nome do país.

  4. Beatriz, “agressividade” é palavra que não se usa em situação de guerra. As guerras não são concursos de tricotar e ninguém vai para elas para fazer croché. E os russos não enfrentam somente o exército ucraniano, mas uma liga bem mais vasta que fez deste país um procurador para uma guerra.
    O povo ucraniano é a vitima mais exposta desta guerra. Mas eles são vitimas das políticas dos americanos e do restante cartel subserviente que leva por nome união europeia e reino unido. Por outro lado, o títere Zelensky é o responsável nr.1 por não ter salvaguardado a integridade de uma nação e o bem-estar das relações entre Rússia-Ucrânia e o resto do mundo, como Trump tinha recomendado a Zelensky.
    Face a este cenário, as sanções aos tenistas russos e outras mais nada mais são que estratégias de continuidade da farsa que tais países e títere têm levado a efeito sob instruções do pobre e já senil Biden.

    Não se apoquente, pois os russos acabaram de lançar a sua cartada definitiva: que consiste em, após garantirem as conquistas já efectuadas (mariupol também já caiu e por consequência odessa), ofereceram a Zelensky (entenda-se, ao cartel) a oportunidade de aceitar suas condições para a paz e, caso seja rejeitada esta proposta, estão legitimados para orientar AGORA para a nato as suas baterias.
    Os russos já deixaram claro isto na carta previamente enviada para a casa branca e para a nato e, ontem, voltaram a advertir a Finlândia e Suécia sobre as consequências de sua entrada para a organização do tratado do atlântico. Assim, caso não sejam aceites as suas condições, as próximas movimentações também far-se-ão sentir na região do mar báltico.
    Em resumo, os tenistas russos são um fait-diver.
    Pense agora em ser feliz e aproveitar o que poderá ser também a sua última oportunidade para o fazer, antes da “festa brava” ter inicio para lá da Ucrânia.

    1. Parece um marido que faz violência doméstica a falar: ele é que é vítima das maquinações da mulher e ela é que tem de assegurar que ele não a ataca. lol

      1. De violência doméstica percebe a Beatriz.
        No entanto, usando sua metáfora para a situação ucraniana, como a mulher quer ter muitos maridos e não sabe cuidar dos filhos está a levar uns bofetões, e por arrasto maltrata os filhos. E anda a fazer-se de coitada.
        Esta mulher é aquela mesma que, sabendo que seus filhos estão encurralados numa fábrica de aço sem espaço de manobra, pediu que resistissem até ao fim sem possuírem capacidade para isso. Vai ter um triste fim como mulher e mãe.

          1. Eu limitei-me a observar e a usar o que a Beatriz afirmou. Se chamou à colação a matéria é porque entende disso. E eu disto não entendo. Eu transpus a figura que usou para a matéria em apreço, que é a guerra na Ucrânia, e a minha visão desta guerra.

          2. Não tenho nenhuma experiência de violência doméstica se é o que pretende insinuar. Basta ler jornais, nos meios de comunicação social e não andar a dormir para ver o que os homens costumam dizer quando lhes perguntam porque são agressivos para as mulheres. Não é preciso grandes conhecimentos…

          3. É a Beatriz que afirma não ter experiência na matéria mas, não obstante, perceber do assunto da forma como o explica. Eu não entendo desse assunto nem leio sobre a matéria.

          4. Tá bem. Se é esse o seu desejo, por mim não se coíba.
            De vez em quando você aparece com companhia. É só quando fica aflita? Ali o tiro falha o alvo porque gosta de si fofinha, e atira-se a mim gritando pelo ungido.
            Com vê, eu é que tenho talento a despertar emoções. Beijufas

  5. O primeiro parágrafo do post é tão disparatado que nem li o resto.
    A Beatriz comete um erro de palmatória ao generalizar: “os russos” e “os ucranianos”. Como se um tenista russo estivesse a fazer seja que mal fôr a seja que ucraniano fôr. Como se o tenista russo tivesse alguma culpa de seja o que fôr. E depois acaba (o parágrafo) com outra calinada: “as sanções parecem-me um preço irrelevante a pagar” por quem? Quem é que tem que pagar as sanções? E quem as impõe, tem o direito de impôr o seu pagamento – aos outros?

    A Beatriz por favor reescreva o seu post evitando estas calinadas monstruosas. que nem deixam que eu o leia na totalidade.

    1. Os países, e neste caso a Rússia, beneficiam economicamente e também em prestígio e projecção positiva dos seus representantes, sejam tenistas ou outros famosos. Eles não estão lá como particulares, estão lá como representantes do seu país. É diferente de irem à rua comparar fruta o que fazem como particulares. Se fossem pessoas de consciência e quisessem contribuir para o fim desta guerra criminosa, eles mesmos não iriam às competições. É uma pena que não o percebem e que pensem que não têm nada que ver com o que faz o seu presidente.

      1. Sabe o que lhe digo, Beatriz? O seu raciocínio é tão pobre, tão disparatado, tão tendencioso, que fico apavorado ao pensar que você é professora de filosofia.

        Não, Beatriz. Um tenista russo não representa a Rússia. Representa-se a si mesmo. As pessoas não são culpadas de terem a nacionalidade que têm. Não há pecado original, a não ser nos mitos católicos. O tenista é russo tal como a Beatriz é portuguesa. A Beatriz não é culpada de ter nascido em Portugal e o tenista não tem culpa de ter nascido na Rússia. O tenista está lá, sozinho, para ganhar a sua vida a praticar a sua arte, e tem o direito de estar.

        Espero que nunca na vida um filho meu tenha que ter aulas de filosofia com a Beatriz.

        1. Vamos começar a dizer aqui o que cada um pensa do raciocínio do outro e da competência intelectual do outro? Eu escolho argumentar e atacar os argumentos, se não concordo com eles, em vez de atacar as pessoas. Faça como entender.

          1. Está a defender o ataque a pessoas não pelo que eles fizeram mas pelo que eles são. Como discussão sobre argumentos não pessoalizada não está mal.

          2. Não leu o meu post. As sanções têm que ver com a responsabilidade das pessoas e não o que são: não tem que ver com serem tenistas, ou altos ou outra coisa qualquer. Tem que ver com o facto de haver uma criminosa iniciada pelo presidente deles e não haver espaço para neutralidade numa situação destas. A neutralidade é cumplicidade.

  6. Exma Sra estou em total desacordo consigo. Imagine que é russa nunca apoiou o regime de Putin e de repente pelo facto de ter nascido nesse país é privada de exercer a sua profissão. Quem tem que ser combatido é Putin e quem o apoia não o povo que é manipulado pela máquina da propaganda
    Pedro Cunha

    1. Respondi a essa questão no post, sobre o grau de responsabilidade de cada um na situação actual. De resto, eles não estão a ‘exercer a sua profissão’, estão a representar o seu país e a dar notoriedade, prestígio e dinheiro à Rússia. É uma pena que não o percebam.

      1. Errado, um tenista (ou outro desportista) representa-se a si e ao seu clube e não ao seu país, a não ser que esteja integrado numa representação nacional. Cristiano Ronaldo (por exemplo) representa Portugal quando joga na selecção, quando joga no Manchester United não representa Portugal.
        Pedro Cunha

          1. Não vou prolongar a discusão mas o ténis por vezes é um desporto de grupo: Taça Davis por exemplo. Um tenista representa o seu país apenas em situações especiais – Na referida Taça Davis nos Jogos Olímpicos e pouco mais. Quanto ao aproveitamento político dos resultados desportivos de um qualquer atleta é outro assunto.
            Pedro Cunha

          2. Como escrevi não pretendo continuar a discussão e este será o meu último comentário sobre o assunto. Em vez de proibir os atletas de participar talvez fizesse mais sentido proibir a bandeira russa e o respectivo hino nacional nas competições envolvendo atletas desse país
            Pedro Cunha

          3. Isso não impede a capitalização pela Rússia do seu nome e do seu sucesso. A alternativa às sanções à Rússia e aos russos são: abandonar a Ucrânia aos russos do exército de criminosos de Putin ou fazer guerra à Rússia.

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