Aos poucos, o circo das eleições presidenciais estadounidenses vai chegando ao fim.
Passada a fase do folclore, dos foguetes, do barbecue e da bebedeira, perdidas que foram mais de quarenta acções judiciais nos tribunais federais, num deplorável espectáculo de sombras em que se seguiu um guião escrito por um fantasma e com executantes medíocres, por cujo rosto escorria a tinta mais ordinária, chegou a hora da ressaca.
Torna-se evidentemente natural que a bebedeira não poderia ser eterna, pois todos sabemos que, também, nem o amor o é, sendo assim natural que assentada a poeira as coisas comecem a regressar à normalidade.
É verdade que nada voltará a ser como antes. Trump está politicamente morto, aguardando-se agora as exéquias. Obama não voltará; os Clinton e os Bush fazem parte dos livros de história. A página virou-se.
Neste momento, o palco pertence a Joe Biden. E por muita desconfiança que se pudesse ter relativamente às suas propostas, às suas capacidades físicas e intelectuais e à composição da equipa, o que ontem se viu justifica a mais fundada das esperanças.
Num discurso curto, claro e bem articulado, alinhavando as linhas de força da política interna e externa dos EUA para os próximos quatro anos, rodeado de gente devidamente qualificada, experiente e de uma honradez a toda a prova, Biden foi capaz de fazer em poucos minutos o que há mais de quatro anos não se via: apresentar um discurso de Estado sem floreados, mentiras, graçolas de mau gosto e ignorância.
No ouvido ficou-me a frase de que “America leads not only by the example of power, but by the power of the example”, o que não sendo tudo diz muito.
A partir de Janeiro veremos o que acontece, mas o simples facto de passar a haver um programa e uma agenda na Casa Branca, depois de quatro anos de bacanal político, delírio, insânia e balbúrdia melbrookiana são afinal uma pequena prova, se não da existência de Deus, pelo menos de que também a loucura não é eterna.
E este é um excelente sinal para o futuro. Para todos nós que ainda acreditamos nalguma coisa antes de nos levarem para a vida eterna.

Faço notar uma coisa que me parece importante: a representante dos EUA nas Nações Unidas será uma diplomata de carreira, ao contrário daquilo que aconteceu nas últimas presidências, em que os EUA foram representados por apoiantes das campanhas presidenciais que não tinham qualquer experiência de diplomacia, muito menos eram da carreira diplomática.
Parece-me excelente se os presidentes dos EUA começarem a dar mais importância à carreira diplomática e menos importância a dar tachos a quem apoiou as suas campanhas eleitorais.
Que não copiem as tachadas na nossa Tugalândia porque iriam ficar muito piores.
Isto é Marques Aarão
A nossa Tugalândia é certamente uma terra de tachos, mas os EUA não são melhores.
Estou agora a ler um livro, escrito por um antigo diplomata (nem português nem americano), que diz que o posto mais alto a que um bom diplomata americano em fim de carreira pode ascender é o de embaixador no Mali ou no Alto Volta. Porque todas as capitais desejáveis estão ocupadas por pessoas de fora do corpo diplomático, explicitamente, por apoiantes da campanha presidencial que recebem cargos de embaixadores nessas capitais como tacho.
Penso que o Sérgio está a uma galáxia de distância da lei e da legislação norte-americana e que também desconhece o significado da Equal Protection Clause, de 1868, do texto da 14 emenda da Constituição americana para dizer que a bebedeira acabou.
E sim, nada na América será como antes. Nem mesmo Biden e os da Nova Ordem Mundial.
Foi preciso um gestor com tomates, como Trump, para mudar isto tudo, assim como um bichinho de laboratório. Na realidade Deus existe para que tudo isto pudesse mudar. Mas ainda não acabou.
Ainda para ser mais específico sobre o facto da bebedeira não ter acabado, importa referir e distinguir o seguinte:
Existe a suprema corte estadual e a suprema corte federal. Eta última prevalece sobre as demais e avocou, isto é, chamou a si, a decisão na matéria(exemplo: Pensilvânia);
Em cada estado existem condados (regiões); e nestes condados alguns democratas recorreram a decisão da suprema corte estadual para ratificar posições que não respeitam à lei mas ao legislativo (batota).
E é precisamente por critérios discricionais e arbitrários no método da contagem de votos entre condados republicanos e condados democratas nos mesmos estados que prevalece a Equal Protection Clause e a Suprema corte pode levar a decisão ao congresso, que possui 31 republicanos para 19 democratas, para definição dos electoral votes; e aí Trump ficar com o poder.
Aguardemos.
O Vento ainda acha que isso vai mudar? Os senadores republicanos também parecem um pouco fartos desta imagem de república das Bananas que o presidente cessante tem feito passar. Mas pode sempre aguardar, bem como pela “nova ordem mundial”.
Quais senadores americanos? Também dizem que a Sidney Powell, que é uma advogada independente por estratégia, deixou a equipa de advogados de Trump. Mas não é verdade. E vai vê-la em acção muito em breve.
A Nova Ordem Mundial acabou quando Putin entrou na Crimeia e a Ucrânia, e posteriormente na Síria.
Só parece não ter acabado para os sonhadores que apoiaram Biden, a começar pelo Bloomberg.
Repare que as notícias que aqui lhe trago não são veiculadas pela media colonizada pela media mainstream americana, mas são verdadeiras e vai acontecer assim. O desfecho? Ninguém sabe.
Trump é macho. Biden fez o único discurso possível. Não tem saída para alterar nada à revolução produzida por Trump.
Ou seja, o acabar da “nova ordem mundial” e a “revolução” do “macho” Trump é o fim de quaisquer regras de direito internacional (e não só) e a prevalência da força bruta e armada, é isso? Nos anos 30 também houve quem achasse isso e os resultados não foram brilhantes.
A nova ordem mundial já começou: Biden já está a dar pontapés nos Ingleses.
Nova ordem mundial e prevalência da força bruta e armada?? oe-biden-donald-trump-virus-outbreak-bra zil-7a01d7338f850e5df861aac75d45af99
https://apnews.com/article/election-2020-j
López Obrador’s cordial relationship with Trump, meanwhile, was often seen as unusual for a left-leaning politician, but it had a workmanlike basis.
In part, that is political realism: In 2019, Trump threatened to apply crippling tariffs on Mexican products unless López Obrador cracked down on Central American migrants crossing Mexico to reach the U.S. border. Mexico complied, rounding up migrants and busing them back to their home countries.
But there were also moments of seeming real friendship between the two. On Saturday, López Obrador was one of the few world leaders still willing to heap praise on Trump.
“President Trump has been very respectful of us, and we have reached very good agreements, and we thank him because he has not interfered and has respected us,” López Obrador said.
México continua a recusar reconhecer Biden como Presidente.
Direito Internacional: navios da marinha americana a navegarem em águas internacionais contra os desejos Chineses dessas águas passarem a ser nacionais. Vamos ver o que Biden vai fazer. Taiwan também foi apoiado.
E claro nota-se por aqui o desconforto com os acordos entre Israel e alguns países Árabes. Estariam todos aos saltos caso tivesse sido Obama. O silêncio é ensurdecedor. Eu não faço a mínima ideia do que está nos acordo e se calhar até não estaria de acordo, mas é notório o esforço que fazem para não falar deles.
Com o devido respeito, você é um estoriador, JPP. O que você inventa. Já se perguntou do porquê não serem veiculadas pela media mainstream as diversas acções em curso bem como de Biden não poder declarar vitória, pois ainda não existe certificação dos votos, que só ocorrerá a 11 e 14 de Dezembro segundo o calendário eleitoral, e também não noticiarem as recentes decisões da suprema corte federal?
Ai eu é que invento? Mais estranho será que nenhuma das decisões judiciais e recontagens valide as birras de Trump. Mas eu também desconfio que ele sabe disso, mas quer minar desde o início a presidÊncia de Biden, olhando para o futuro.
Em aditamento ao comentário de ontem, JPP: idney-powell-releases-the-kraken-in-geor gia-lawsuit/
Aqui a tem em acção na Geórgia: maravilhosa, esplendorosa, mamocas de mulher e não de feminista; é a Sidney:
https://thevirginiastar.com/2020/11/26/s
Notícia fresquinha no dia 26-11-020, hoje.
vá por mim que sou um ser divino e ando a desintoxicar os terráqueos de todo o lixo acumulado.
Não lhe gabo muito o gosto, mas talvez seja do apreço dos rednecks.
rednecks não é racismo, ou nesse caso já se pode dizer?
“Rednecks” é um termo político perfeitamente válido. Espero que não me rotule de “marxista”, porque não dou para o peditório do politica e nominativamente correcto – nem para a grosseria de sentido contrário.
Qualquer mulher é maravilhosa. Eu disse mulher e não feminista.
A suprema corte existe para servir a constituição e os americanos e não os interesses do partido republicano ou democrata, muito menos existe para servir os interesses do Trump. Sugiro que aguarde sentado.
O que você sabe, Inês. Surpreendente.
Tudo errado.
Para começar Biden chegou ao poder também pela violência política. É para não esquecer.
Biden é veículo para isto:
– Fim da Liberdade de Expressão e censura.
– Violência política organizada se necessário.
– Racismo, sexismo Marxista, Quotas
– Pontos por comportamento social “progressivo” e listas negras.
– Uso do poder do Estado para limitar crédito a pessoas à oposição, algo começado por Obama na “Operation Chokepoint” (censurada pelo jornalismo “de referência”) de fazer propostas não recusáveis a Bancos para estes limitarem o financiamento a opositores culturais.
-Fim do dinheiro
-Fim do motor de combustão interna
-Fim da carne
-Fim da energia barata. Se a acham cara hoje esperem pelo preço da electricidade no futuro.
Vai ser interessante ver como o autor irá compaginar as suas criticas ao regime Chinês e a deixar passar Biden. 020/10/19/prominent-cbs-journalist-fires-b ack-at-biden-for-attacking-reporter-over-l egitimate-questions-n2578315
Biden e o Partido Democrata é o que mais próximo está do modus operandi do regime Chinês. E com os media, as Universidades, o “deep state” na maioria do seu lado vai usar esse poder anti-liberal.
Já há quem proteste , mesmo os seus aliados:
https://townhall.com/tipsheet/guybenson/2
Quem escreveu isto estão tão desligado da realidade, tão entranhado nas teorias da conspiração, e tem tanto ódio no coração
Ódio e teorias da conspiração: s-attorney-wont-probe-funding-of-rnc-pro testers/
In a tweet posted Monday, Paul (R-Ky.) wrote, “The DC U.S. Attorney today confirmed to me that they will not pursue an investigation of who is funding the thugs who attacked my wife and me and sent a DC police officer to the hospital.”
The Kentucky senator, along with scores of other GOP lawmakers and other guests, were attacked following the second night of the Republican National Convention, which President Trump moved to the White House as a result of the coronavirus pandemic.
https://nypost.com/2020/11/24/rand-paul-u
Temos homem. Biden, só com os votos dos USAmaricanos já se apressou a anunciar que com ele a América vai liderar o Mundo.
Acidentalmente saiu anónimo, sou Marques Aarão
Excelente análise. 👏
Como é que alguém que obtém 70 milhões de votos pode ser declarado politicamente morto?
Boa pergunta.
É o que iremos ver, embora pessoalmente esteja convencido de que quem está longe da vista, estará irremediavelmente longe do coração.
Sem contar com o desalento que uma derrota sempre provoca. O final da imunidade e tudo o que virá a seguir, a começar pelas movimentações nos Republicanos, e de que os media nos irão dando conta, tratarão de desfazer os sonhos a alguns iludidos finais.
Se foi possível uma República de Salò, também podemos admitir que até ao fim haverá quem siga o homem.
Prefiro evitar o lugar comum de achar que tudo o que Trump fez foi mau. Porque não foi. E acredito que o problema de Trump foi o seu particular modo de comunicação. Caso fosse mais comedido e ponderado com as palavras, provavelmente seria lembrado como um dos que mais pugnou pela melhoria do nível de vida dos americanos. Mas por outro lado, se não fosse este seu estilo, provavelmente não venceria em 2016.
Também acho que considerá-lo politicamente morto é um exagero. Conseguir 70 milhões de votos depois de uma campanha anti Trump que durou 4 anos e que se alastrou por todo o mundo, ainda é um resultado a assinalar.
Entretanto o mundo vira-se para Biden, quando Biden vai apenas vestir o fato e fazer continencias. Quem vai tomar o leme vai ser Harris e todos aqueles com quem Biden se endividou. E esse, prevejo ser o problema. As dívidas que Biden tomou, com pessoas, governos, governadores, mayors, grupos económicos e de comunicação social, sem esquecer os grupos de pressão social. Tudo se paga e Biden vai ter de pagar o trabalho destes agentes, no desgaste a Trump.
Sou da opinião de que os democratas são os maiores responsáveis pelo clima de tensão social na América. Mas o certo é que conseguiram resultados. Agora é esperar para ver se a bomba não lhes vai explodir nas mãos.
Certo é que para nós europeus e economicamente falando, os planos de Biden são-nos mais favoráveis. Contudo, uma América economicamente doente, alastra a doença pelo mundo, tipo covid.
Esperemos que haja vacina.
Daqui a alguns meses vai começar a campanha para as próximas presidenciais.
Duvido que Trump se candidate, mas tem dois filhos com (é difícil perceber naquele clã a linha entre ficção e realidade, mas…) aspirações políticas. Tem capital político e em notas.
voltou mais um papá-açorda
Creio que a única coisa que irá mudar em relação aos EU (até ver…) A será a forma como a realidade americana ( política, económica , social ) nos vai passar a ser apresentada pelos meios de (des)informação …
JSP
Não é prova da existência de Deus, é prova da existência de democracia nos EUA. Facto que foi abundantemente posto em causa porque Trump foi um presidente eleito democraticamente, e houve quem não gostasse. Já passou, não houve guerra civil, nem guerra atómica, nem colapso dos mercados. Há uma pandemia, mas não creio que tenha sido Trump o criador – o homem, apesar de tudo, não tem as costas largas dum Passos Coelho.
Para a minha vida, vendo bem, não houve diferenças entre estar na Casa Branca um Clinton, um Obama, um Trump. Como não houve certamente para muitos que se ofenderam com a coisa.
Muito bom!
Confio em Biden, acho que ele nos vai surpreender. É um político muito experiente, conhece os meandros da Casa Branca e parece-me uma pessoa ponderada e (para um norte-americano) aberta ao mundo.
Acredito que Trump está politicamente morto. Dos seus 70 milhões de votantes, eu diria que apenas um terço votou nele com convicção. O outro terço votava sempre Republicano, independentemente do candidato, e o último terço vota sempre contra quem aceita homossexuais e não se mostra radicalmente contra o aborto. Foi esse o erro de cálculo de Trump. Tenho para mim que ele pensava que, com os seus protestos aos resultados das eleições, iniciaria um movimento a nível nacional de milícias armadas, de tudo capazes a fim de o manter no poder (que outra explicação para ter feito o que fez? Ele não é burro, sabia perfeitamente que tinha perdido). Claro que, perante o caos de um cenário de guerra civil, ele arranjaria maneira de pôr a culpa nos Democratas. Saiu-lhe, felizmente, o tiro pela culatra. Não duvido que haja pessoas dispostas a lutar por ele de arma da mão. Mas, do terço que votou convictamente nele, quantas o estariam? 10 ou 20%? Muito pouco para se organizar um movimento abrangente, nos EUA, sobretudo, em tempo de pandemia.
“e o último terço vota sempre contra quem aceita homossexuais” enell
Impressionante. A cada coisa que escreve mostra a sua ignorância sobre os EUA e Trump. Deve ser influencia do jornalismo que lê e quiçá dos seus preconceitos.
Director of National Intelligence: https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Gr
A Trump supporter,[4][5] Grenell was named by Trump in 2020 as Acting Director of National Intelligence in the Trump administration, making him the first openly gay person to serve at a Cabinet-level in the United States.
Nesta tenho de lhe dar razão. Por incrível que pareça, foi esta a administração que mais mulheres colocou em lugares de topo da administração pública e que mais homossexuais promoveu para funções de chefia. Não foi uma diferença muito grande, foram apenas mais 4, mas seja como for, são mais 4 que a anterior administração.
Mas é compreensível o desconhecimento destes dados, porque para além de não serem propagandeados, também não são transmitidos pelos canais normais.
Acho que o meu caro ainda não percebeu que não é correto ser-se demasiado cáustico, pelo simples facto de ser super normal o desconhecimento de certas matérias. Não por falta de cultura das pessoas, mas porque são informações que não chegam e apenas quem tem motivos e tempo para pesquisar sobre elas, consegue inteirar-se.
No meu caso, para além de ter vivido nos EUA, de visitar o país varias vezes e ter uma filha americana, de uma mulher americana, sempre fui um interessado pelo país, desde criança. Daí saber onde beber informação que não está disponível facilmente. É exatamente igual a um americano que apenas sabe das notícias de Portugal, através do JN, mas não consegue saber o que se escreve no jornal do minho.
E nos EUA, a imprensa local e estadual é imensas vezes mais correta e livre de agendas, que a nacional, detida pelos grandes grupos económicos.
Quando uma pessoa escreve sobre Trump e suposta violência quando foi o Partido Democrata de Biden que fez a violência e nem escreve uma linha sobre o assunto pode ter a certeza que sou caustico.
Esta também é censurada: iden-popular-front-doomed-unravel
Trump didn’t sell out his supporters. In fact, his presidency saw something extraordinary, even if it was all but invisible from the country’s globalized cities: the first egalitarian boom since well back into the twentieth century. In 2019, the last non-Covid year, he presided over an average 3.7 percent unemployment rate and 4.7 percent wage growth among the lowest quartile of earners. All income brackets increased their take. That had happened in the last three Obama years, too. The difference is that in the Obama part of the boom, the income of the top decile rose by 20 percent, with tiny gains for other groups. In the Trump economy, the distribution was different. Net worth of the top 10 percent rose only marginally, while that of all other groups vaulted ahead. In 2019, the share of overall earnings going to the bottom 90 percent of earners rose for the first time in a decade.
https://newrepublic.com/article/160338/b
Resalva: como sempre tenho dúvidas que alguma coisa boa economicamente tenha vindo de algum Governo, é sempre entre o menos mal e o pior na menos má das hipóteses…ou seja estas pessoas melhoraram a sua situação porque se esforçaram e não tiveram empecilhos. Pode ser que desregulação de Trump tenha dado algum resultado, mas só isso.
Claro que no horror que é Jornalismo que existe para promover a política nem um elogio aos americanos que se esforçaram se consegue ler. Os jornalistas só veem política. Nada mais.
Não sei no que no facto de o Richard Grenello ter sido nomeado “Acting Director of National Intelligence in the Trump administration» consegue contrariar a argumentação da Cristina Torrão de que «o último terço vota sempre contra quem aceita homossexuais» mas lá está, como sabemos, o “lucklucky” nem pretende defender o Trump mas apenas argumentar contra a “marxista cultural” Torrão: eu até descobri que «28% OF LGBT AMERICANS VOTED FOR DONALD TRUMP ACCORDING TO NEW YORK TIMES EXIT POLL»… mas a questão essencial aqui, para além do números dos excêntricos LGBT que até votaram no Trump, é apenas a da literacia funcional que serve como base do seu argumento, é que, a não ser que V., “lucklucky”, consiga provar que o Richard Grenello é parte do tal «último terço (que) vota (ou não) sempre contra quem aceita homossexuais», a sua argumentação não faz qualquer sentido…
“Não sei no que no facto de o Richard Grenello ter sido nomeado “Acting Director of National Intelligence in the Trump administration» consegue contrariar a argumentação da Cristina Torrão de que «o último terço vota sempre contra quem aceita homossexuais»
Deve haver qualquer coisa no ar Marxista deste tempo que até as palavras deixaram de ter significado. Quiçá newspeak.
Se Trump aceita homossexuais como é que isto é válido? : «o último terço vota sempre contra quem aceita homossexuais» implicando que votaram nele.
Mas não é isso que dizem as sondagens e os estudos de opinião.
Até é o contrário. Grande parte das pessoas que votaram Biden, não votaram no candidato. Votaram anti Trump. Podia lá estar o sapo cocas, que votariam sapo cocas.
Mas foi aquilo que Trump semeou, nada há mais a dizer.
E é essa suposta abertura ao mundo que fez muita gente questionar-se sobre Biden. A abertura é necessária, mas com limites. Biden não pode cometer os erros de Obama, que se abriu demasiado, sem exigir que os outros se abrissem em igual medida aos americanos. E essa foi a sua pedra no sapato, que resultou em péssimo resultados para a economia americana, para a mudança de empresas americanas para outros países e o natural desemprego.
Biden vai ter de conseguir o equilíbrio entre os exageros de Obama e de Trump, em lados opostos dos mesmos problemas.
Esperemos que consiga.
Sapo cocas ou Bugs Bunny?
Mas isso também se aplica aos Republicanos. Votam sempre no seu partido, nem que o candidato seja o palhaço trumpalhão.
Tal como os democratas, tal como os socialistas, os comunistas e os sociais democratas, em Portugal.
Para muita gente a política é como o futebol.
Não é correto etiquetar esse rótulo apenas aos republicanos.
Quem decide umas eleições sao aqueles que fazem depender o seu voto da conjuntura atual. Ou os jovens, que há 4 anos não podiam votar e agora podem. E as faculdades são um viveiro para os democratas nos EUA. Mas isso são outras discussões, bastante interessantes e pertinentes até. Um fenómeno que tem causado bastante celeuma nos EUA.
“De arma na mão”, talvez com o arsenal que Trump nunca usou.
ACABOU A BEBEDEIRA
E agora segue-se a ressaca. I
Numa muitíssimo bem feita e muito tendenciosa série que Pedro Correia publicitou em a-mini-serie-que-vale-a-pena-12042295 ction-spending-to-hit-nearly-14-billion-a-r ecord.html g-sees-losses-after-spending-over-100-mi llion-in-florida-ohio-texas.html
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/um
encontra-se evidência que pode dar pistas para o futuro.
A campanha de Biden practicamente duplicou os gastos de Trump
https://www.cnbc.com/2020/10/28/2020-ele
aumentando assim a diferença já verificada em 2016. Mas, tal como em 2016, o grosso da fatia foi direccionado aos media que, segundo algumas estimativas, já apoiavam Biden em 80% dos casos o que significa que à propaganda identificada, ainda se somam as notícias não isentas que beneficiaram muito mais Biden.
Soma-se ao quadro o planeamento financeiro anti-Trump, pretendendo forçá-lo a gastar os seus recursos num estado chave, a Florida e limitando assim as suas possibilidades noutros “swing states”
https://www.cnbc.com/2020/11/04/bloomber
Tudo apontava assim para uma vitória de Biden por muito maior expressão o que não aconteceu pois Trump teve mais 10 milhões de votos do que em 2016. Biden, por sua vez, estabeleceu um novo record ultrapassando os 80 milhões de votos.
Interessa salientar que, nestas eleições, mais de metade dos votos foram votos por correio, sendo pacífico que a enorme maioria dos apoiantes de Trump votou presencialmente e a enorme maioria dos votos postais foram para Biden. Isto merece reflexão.
A explicação simplista de que os apoiantes de Biden estavam receosos da Covid enquanto os de Trump tendiam a desvalorizá-la, sendo verdade, não consegue explicar tudo. A eleição de 2020 foi a mais participada de sempre e, se o efeito mobilizador dos eleitores tivesse sido exclusiva ou maioritariamente os media, a vitória de Biden deveria ter sido muito mais expressiva. Mesmo na falta de estudos independentes, parece inegável que houve uma fortíssima mobilização de militantes do partido Democrata, numa campanha de visitas a eleitores mobilizando-os para o voto postal. Mais, sem essa campanha, a vitória teria sido de Trump.
Sendo diversas as regras de estado para estado, não é difícil prever que existiram irregularidades quer directamente no auxílio ou mesmo no pré-preenchimento dos boletins quer mais simplesmente na oferta dos selos o que não é permitido em alguns estados. Creio terem sido considerações deste género que levaram Trump às declarações sobre votos ilegais, etc., mas isso é uma querela inútil pois, mesmo que irregularidades tivessem ocorrido num número de casos que alterasse o resultado final, seria materialmente impossível investigar e provar solidamente esses eventuais milhões de casos.
(continua)
ACABOU A BEBEDEIRA
E agora segue-se a ressaca. II
É pacífico que Biden é um moderado que, em toda uma carreira que se confunde com uma vida, negociou caso a caso sem grandes afirmações doutrinárias mas, assim que passar a euforia e estabilizar a pandemia, o que o espera não é fácil. Para já, ele e o partido, ficaram comprometidos com interesse financeiros que mais que duplicaram as doações de 2016; por outro lado, a vitória foi alcançada por militantes de base que, como todos os militantes muito motivados, tendem a ser dos extremos e não dos moderados.
Para citar um exemplo flagrante, Alexandria Ocaso-Cortez congressista cujo extremismo já deu problemas a Biden e que a mini-série acima referida, apresentou como uma “escoteira” eleita com apoios de amigos que não podiam gastar mais de 20 dólares e que vai atacar e explorar qualquer real ou imaginado favorecimento de grandes contribuidores.
Também Biden vai ter dificuldades se não levar para o governo alguns esquerdistas como Bernie Sanders ou Elizabeth Warren e, á medida que começar a aplicar o seu programa – o que será sempre limitado se não tiver maioria no senado – vai ter de gerir pressões antagónicas designadamente de interesses financeiros e dos missionários das questões sociais, sendo certo que qualquer realização social ou vai criar custos directos às empresas ou vai implicar aumento de impostos ou aumento da dívida.
Talvez mais importante do que tudo é que Biden, ajuizando pelos comentários em livros de quem com ele trabalhou – Obama e um ex-chefe de gabinete – não tem um perfil de chefia que parece necessário no actual quadro, o que leva a admitir, como já o fizeram vários comentadores, que Kamala Harris poderá ser um elemento importante nas decisões de política interna. Se assim for, não será ressaca que se cure com Alka-Seltzer.
Se deambular pela América e falar com pessoas ao acaso, independentemente da sua cor política, vai-se deparar com algumas surpresas, sobre a opinião que os americanos têm das pessoas que referiu. E apesar de os estados costeiros do Norte revelarem clivagens maiores, a opinião geral é bastante comum.
AOC é vista como uma jovem imberbe, pouco culta, demasiado arrogante e limitada em termos de discurso e de conhecimentos. Harris é vista com precaução. Tem uma imagem de dura, ditatorial e é considerada a pessoa forte da administração, a sua personalidade. Biden, por incrível que pareça, não detém grande confiança. As pessoas têm simpatia por ele, muito por causa da sua vida passada e das tragédias que o assaltaram, mas as pessoas desconfiam da sua capacidade mental. Sanders é o avozinho. Faz lembrar muito a opinião que os portugueses na generalidade tinham de Marcelo, mas não o levam muito a sério. Warren, a par de Harris é quem as pessoas presumem que irão dirigir o país. São ambas inflexíveis, altivas, autoritárias. E existe alguma apreensão sobre como irão funcionar juntas.
O único que destoa é Obama. Se por uns
é achado como um porreiraço, mas pouco produtivo, por outros é um ídolo. Obama é o único que não permite reter uma opinião geral.
Obviamente que esta leitura pessoal vem da consulta informal a pessoas ponderadas, evito o contacto com alucinados e alienados, seja do lado democrata, como republicano.
Também já li que Harris seria mais pragmática do que aquilo que transparecia. Tem alguma ideia disso?
Será com certeza, em algumas questões, principalmente a nível de política externa. Mas não se pense que por ser mulher democrata vai ser demasiado macia. Tem fama de dura e muita gente prevê que a nível externo vai ser mais inflexível do que era Pence. Aliás, Pence tem muito boa imagem, deixou um legado positivo, apesar da má imagem do seu líder. Não sei se Harris conseguirá manter a América distante de conflitos armados, tendo em conta o seu passado na justiça. Era famosa por ser firme e por aplicar penas pesadas.
Por outro lado, os americanos que se distanciam dos conflitos raciais, temem a política de defunding the police. E Harris exerceu o seu charme sobre quem o defende. Veremos se vai retribuir a ação de desgaste estilo partizan, que estes grupos fizeram desde abril.
Enfim, se a nível externo se prevêem mudanças para um clima mais positivo, a nível interno, nomeadamente na segurança interna, colocam-se muitas dúvidas.
Não tenho apetência por controvérsias mas sinto alguma dificuldade em acompanhá-lo.
Harris vai ser mais inflexível que Pence e isso prevê um clima mais positivo na política externa? Não parece fazer sentido.
Pence foi realmente flexível – ontem mesmo Durão Barroso deu disso testemunho na “Grande Entrevista” – mas foi-o com aliados europeus, não me parecendo que tivesse protagonismo noutras zonas.
Comungo das preocupações sobre segurança interna. Parece claro que os EUA precisam urgentemente de abrir os cordões à bolsa e darem formação aos seus polícias mas fazerem o contrário e arriscarem polícias desmotivados ou mesmo greves e acções revanchistas naquele país, seria um pesadelo.
Kamala Harris criou reputação por pedir pena elevadas (o que, curiosamente, parecia agradar mais ao eleitorado republicano do que ao democrata) mas colocou sempre as suas ideias acima do exercício do cargo. Isso ficou patente num caso de assassínio de um polícia com circunstâncias agravantes quer ao nível do assassinato quer ao do assassino, em que ela pediu a prisão perpétua apesar de manifestações públicas e pressões várias para ser pedida a pena de morte. Eu não sou defensor nem posso sê-lo da pena de morte mas a questão é que aquela estava prevista na lei e Harris, sendo pessoalmente contra essa pena, sobrepôs o seu critério pessoal contra o ordenamento da jurisdição que aceitara servir.
E isso leva-me ao essencial.
O principal cargo de um vice-presidente é a presidência do senado e a pergunta que se põe é se um perfil autoritário e inflexibilidade em relação a ideias ou ideais pessoais, é recomendação para esse cargo, muito especialmente se se confirmar que os republicanos mantenham a maioria.
Confesso que não tenho família próxima nos EUA pelo que não me incomodo muito com a sua segurança interna e ainda menos com a facilidade ou dificuldade de Biden fazer passar leis no senado. Na política externa é diferente, pois Biden presumivelmente irá dar novo fôlego ao politicamente correcto na Europa, provavelmente suavizará a oposição à China e quase certamente vai destruir o muito que o genro de Trump conseguiu no Médio Oriente. E, para isso que é o que me importa, o meu palpite é que Harris não será uma peça importante…, e ainda bem.
Kamala Harris é simplesmente uma socialista profissional à venda. amala-harriss-economic-philosophy-is-no-l aughing-matter/
O comportamento dela como procuradora foi repelente, muito para lá do profissionalismo extremo entrando mesmo em desonestidade para conseguir “número” de presos e ainda gozava com o assunto. Aqui entro noutra notícia censurada pelos jornalistas: a quantidade de pessoas inocentes nas cadeias americanas porque lhes propuseram o acordo com uma pena baixa para não arriscarem uma pena pesada caso viessem a ser consideradas culpadas.
Sobre a economia:
https://www.nationalreview.com/2020/11/k
Errata:
Durão Barroso referiu-se a Biden e não a Pence como escrevi por erro. Assim todo o parágrafo está fora de contexto.
As minhas desculpas.
Não me expliquei bem, ou melhor, o meu comentário foi algo incompleto.
Quando disse que Harris era mais pragmática a nível externo, referia-me às relações com as quais a administração atual teve alguma fricção. E com essas, como a China, Harris irá, à partida, promover mais abertura.
Mas por outro lado, prevêem-se posições mais inflexíveis com outros estados que até mantinham alguma relação com Trump.
E o meu caro levantou uma questão que é de facto uma incógnita e que sobre a qual se olha com apreensão. A questão de saber se Harris eleva o seu estatuto de vice, acima das suas convicções. E é precisamente essa a grande dúvida sobre ela. E nesse caso, países como o Brasil, ou alguns outros da europa de leste e até Israel, podem ver as suas relações com os EUA resfriarem. Israel é aquele que mais preocupa. Harris nunca criticou Israel, mas também nunca defendeu. Crê-se que haja ali uma questão pessoal, mas que nunca foi desvendada.
E passamos à parte que a mim mais me preocupa. O distanciamento de Israel, vai levar a uma relação diferente com o resto do médio oriente. E Harris não tem propriamente uma boa imagem no seio dos países produtores de petróleo. Vai haver tensão. O clima no médio oriente não vai ser o mesmo. E lá voltamos nós à possibilidade de conflitos armados. Mas essa é sempre uma possibilidade, com todas as administrações.
Ou seja, pragmática com a Europa, inflexível com os aliados no médio oriente.
Internamente, acho que o meu caro disse tudo. Sobre a questão das penas que referiu. Só para esclarecer, o DA tem possibilidade de pedir uma pena pode ir de … a… Não existe uma tabela.
“se a nível externo se prevêem mudanças para um clima mais positivo”
A nível externo quem está irritado com Trump são os jornalistas europeus, políticos burgueses europeus com desejos aristocráticos feridos na autoestima, diplomatas que não puderam brilhar nas suas cimeiras falhadas ou suicidas, apparatchiks da mais variada ordem investidos numa nova ordem, capitalistas rentistas, islamistas e o regime chinês.
Mais alguém?
Parece-me bom demais para ser verdade, Sérgio. Passar assim, à velocidade de um passe de mágica, da insanidade para uma administração séria, competente, nas mãos de gente com provas dadas. Não sou religiosa, mas até me apetece acender uma velinha.
Espero que naquela terra de cóbois não atentem contra a sua integridade física. Afinal andam por lá 70 milhões apoiantes de Trump à solta. E que tenha muita saúde.
“Afinal andam por lá 70 milhões apoiantes de Trump à solta.” Setenta milhões de cidadãos norte-americanos, no pleno gozo dos seus direitos enquanto tal, tão “à solta” e tão cidadãos quanto os outros, quererá sem dúvida dizer. Ou serão todos “deplorables”, seguindo os doutos, educados, corteses, critérios de certa figura?
Todo este tempo passado, sobre Trump, Bolsonaro e outros, e parece que os seres bem-pensantes se recusam obstinadamente a colocar uma questão que será talvez de alguma importância: onde falhou e reiteradamente falha a democracia – a política e os políticos “tradicionais” – e falha tão estrondosamente ao ponto de permitir a ascensão de fenómenos como este? Haverá setenta milhões de bestas, e como tal perigosamente à solta (e os bem-pensantes já invocam uma e outra vez a dimensão da população prisional norte-americana; imagine-se como aumentaria se dessem a esses setenta milhões o destino que parecem merecer), ou um legítimo cansaço da política e dos políticos, digamos, clássicos, imersos em venalidade, nepotismo, hipocrisia e outros hábitos menos edificantes, sempre estremecidamente negados e sempre diligentemente seguidos.
Pode esse cansaço levar a opções menos certas (o povo, lá por ser o Soberano, não tem sempre razão – lá como cá). Mas não lança sobre esses setenta milhões, sem mais, um estigma de indignidade. Muito que a intelligentsia europeia, desde logo, queira que seja assim.
Costa
Mau sinal este, com o mundo ocidental a optar por propostas dictadoriais, o Trump seria expectável não alinhar por completo nestes números circenses, com o Biden todos os países vão ter um discurso único. A única esperança é de que pessoas capazes e inconformadas com estado de coisas emigrem para África e ajudem este a ser o continente do futuro e da liberdade. Vamos Rwanda, Botswana e Tanzânia, vós sóis o futuro
o nojento espectáculo que foi que é e que promete uma morte muito violenta ao estilo dos cábois pistoleiros do faroeste selvagem, merecia um titulo mais ao nível dos putagronistas “Despacha lá a bubedeira e nã me vomites pra cima”.
