Absurdos


cadernoelastico,

Assisto, atónita, às "negociações" para a coligação socialista na corrida à Câmara de Lisboa. Agora, parece que socialistas mesmo, daqueles com cartão, só existe o primeiro. O tal que está na corrida a uma outra eleição, bem mais importante, caso um certo primeiro-ministro confirme a desgraça em que parece metido. A putativa número dois, Helena Roseta, diz que não fica como Presidente, caso António Costa queira voar para outras paisagens. Então fica quem? O Zé?

Com esta confusão toda, sugiro uma pequena alteração no boletim de voto das autárquicas: primeiro, uma lista discriminada dos nomes, para se saber bem em que se vota, e depois uma legenda, dos que ficam e dos que vieram só ver as vistas.

17 comentários em “Absurdos”

  1. É justo o casamento!
    Se o Pedrito leva ali ao lado os pêpês, os pêpêmes, e mais não sei o quê, o Costa também deve poder levar mais alguém que não o Zé.
    A Helena, coitada, tá acabadota mas sempre compõe o ramalhete.

    1. Essa caracterízação de uma mulher como “acabadota” não é elegante. E é machista: que dizer dos homens de 60 anos????? Já acabaram? Para estarem nas arenas políticas não estão “acabadotes”. Muito pelo contrário, são Venerandos.

      1. Se me permite, a expressão foi usada num sentido que pretendia irónico ou humorístico. Se a interpretação que lhe dá é aquela pela qual me zurze, resta-me apelar ao seu sentido de humor.
        Sobre os homens de 60 serem venerandos, isso é jargão de tribunais.
        Na política, muitos são o que são; outros, no dia-a-dia são ridículos!

        1. 1. permito, claro; tenho humor de sobra;
          2. sublinho que a ironia e o humor invertem a ordem das coisas, o que pode ser positivo ou não;
          3. onde está Venerando leia-se Sénior, aquele que integra o Senado; estou a falar de experiência de vida (idade mayor) tão maltratada pela nossa civilização, sobretudo se se trata de idade mayor de uma mulher; pouco interessa a designação;
          4. não percebi onde pode estar a “ridicularia” dos homens de 60: na arena política ou no quotidiano?

  2. ‘(…) fazer coligações é uma prova de fraqueza’.
    Pedro Santana Lopes, que anda por aí a arrebanhar toda a tralha da direita (PSD, CDS-PP, MPT e PPM), em entrevista a Judite de Sousa na RTP 1, que parece não ter encontrado nada de anormal nesta tirada

  3. Não seria mais fácil arranjar um boletim em que se votasse quem não se quer na CML ?
    O assunto ficava resolvido e talvez, de vez, o panorama político português ficasse desanuviado para sempre. Até a MFL ganhava com isso…

  4. Excelente, a tua sugestão. Partilho da tua perplexidade. Sócrates fez um nó cego a Costa em Lisboa, vetando Roseta em 2007. Esta, que queria candidatar-se, saiu do PS, batendo com a porta e concorrendo como independente. Costa, que não queria candidatar-se, avançou com relutância para a câmara. Ela, que podia ter sido primeira há dois anos, regressa à lista socialista, como agora em segundo lugar. Sócrates, que dantes não a queria, agora vê-se forçado a apoiá-la.
    Haverá alguém que perceba isto? Eu não.

  5. Cara Ana Margarida,

    1)
    Lança no seu ‘post’ um boato indicando que Costa está numa “corrida a uma outra eleição, bem mais importante”. Pode indicar-me, uma vez que já não me recordo, o nome do último autarca de Lisboa que “abandonou o barco” para liderar um Governo?

    2)
    Quer Costa, quer Roseta, quer mesmo o Zé que embarga túneis durante meses a fio, são preferíveis ao desvario e descontrolo de Pedro Santana Lopes.

    3)
    Não sei que idade tem, mas se tiver mais de 15 anos e viver em Portugal, certamente terá acompanhado pelas notícias a trajectória mirabolante que a autarquia lisboeta percorreu nos últimos anos sob governação social democrata.

    1. 1)
      Pode indicar-me, uma vez que já não me recordo, o seu último nome?

      2)
      Pode indicar-me, uma vez que já não me recordo, o seu primeiro nome?

      3)
      Pode indicar-me que idade tem?

      1. Não lhe reconheço qualquer legitimidade para me perguntar nome, idade, ou quaisquer outros dados pessoais.

        Não coloquei esse tipo de questões à autora do ‘post’ nem o farei a si, que, aparentemente, é o representante da autora, uma vez que, passo a expressão, “it’s not of my business”.

        No entanto fiquei curioso em saber em que medida o meu nome, idade, altura, peso e afins conferem maior ou menor razão aos argumentos que expus, os quais, pelo que observo, não são contestados pelo prezado João Carvalho.

          1. Caro João,

            A sua legitimidade para me colocar questões de cariz pessoal pode ser nula, mas simultaneamente reconheço e prezo as suas opiniões e pontos de vista.

            Legitimidade para questionar e respeito pela opinião alheia são conceitos distintos.

          2. Agradeço. Porém, creio ser a primeira vez que vejo por aqui um NP. Estou errado? Se estou certo, as perguntas mais não eram do que uma ironia pelo aparente anonimato. Se estou errado, é por distracção e peço desculpa.
            Não preciso dos seus ‘azimutes’, como é evidente, mas já expliquei por aqui bastante como é importante que os anónimos não o sejam, para que possamos ir conhecendo os ‘habitués’ e estabelecendo diálogos mais interessantes. Apenas isso. E NP serve perfeitamente.

      2. Seguindo a lógica do post, aqui no Delito, deviam colocar mais campos de preenchimento obrigatório, quando se pretende deixar um comentário.
        Sugiro: idade, profissão, escolaridade, partido político e QI.
        E ja agora uma legenda: Viva o debate, se for a favor das nossas opiniões, claro está.

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