Abaixo de tudo


jpt,

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Uma fotografia destas dá pano para mangas? um texto a la semiologia, sobre a reapropriação simbólica? uma invectiva comparativa (Paulo Portas de punho erguido a debitar o FMI do Zé Mário Branco)? uma crónica de café sobre o como os portugueses “inscrevem”, qual José Gil? Um peludo e carnal palavrão, como se em blog individual? Ou um postal de facebook, como o bloguista jpt: 

“Quem nos deu a esponja para apagar o horizonte? (…) Não sentimos o cheiro da putrefacção divina? (…) Com que água nos poderíamos lavar?” (…) Que ritos expiatórios, que jogos sagrados teremos de inventar?“, retirei de um livro de auto-ajuda, julgo que de Pedro Chagas Freitas (tenho a minha nota de leitura referência incompleta, não posso agora afiançar). Sim, sei que milhares pulam ali. E trauteiam. Ainda assim? Não, é mesmo por isso mesmo. Esta merda (sim, os Xutos. E o resto …) está mesmo morta. Está é mesmo mal enterrada.

Mas não, uma foto destas não é pano para mangas. É um rolo de papel higiénico. Imundo, usado.

Adenda: os meus CDs dos Xutos acabam de ir pela conduta do lixo abaixo. Aqui no Delito de Opinião deixei um textito em homenagem ao Zé Pedro, no 1 de Dezembro de 2017, aquando da sua morte. Apaguei-o agora.

74 comentários em “Abaixo de tudo”

  1. É ridículo naquilo que os Xutos se transformaram. Venderam-se ao estilo de vida que criticaram nos seus saudosos e genéticos dias. Havia por lá sinceridade. Havia gente que lhes ouvia os hinos como expiação de dias dissolventes.Havia gente que os ouvia como desculpa de uma vida sempre a perder. Hoje os Xutos estão vencidos. Reduzidos a uma ironia do que um dia foram. Quanto aos políticos, são como as marcas mainstream que instrumentalizam símbolos de reclamação populares e os transformam em reclames eleitorais

    1. E não é isso que acaba por acontecer a todos? com a fama acomodam-se nas varandas que antes eram andaimes de desconstrução… Gajo, não há como o tempo para provar que Darwin não tinha razão: o mais bem adaptado não sobrevive, vive; quem sobrevive são os outros, os teimosos com coluna e carapaça.

      Quanto aos homens do leme… porra, ’tá bem que um Rock in Rio não é um Vilar de Mouros, um Super Bock Super Rock nem um EntreMuralhas, mas esperava-se o quê de rockeiros de fato e gravata?? (Venha de lá o ataque ao preconceito…)

      1. Darwin tinha razão. Os valores das indignações dependem do degrau da escada onde se está.
        As filosofias pessoais, mais os seus manifestos, são subterfúgios para que a culpa caia no outro e não na nossa própria cabeça. A dor mais insuportável é termos a consciência que a culpa do pouco que somos advém da nossa própria fraqueza. E para continuarmos vivos é absoluta a necessidade de acreditarmos na nossa própria ficção apologética . Assim podemos continuar vivos, bem adaptados, à nossa própria condição. “Os outros é que são o diabo, que não viram em mim a genialidade “

        E não faltam exemplos contrários aos Xutos. Por exemplo os Pearl Jam, os Faith no More, Alice in Chains, Nirvana, Guns Roses, Ac/Dc , Burzum, Kvist, Marduk, Dead Can Dance, Heroes fel Silencio, Dark Funeral….pessoal que nunca se vendeu.

          1. Sim, mas aproveitei para deixar bem claro que estou no escuro (fundiu-se a lâmpada aqui nas escadas, e o malandro do senhorio é daqueles que nos querem por fora para meter franceses)

          2. Pois, tento, mas sou muito dado à nictalopia (fui ao google, que já nem sabia o nome da maleita)

          3. Estar às escuras não significa perder a visão.

            E agora podia falar de chakras e Ajna, mas isso poderia asneirar; já basta o que bem basta…

          4. Eu, quando ouço falar de chacras e reikis puxo da pistola … (eu sei, não devemos glosar o Horror, mas ai que apetece, nestas coisas, apetece)

          5. Eu nem sei bem o que são – uma vez perguntei a um iogui (parece-ne sempre iogurte!) se (ele) tinha os xâmanes desalinhados… eu sei, fui bera mas o fulano era uma seca.

        1. Caríssimo senhor Gajo, os exemplos que deu são aquilo a que Mendel chamava mutantes: a excepção que confirma a regra.
          Que sobrevivem à memória mas antes sucumbem à sua própria intensidade que não à fama… não vivem todo o seu tempo.
          As teorias darwinistas aplicam-se na Natureza – não às suas Forças…

          As escadas têm o problema de nem todas serem para o céu: o degrau mais baixo pode ser o que mais nos conduz às entranhas. Da Terra ou de cada um de nós.
          A dor mais insuportável é perceber que se perde gravidade por falta de matéria. Talvez por isso estes lastros da fama…

        2. Quando se usa a palavra Indignação e quando se usa a palavra Raiva…?

          O que é isso de “se vender”?
          Dizer coisas que os jornalistas e o suposto “publico” gostam de ouvir por exemplo?

          Os “rebeldes” têm de seguir um script muito cuidado…

  2. Não me parece que Marcelo precise disto para conquistar votos.
    Nem me parece que seja essa a sua intenção.
    Mas também me parece que às vezes exagera.
    Seja como for, prefiro de longe esse exagero à sacralização hipócrita do poder político.
    Essa, sim, manipuladora do povo.
    João de Brito

    1. Há..(a meu ver) exagero na actuação e muito exagero nos comentários.
      mas..sejam felizes caramba e deixem os “homens” descontrair!
      Devem critica-los pelos grandes pecados…deixem os pecadinhos!

  3. que me desculpem… não estou a destrinçar o papel da banda na figurinha que aqueles senhores e aquela senhora estão a fazer…

  4. Injusto, deitar os CD fora.
    A música perdura, o seu contexto é história, a sua vivência memória.

    Injusto, apagar o texto sobre o Zé Pedro.
    O Zé Pedro não esteve em palco ontem.
    E os textos publicados deixam de pertencer apenas a quem os publicou…

    Injusto, culpar Marcelo ou Ferro Rodrigues ou Medina.
    Os Xutos já estavam acomodados antes de ontem.

    Injusto, culpar os Xutos.
    Aquelas três almas não precisam de convite…

    1. Tanta injustiça? Cada um como cada qual, vive e deixa viver. Os avôzinhos quiseram ser “tios”? Ok, é com eles. Conduta abaixo? É atirar por cima do ombro. Mas em tempos de civismo e de preocupações ecológicas o lixo não se deixa desabrigado.

      1. Tanta, não sei, mas qb para disparar os alarmes.

        Não gosto de ver rasgar a história; arrumá-la num canto, cheio de coros bem, como fizeram os Xutos, é uma forma de estragar o presente e o futuro – mas o passado fica na memória, e os Xutos são um bom naco de passado, presumo. Ou a raiva seria menor.

        E ufa, a conduta era metafórica!

        Por mim, já há algum tempo que aos Xutos via a carga metida em contentores.

        Vive e deixa viver? Acho que os tempos estão mais para live and let die.

  5. Gaguejando que melhor não sei.
    Um presidente deveria sê-lo de todos os grupos musicais e de todos os falecidos integrantes. Guitarristas,bateristas,pianistas,violoncelistas.Tal como de todos os públicos adeptos dos Xutos,dos GNR,do Quim Barreiros,do Carreira,do Dino Meira,da Amália,do Paredes,do Telectu,do Araripa,do Opus Ensemble,dos Gulbenkian.
    Poderá alguma vez lembrá-los todos em cantantes e dançantes cerimónias públicas? Não pode. E pode substituir Zé Pedro por Celso de Carvalho ? Não pode.
    O mesmo se diria do 1º ministro de todos os músicos e de todos os públicos.

    1. O presidente não tem que “ir a todas”. Este tem esse horizonte, mas é coisa dele. Agora um músico é que não tem que “aceitar todos”. É essa a questão.

        1. Nem isso, acho muito bem que as figuras do Estado vão a uma homenagem a um artista, ainda para mais póstuma. Penso é muito mal que os músicos façam disso uma pantomina populista. E quando falo em populismo falo dos músicos.

      1. É as duas,penso de que,e não só eu.
        O horizonte presidencial não é o da junta de freguesia.Não deve ser.
        E o mesmo digo do “presidente do conselho”.
        Se os pontapés se fazem ao piso político mais uma razão para dar saída.
        “eu sou o meu comité central” dizia o outro.
        Parece que já há Acunpunctura em Odemira e Odeceixe,na Rua Rabo de Peixe.
        Saúde.

  6. Tanto fel, jpt!

    Resolva lá isso, homem, que assim vai novo. Não pode ser, faz cá falta.

    Beba umas cervejas, coma uns tremoços, sei lá!

    Faça qualquer coisa, raio!

    O de Carvalho até já marchou e continua nisso?

      1. Só porque li algures que pega na pistola assim que lê “reikis” e assins, e por me apetecer (confesso) moer-lhe as ideias, deixe-me lá que lhe diga que sendo Caranguejo, com Plutão em Capricórnio (oposto a caranguejo) de 2008 a 2025, com especial destaque para 2013 (pum! um tiro), isso deve ir praí uma raia que não lembra ao diabo!

        Para que saiba, gosto de lê-lo. Tenho a leve, ténue, desconfiança, que deve ter um temperamento de canil. Sim, canil. A grande m**** é que acho um piadão a um mau feitio encartado…!

        Beba mais um copo, diga uns palavrões, coma umas gauffres, seja criativo. Desenrasque-se. Mas aguente-se nas canetas, seu escriba do demónio..!

        Coisinhos de parabéns atrasados, seu rezingão! 😉

        Namastê, ou o c********o. 😉

        1. jpt, migo, estive aqui a trocar umas impressões (gosto de si, p****!) com malta que percebe à brava daquilo dos planetas e dos coisos (pum! outro tiro!) e cheguei a um nome. Luís Resina. Luís Resina é o The Man. O The Man que vai es***açar-lhe as cenas das convicções. Gajo culto, dizem-me, um alegre debitador de conhecimento, fala Línguas e isso. Chic a valer ao que consta.
          Vá! Monte-se nas pernas, dê ao dedo e ala para uma AstroConsulta.
          Paga-me a sugestão com textos ácidos sobre os de Carnide. Isso das borlas, já se acabou. Pensava o quê? 😉

  7. Jpt, se eu gosto de o ler.
    Opiniões são o que são e respeito.
    Uma homenagem é o que um homem quiser que seja, onde quiser que seja, quando quiser que seja, como quiser que seja, com quer quiser que seja.
    Que sentimento democrático avassalador foi esse que o fez jogar os CDs no lixo ?
    Pior, apagar uma elegia ao Zé Pedro, que infelizmente não esteve lá, no palco da sua fúria… foi triste de ler, o jpt é uma das pessoas mais esclarecidas que aqui escrevem, caramba.
    Lamento.

    1. Bem, o sentimento democrático foi o de deitar fora uma propriedade minha. Está nos fundamentos da teoria … Obrigado por isso do “esclarecido”, exagero por simpatia, acho.

  8. Não vi senão uma amostra do concerto. E pareceu-me que o público estava a gostar. Mal comparado, parecia o recinto de Fátima, rebentava pelas costuras. E achei bonito que os Xutos tenham unido aqueles políticos que vimos, até porque a juventude de alguns fez-se com eles. Julgo que foi um tributo a uma banda que dura e dura e dura. E continua activa e a ter público. Portanto, alguma qualidade terá.
    Parece-me assim a modos que uma espontaneidade exacerbada atirar fora CDs e retirar o tributo ao Zé Pedro, mas cada um é um. Como me parece que, pessoalmente, ninguém seja substituível. Mas, em termos profissionais, por que não?

    1. Bea, qualidade é a resposta positiva a um conjunto de características definidas pelos avaliadores – serem estes a maioria do público não é sinónimo de valor, apenas moda (no sentido estatístico; e talvez também social).
      E o que está em causa são algumas características que foram. Mas já não são.

  9. Isso, essa foto-esterco, somo nós, é Portugal, isto foi sempre assim: transformar ouro em esterco. Quem não gosta, ou sai, ou tenta viver fora cá dentro (é o meu caso), ou vive permanentemente angustiado.

    ‘Isto’ não merece a nossa angústia.

  10. Fala naquele grupo chamado Xutos e Pontapés que fazia anúncios contra dependência da droga. Nunca foram anti-sistema, foram antizinho-sistemazinho. Agora o sistema adota-os.
    Não vejo nada de anormal.

    1. Os Xutos nunca foram contra o “sistema”. E ainda bem. O que teve piada nos Xutos, e em nacos da nossa geração, é que cruzámos um longo período (longa se torna a espera) algo descomprometidos. É uma cena algo individual(ista), um que se foda. E que passa por fazer campanhas contra a puta da droga, que é uma merda horrível – xutar heroína no palco, como a geração anterior, não era uma patetice, era horrível. O “sistema” não é isso, o “he pá, aguentem-se, não vale a pena …” Principalmente por quem passou por isso, ou, vá lá, por quem andou com quem tenha andado por isso. O encanto dos Xutos não é a música, que honestamente não tem muito que se lhe diga, nem a poesia nem o virtuosismo (o Cabeleira é um bom guitarrista de rock, o resto é menos que sofrível). O encanto dos Xutos são algumas canções, algumas linhas (de letras, não de químicos) como esta até cândida ” É amanhã dia um de Agosto / E tudo em mim, é um fogo posto / Sacola às costas, cantante na mão / Enterro os pés no calor do chão / E há tanto sol pelo caminho /Que sendo um, não me sinto sozinho …”

      A repulsa não é terem deixado de ser “anti-sistema” que nunca o foram. Para isso havia o Zeca Afonso (que é inaudível hoje, por mais que o elogiem, gostaria que alguém me dissesse de rajada uma canção que realmente lhe diga algo, para além do Grândola, que cante ou trauteie uma linha que lhe tenha feito a vida, que diga de alguma solução musical, algum arranjo, que tenha sobrevivido. Sim, os profissionais poderão vir dizer sobre. Mas falo de quem apenas ouve, e que não está amarrado aos vínculos ideológicos) e outros assim. Que alguém que foi na vida anti-sistema se integre? é normal (“quem não é socialista aos 20 anos não tem coração, aos 40 anos não tem cabeça”, qualquer coisa assim dizem que disse Clemenceau). O eixo é o mesmo, apenas posições simétricas. Agora quem vem descomprometido? De repente salta para o caldeirão? Não, é muito pouco.

      1. “Para isso havia o Zeca Afonso (que é inaudível hoje, por mais que o elogiem, gostaria que alguém me dissesse de rajada uma canção que realmente lhe diga algo, para além do Grândola”

        Foda-se, jpt!!! Eis uns quantos pujantes e pungentes hinos

        Qualquer dia – Zeca Afonso

        https://youtu.be/RFdA__nlChY

        Zeca Afonso – Vejam Bem

        https://youtu.be/Io_RidA1mlI

        Zeca Afonso – Que Amor Não Me Engana

        https://youtu.be/HoQPQfAjr6M

        José Afonso (Zeca) . Redondo Vocábulo

        https://youtu.be/aEfH006yDeo

        1. Porra, põe-se uma tipa a ler outras cenas e logo um Gajo desfila parte da vida de outros…

          Adriano – Canção com Lágrimas
          Adriano – As Balas
          Fausto – Atrás dos tempos vêm tempos
          Fausto – Rosalinda
          Sérgio – O galo é o dono dos ovos
          Sérgio – Balada da Rita
          Palma – Ai, Portugal, Portugal
          Palma – A Escola *

          * mais nova que as outras. mas ano de caloira; ou teria sido, não fossem as greves dos profs de Junho até Dezembro

          1. Sarin como eu já disse ao Gajo isto tem muito de geração – e lembro que estamos numa ronda de comentários que começou com a cena do “anti-sistema”, sobre esse tipo. O SG se o foi há muito o deixou de ser, vai na dele, e faz muito bem. E é a tal coisa de geração, não o incluo no que disse acima (até por causa do brilhozinho dos olhos). Acho óptimo que se coloquem listas de canções ou músicas que marcaram (é dos postais de blogs que mais gosto, de fazer e de ver, as colecções). Do Adriano – esse sim “anti-sistema” à sua maneira – gosto muito, das canções da minha vida, do “senhor morgado”, conde montalvor e luis niza, se não enganado. Mas insisto, aquilo que quis distinguir não foi estilos de música, foi atitudes – e a dos xutos (como a de outros dos anos 1980s) não foi qual a dos anteriores, politizados à maneira PREC e pós-PREC. Mais tarde apareceu o mariola do vesgo, o Abrunhosa, a querer ganhar dinheiro (e a ganhar) no anti-cavaquismo, e tentou a reprise agora no PPC. Não percebo porquê, mas agora não anda a cantar as desgraças dos que partem para a emigração – 100 000 ao ano, li. Mas há uns cantava, talvez por serem para aí uns 120 000 por ano. Isto é que o “anti-sistema” pós-yuppie

          2. Não me escapou a questão do anti-sistema; listei aqueles porque símbolos de uma época mas canções para mim de sempre. Não pelos estilos (aliás, distintos), mas pelo simbolismo e datação C14.

            Poderia debater a questão geracional, mas a menos que jpt tenha nascido depois de 1975 ou antes de 1961 a geração não será assim tão distinta. As mundivisões e experiências, cada um a sua, mas durante a guerra Portugal pariu filhos da mesma geração.

            Também me choca a boleia para criar audiência; mas para isso desenvolvemos a capacidade crítica. E há sempre os de carapaça dura, como disse ao Gajo.

        2. Ok, dou a mão à palmatória (já que não há aqui nenhum comité de politicamente correcto para me punir por esta expressão tão malvada). Será uma questão de geração, eu menos sensível – “Qualquer Dia” com ilustrações do bom do Vitor Sá Machado? Não conhecia, não sabia (Vítor, se passares por aqui fica já o abraço)

      2. Ainda trauteio o “Maio, maduro Maio”, às vezes. Ora ai está um tema universal, raro em J.A..

        Mas, JPT, quem ainda canta Leo Ferré, Jean Ferrat ? A questão não é só de os temas terem sido muito restritos a uma época e um contexto. É que foram esquecidos também pelos media, que tudo perduram ou tudo obliteram.

        1. Mario, ok, há a dimensão da “partilha” (hoje em dia somos nós, temos instrumentos que há 10/15 anos não tínhamos para o fazer) pela comunicação social dos músicos. Mas há também aquilo do “anti-sistema” – o meu histriónico comentário é uma resposta a essa temática. Um tipo que compõe canções anti-sistema perece mais quando o tal “sistema” muda. Há sempre algo que sobrevive (“há sempre alguém que diz não”)? Sim, mas a maioria fica-se, restringe-se. É evidente que eu posso compor um “Dé pé ó vítimas da fome” e depois abancar numa datcha a empaturrar-me enquanto os tontos acreditam nisso. Mas quando “isso” mudar? Quem canta a cançoneta?

          1. Sem menosprezar os portugueses Brel é Brel. Apanhei 2 vezes músicos de rua a cantar Brel, lá em Bruxelas – sim, para turista, nas cercanias do rosssio de Bruxelas. Fiquei logo, turista encantado.

          2. À Belgique, ce plat pays-la qui est le de lui?

            Pois percebo esse estado de alma líquida em plena rua, mas nunca tive essa sorte com Brel.

            (uma perguntinha, por falar em deste e daquele: a gerência d’o flávio não gosta de visitas lá no estaminé?)

      3. O ZECA ?! É boa. Desses é o único que me faz cantarolar ainda.
        Os Eunucos,As Sete Mulheres do Minho,Cantiga do Monte,Endechas à Bárbara do Camões,O Cabral fugiu com uma carga de sardinha,Por não saber o que me espera,TERESA TORGA,Sete Fadas do Quadros,Tecto do Mendigo,
        Catrino!

        1. Bem, tenho que fazer um postal com os vimeo e youtube do Zeca todo que me botarem aqui os que o cantam (ou trauteiam) sozinhos.

          1. Não o farei hoje, que não vou ter tempo. Mas fica a para esta semana “Venham mais cinco” (ou mais propostas) para que eu bote um postal Zeca Para que eu possa comprovar que (também eu) estava a resmungar à mesa do café eu trauteio, de vez em quando, quando me vem à cabeça, “o meu menino é d’oiro, de oiro fino” (um single que ainda está lá em casa), vivo a resmungar os vampiros, e estou há 25 anos, inteirinhos, a resmungar contra o “um homem novo saiu da mata”

          2. Para variar do Zeca, de quem canto as “Canção de Embalar”, “Vejam bem” e “Bairro Negro” com tanta frequência como as visitas da sobrinha, curiosamente cantadas sempre pela mesma hora…

            E, porque não é o único resmungão, relembro-lhe uma resmunguice do Adriano na alma do Gedeão. Ou vice-versa.

            https://youtu.be/rUxFaVzA4w4

          3. Nisso do Novo da Mata a novidade está há muito à vista.
            Fatiotas novas,bancos novos,patrões novos, dos bons.
            O Zeca era um idealista,veja aquilo do “adeus disse a Montegordo”,não diga que não cantarola.Ou o Papuça,”a multidão na rua eh Zé!”.
            A vida também se faz destas ilusões.
            saúde.
            pós escrito: ali em cima é “NÃO dar saída”

  11. Simbólico. 4 tipos de costas para as gentes a fazer a célebre Wakanda Forever.
    Tenho uma certa pena da senhora (não muita). Mesmo que os quisesse correr dali não podia, precisa das licenças, autorizações, requerimentos, vistorias e auditorias.
    Isto é Portugal, e se não convidares o Presidente da Junta estás lixado.

          1. Nesta foto que escolheste é um xuxu, reconheço …Ali em cima, e não só por causa do trio de corda, nem repararia.

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