No ano passado, realizaram-se em Portugal 17 380 abortos legais. Embora dentro do esperado, julgo que todos concordaremos que se trata de um número preocupante. Todos? Quer dizer, há algumas excepções. Por exemplo, a propósito do debate blogosférico suscitado por esta notícia, Fernanda Câncio confessa: “enfim, divirtam-se — i know i’m having fun“. Esclarecedor.
Aborto, alegorias e celebrações
josegomesandre,

Bem que eu desconfiava que as minúsculas da autora não são só as letras todas.
Também tem letras no Banco? Não ! Não acredito!
Talvez não seja o caso, Zé. São mais certas minúsculas mentais que se reflectem em letras de forma.
Ah! Fico mais esclarecido. Ministra com letras no Banco, não poderia haver pior sinal de governação. Agora minúsculas mentais…….não admira, até é normal. Já se sabe que não há cabeças pensadoras, neste governo que nos calhou em sorte. Bolas ! Até parece que estou a falar de touradas, sem ofensa para estas.
Não faço ideia o que esse número representa. É grande? É pequeno? É maior ou menor do que quando eram clandestinos?
De qualquer modo é melhor que tenham sido legais (medicamente assistidos), do que ilegais (por abortadeiras de vão de escada.
É melhor que tenham sido legais, claro. Não sabe se é um número grande? Tudo bem. A mim parece-me que sim…
17380/365= 48/dia
Não sei quantas são as instituições autorizadas a fazer a IVG. 20? Se sim, são 2,4/dia/instituição
Não quantas mulheres estão em idade de engravidar. 2 000 000? Então 0.9% delas fez um aborto em 2009.
Estatisticamente é irrelevante. Só um preconceito religioso ou moral pode sentir que é muito ou pouco.
Mais importante mesmo, seria aferir a gravidade das sequelas físicas ou psicológicas deixadas por esses abortos, comparadas com as consequências para mães e filhos, se não tivessem sido feitos.
De facto!
Além de um texto irónico, o que já é preocupante, sem o menor sentido de humor e demonstrando uma total falta de sentimentos, a frase final é patética.
Totalmente imprópria de uma jornalista.
Totalmente.
Aqui está um post intelectualmente desonesto. “esclarecedor” de quê, a frase da FC? De que ela se diverte com os abortos? Mais vale dizê-lo logo directamente, José Gomes André.
Tem razão. O José Gomes André devia dizê-lo directamente. Terminando, por exemplo, com o termo «esclarecedor»…
Ipsis verbis ….
Gosto sempre de discutir com quem me chama “intelectualmente desonesto”… Se quiser pensar um bocadinho talvez perceba que o que eu critico na FC não é ela divertir-se com os abortos (matéria sobre a qual nada sei), mas o facto de a FC achar que este debate é particularmente divertido. É tipo discutir mortes nas estradas e acidentes de aviação: eu é cá cada gargalhada…
Não são mais 17 380 abortos que se fazem, Zé. São 17 380 abortos ilegais que não se fazem.
Cara Teresa, eu não disse que eram 17380 abortos “mais” 🙂 Limitei-me a dar a informação (que julgo estar nos resultados esperados), comentando que me parece ser um número alto (para o desejável). Agora dizer que este assunto é especialmente divertido é que não faz o meu género, como pelos vistos faz à Fernanda Câncio. Abraço!
“comentando que me parece ser um número alto (para o desejável)”
Que número seria para si desejável (ou, digamos, tolerável)?
Esta conversa não faz sentido. Ou bem que se considera que o aborto é imoral, e então qualquer número de abortos, por mais baixo que seja, será indesejável, ou bem que não se considera o aborto imoral, e então qualquer número de abortos, por alto que seja, será tolerável. A minha é a segunda posição.
Por poucos que sejam, os abortos são sempre demais, portanto estamos de acordo, 17 380 é um número muito alto para o desejável. Não me parece que as palavras de F.C. sejam para ser levadas à letra, mas concordo que não foram muito felizes 🙂
Eu sou uma exceção. Considero que o feto de dez semanas, embora sendo um ser humano, não deve ter a vida protegida por lei e que nada tem de imoral matá-lo. Se matar o feto não é imoral, que isso seja feito 2 vezes ou 20.000 é igual ao litro.
O aborto de um feto de 10 semanas não é imoral nem é censurável.
Ó Luís, que grande confusão a sua. Aquilo a que V. está a chamar moral, chama-se pastilha elástica.