
O impensável vai acontecendo por estes dias. Com o populismo mais radical a dominar a agenda política e a fazer recuar os governantes timoratos, que gostam de apregoar as virtudes do “centro” mas ajoelham e rendem-se à primeira gritaria extremista que ouvem ao virar da esquina.
Nada é tão vergonhoso, para mim, como aquilo a que temos assistido em Londres. Na mesma capital que nunca se subjugou a tirania alguma. Nem sequer quando toda a Europa estava sitiada. Nesses tempos de som e fúria, quando a besta alucinada cavalgava à solta no nosso continente, do lado de lá do Canal da Mancha houve um homem convicto que soube dizer a palavra “não”. E, corajosamente, enfrentou Hitler quase sozinho. Enquanto muitos outros, de Estaline a Franco, lhe faziam vénias e prestavam vassalagem.
Confesso: é com indisfarçável repulsa que vejo estas imagens de Londres, captadas nos últimos dias. Com a estátua de Churchill conspurcada por aqueles que, se não fosse ele, andavam agora a marchar de braço ao alto em hossanas a um verdugo austríaco especializado em gasear judeus, cristãos, ciganos, homossexuais e comunistas.
É com um asco ainda maior que observo como podem ser pusilânimes aqueles políticos que – como o alcaide de Londres, um tal Sadiq Khan – mandam encaixotar a estátua, em jeito de mal menor, transformando simbolicamente Churchill, depois de morto, em algo que ele nunca foi em vida: um cobarde.
Desprezo profundamente esta gente, movida pela ideologia da correcção política, que é adubo de novas ditaduras. Graças ao império da estupidez, tantos anos depois, uns e outros conseguem aquilo que Hitler jamais foi capaz de alcançar, com ele vivo, pela força bruta: dobrar Churchill. Conferindo uma coroa de glória póstuma ao tirano nazi.
Metem-me nojo.


É um excelente texto, e concordo totalmente.
Isto tudo que está acontecer devido a movimentos extremistas, que no fundo
não respeitam nada nem ninguém.
É um nojo de gente!!!
Miguel Nunes
Esta gente compartilha com Hitler o ódio a Churchill.
Um ódio vesgo, rasteiro e criminoso.
Pedro, pergunto, sem qualquer intuito de provocação ou justificação. Churchill desprezava Hitler pela boçalidade rural do cabo de guerra austríaco, sendo o estadista britânico descendente do Duque de Marlborough, pela ameaça do III Reich à manutenção, a curto-médio prazo, do Império Britânico, ou por uma aversão moral à vertente racista do Nacional Socialismo?
Cumprimentos.
Churchill não teria qualquer aversão moral ao racismo, da mesma maneira que nós não temos aversão moral à escravatura dos que fazem a roupa que compramos barata, ou dos que colhem o lítio das nossas baterias. Era-lhe indiferente como é indiferente a nós essas chagas que não vemos.
Não é só a roupa: são as máscaras.
Tenho observado de onde vêm as máscaras anto-vírus à venda na maioria das nossas “grandes superfícies”: da China.
Um país onde não há direitos laborais, não vigora o direito à greve, não existe liberdade sindical e onde a exploração do trabalho infantil continua a ser uma amarga, incontornável e lamentável realidade.
Sem que isso suscite, no entanto, um átomo de indignação nas boas consciências cá do burgo.
Pedro, e então a OMT e OMC? Não acredito que a maioria recorra a trabalho infantil/escravo, sobretudo com a fiscalização e pressão crescentes da opinião pública (ver Nike, Boss, etc)
Se assim for, as instituições internacionais de nada servem.
Xico, a vantagem do globalismo é precisamente o de nos tornar cúmplices com os seus aspectos nefandos, servindo na perfeição os que lucram com a miséria alheia. Desta forma quando uns, indignados, levantam a voz em protesto são logo admoestados com os costumeiros : Não sabia? Olhe que a sua roupa veio de tal sitio, etc.
Contudo quando compramos algo, de “marca”, proveniente de países distantes, partíamos/partimos do pressuposto que as empresas tinham/têm o cuidado de assegurarem, a bem do bom nome da “marca”, que os seus produtos são produzidos segundo condições laborais adequadas. Evito tentar comprar “coisas” Made in Bangladesh, etc, mas é impossível sabermos de onde provieram todos os componentes do meu relógio, televisão, carro, etc.
Quanto a Churchill, podemos ler-lhe as suas visões sobre os indianos, os sul africanos, os quenianos.
As opiniões sobre os indianos, os sul africanos e os quenianos de Churchill correspondiam às opiniões do europeu ocidental médio da época. As visões sobre os sul africanos e quenianos não diferiam da visão de Gandhi sobre os indivíduos de raça negra. Churchill mereceu aquela estátua, não pela falta de empatia com os povos colonizados, mas pela forma como liderou o Reino Unido rumo à vitória sobre o nazismo. Alguém sabe o que Armstrong pensava sobre os negros da América? Isso interessa, para lhe retirar ou dar o lugar que merece na História? A maioria das estátuas que estão a ser questionadas pertenceram a homens que fizeram algo pelos seus. Não podem ser julgados por defenderem os valores que eram os do seu mundo. Henrique será sempre um herói português, apesar de ter introduzido o comércio de escravos em Portugal. Porque o comércio de escravos era tolerado por todos: negros, árabes e europeus, que não fossem escravos. Exigir que Henrique tivesse combatido a escravatura, é exigir mais do que o que nos devia obrigar a que protestássemos todos os dias na rua contra o trabalho escravo que faz o que compramos. Porque era obrigar que fosse contra os valores da sua época, quando nós nada fazemos em defesa dos valores da nossa época. Há escravatura em África hoje. Há massacres inomináveis em Moçambique, terra de tantos que aqui vivem, e a abertura dos telejornais foi a notícia da reabertura dos centros comerciais.
Já há movimentos “anti-racistas” a apelar ao derrube de estátuas de Gandhi. cestershire-53025407
https://www.bbc.com/news/uk-england-lei
Isto vai acabar com imparáveis vagas de censura, velhos livros a arderem em novas fogueiras e futuros “dissidentes” encarcerados.
Estes fanáticos movidos pelo ódio erguem bandeiras supostamente em nome da “modernidade” mas afinal mimetizam comportamentos muito antigos.
Xico já respondi numas divagações posteriores
Isso das marcas!!!
O que dizer da Hugo Boss,que fabricava uniformes Nazis, Coco Chanel uma estilista que se tornou numa agente secreta para o regime nazi e que era ferozmente antissemita.
As empresas que colaboraram com Alemanha nazi utilizando mão de obra escrava,IBM, Siemens,Coca-Cola, a Daimler Benz dona da Mercedes Benz.
Enfim, não foram assim tão poucas.
E hoje ninguém questiona ou quase ninguém.
O racismo é um pretexto para uma mentira com outros fins de agendamento.
Miguel Nunes
Esse argumento é parecido com aquele ditado. Preso por ter (protestar) e preso por não ter (protestar)
Mas andamos já muito longe do tema.
Adenda : ponha aí o avô do Bush II que através do Banco de NY financiou o regime nazi ao arrepio da proibição federal. Depois, mais tarde o Banco fechou e Bush avô reformou-se. E a Standard Oil também, que vendeu, durante a guerra, um aditivo combustível aos alemães.
https://www.google.com/amp/s/amp.thegua rdian.com/world/2004/sep/25/usa.secondwo rldwar
https://www.nytimes.com/1978/08/06/arch ives/with-a-branch-at-auschwitz-farben.h tml
sem esquecer a Volkwagen a BMW, a Audi que também utilizaram mão de obra escrava na 2 guerra Mundial.
A zara a mango que numa reportagem da BBC também utiliza crianças como mão de obra escrava…..etc…
Isto para dizer,quantos adolescentes que estavam naquela manifestação de ….
não têm pais com carros destas marcas ou até eles próprios que se vestem com marcas que cometem imoralidades estando eu a ser simpático.
Ao fim e ao cabo qual é a moral disto tudo??
Miguel Nunes
A moralidade ou a falta dela é o propósito! Há um propósito racista nos marchistas? Há, houve, um propósito em quem emprega mau de obra escrava?
Acho que a diferença é evidente
Adenda:
Visitei os gabinetes de guerra londrinos, e admiro a tenacidade e sagacidade de Churchill.
Ainda não tive esse privilégio. Tenciono fazê-lo na minha próxima visita a Londres.
Só falta marchar para o Egipto, para deitar abaixo as Pirâmides de Gizé, pois foram erguidas com trabalho de escravos.
Um abraço Pedro
Leão do Fundão
Nem é preciso dar ideias a estas novas brigadas talibãs, meu caro patrício. Esta cambada de fanáticos está disposta, no limite, a arrasar tudo. Confundem ideologia com cultura: enquanto idolatram a primeira, espezinham a segunda.
Enquanto alguns basbaques, na primeira fila, batem palminhas. Também por cá, infelizmente.
Forte e solidário abraço, com votos de boa saúde.
Devemos avaliar a Arte na sua componente estética, na sua componente política ou através de ambas? Julgo que a maioria de nós o faz exclusivamente pela sua beleza artística.
O Banquete De Herodes, as Pirâmides, o Coliseu, Calígula frente da tumba dos seus antepassados, por Eustache le Sueur, a Filosofia de Alcova, de Sade, Mulheres, de Bukowski, devem ser avaliados, podem ser avaliados, apenas pela sua componente artística. Podemos separar e devemos, nalguns casos separar, o Objecto, do Representado. A política da Arte.
Por exemplo, não sou cristão, mas tenho nas Catedrais um dos meus objectos artísticos de eleição e nos Requiem, as minhas composições musicais preferidas. Ou seja, deslaço a representação do Representado.
O que nos choca mais numa estátua atirada ao rio? O que representa (a maioria só conhece os representados de primeira página) ou a beleza em si, a genialidade usada pelo seu artifície?
Em Jacques-Louis David o que me assoberba não são os heróis, mas a sua técnica inultrapassável.
Começam a derrubar estátuas, terminam a queimar livros. No fim, sabe-se lá, até são capazes de queimar pessoas.
Subscrevo a 100%.
Foi um indivíduo que sempre pautou os seus discursos com mensagens alusivas ao império britânico e à superioridade dos britânicos relativamente a outras raças.
Um indivíduo que sempre assinou por baixo o desrespeito pelos direitos humanos, nomeadamente na Índia e na África do Sul. Tudo em nome do império e da superioridade da raça britânica.
E tudo o que fez de bem, apesar de muita gente questionar os reais motivos, estratégicos e económicos, claro está, não passa uma esponja por cima de todas as atrocidades que permitiu.
O europeu não é inferior ao indiano, libertar os europeus da tirania, é tão importante como libertar o indiano, mas para esse senhor o indiano era um ser inferior.
Para além do mais, era um aristocrata que sempre defendeu e privilegiou a sua classe, fazendo de tudo para dividir e aumentar ainda mais o fosso entre o povo e a aristocracia. Entre os monarcas e o trabalhador. Com este senhor, o pobre seria mais pobre e o rico cada vez mais rico. E a prova está na forma como foi escorraçado do poder após a guerra. Agradecem os indianos, que aproveitaram o interregno de funções do estadista, para obterem a sua independência. Se não, quantas vidas indianas se iriam perder?
Isso parece uma arenga do Goebbels. Os nazis sabiam muito bem quem era o seu inimigo número 1.
Algumas frases são idênticas às que os fantoches nazis no Reino Unido debitavam sobre Churchill, em Londres, nos anos anteriores à guerra.
Os nazis sabiam muito bem quem era o seu inimigo número 1.
O inimigo número 1 dos nazis, na frente interna, eram os judeus. Na frente externa, sempre foram os soviéticos.
Após a vitória sobre a França, os nazis teriam tido muito gosto em ter feito a paz com a Inglaterra, a qual não era para eles o inimigo número 1.
Eles nunca fariam uma paz verdadeira com ninguém, Alemanha nazi até tinha planos de invasão da Espanha e de Portugal.
E antes da invasão a Russia também tinham um tratado com estes que foi desfeito com a invasão para aparente espanto de Estaline.
“O inimigo número 1 dos nazis, na frente interna, eram os judeus. Na frente externa, sempre foram os soviéticos.”
Errado.
Que tal explicar como é que todos os Partidos Comunistas defenderam os Nazis entre 1939 -1941. O Partido Comunista Francês até foi proibido em 1939 por colaboracionismo.
Ou explicar como os Soviéticos tiveram acesso à ultima tecnologia de construção de aviões com o Pacto Nazi-Comunista.
lucklucky, o kulak
todos os Partidos Comunistas defenderam os Nazis entre 1939 -1941
Sem dúvida. A Alemanha nazi fez um pacto com a URSS e a URSS foi fiel a esse pacto, em particular ordenando a todos os partidos comunistas que deixassem de atacar a Alemanha nazi.
O que eu digo é que a URSS sempre foi a principal inimiga externa dos nazis. Isso está escrito por Hitler desde o Mein Kampf. O pacto da Alemanha nazi com a URSS foi apenas uma etapa em que a Alemanha fingiu ser amiga da URSS para poder conquistar parte da Polónia. Mas, a Alemanha nazi nunca teve intenções de ser amiga da URSS para sempre; o seu objetivo sempre foi atacar a URSS quando chegasse o tempo disso.
Ou seja, a URSS foi ingénua. A Alemanha nazi nunca o foi, aliás os seus objetivos tinham sido escritos por Hitler em 1924 e ela cumpriu-os à risca.
Tal como você consegue encontrar semelhanças entre o que eu digo e o que um nazi diz, também eu consigo encontrar semelhanças entre o comportamento de um nazi, com um racista.
Mas pelo sim pergunte a um indiano, a um turco, a um galês ou a um irlandês o que pensa do seu ídolo.
Os primeiros morreram de fome, porque produziam arroz sob a força do chicote, para alimentar o inglês da europa, enquanto morria de fome. Pouco diferente dos campos de concentração.
Os segundos morreram sob o efeito de gases químicos, que o seu amigo defendeu utilizar na primeira guerra mundial.
Os terceiros morreram espancados e de subnutrição em plena europa do início do século, apenas porque reivindicaram condições humanas e idênticas às dos trabalhadores da nata, os ingleses.
Os irlandeses foram massacrados só porque mostraram interesse na independência de um império explorador.
Enfim, este post é o resultado da ignorância, ou da preguiça de saber mais, sendo mais confortável absorver apenas o que nos dão de comer.
Por mais que se esforce, nessa ridícula bravata a coberto do anonimato, você, em matéria de diatribes contra Churchill, fica muito aquém de Goebbels. Como se verifica por este exemplo: aganda-archive/goeb4.htm
https://research.calvin.edu/german-prop
Há outra diferença: o arauto máximo da propaganda nazi espumava ódio contra um contemporâneo, declarado inimigo de guerra.
O seu ódio é mimético, mas totalmente anacrónico: Churchill faleceu há 55 anos.
Felizmente o legado dele está bem vivo: devemos-lhe oito décadas de paz e liberdade na Europa. Contra todos os Goebbles, com este ou outro nome.
esse seu discurso é um ultraje à memória de um dos maiores estadistas de sempre, um Homem a quem “nunca tantos deveram tanto”.
Nem vale a pena desmontar algumas inverdades que menciona.
A despropósito, lembrei-me do general Patton ter chamado a Imprensa da época aquando da libertação de Buchenwaldt, e afirmar – “documentem tudo, porque daqui a muitos anos vão aparecer pessoas a dizerem que isto nunca aconteceu”.
Ultraje? Inverdades? Este estadista é desmascarado sistematicamente nas câmaras e no parlamento inglês pelos representantes escoceses, galeses e da Irlanda do Norte.
Faça um favor a si próprio e leia coisas em condições e deixe de lado o Mein Kempf.
Deixe de seguir o CHEGA no youtube e passe a ver coisas de jeito e verdadeiramente construtoras de uma personalidade justa, correta e com princípios de igualdade social, racial e étnica a sério.
Mein Kampf??? Chega????
Se me conhecesse não escrevia uma estupidez dessas que é uma afronta ao legado dos meus antepassados.
Fico por aqui para não lhe dar uma resposta que talvez merecesse.
Meu caro Leon T, m/2016/08/a-india-na-2-guerra-mundial-em-1 0.html
Acontece que esses representantes na câmara e no parlamento inglês não se encontravam na época de Churchill a deliberar sobre as decisões que deveriam ser tomadas para contrariar uma ameaça efectiva. Ameaça essa também combatida com algumas divisões de indianos, mais concretamente 2,5 milhões de homens e algumas mulheres.
Myanmmar foi conquistada através do XIV exército, formado por ingleses, indianos e africanos. Mudando assim a história da WWII.
https://darozhistoriamilitar.blogspot.co
No caso concreto do racismo, o que eu vejo é um racismo contra o ocidente dito imperial: esquecendo que a história sempre foi feita por impérios e imperadores: Babilónia (Nabucodonosor), Ciro e Persa, o de Alexandre, o Romano, o Otomano que avançou até à Áustria, o Russo dos Czares e de Estaline, e que hoje se constitui como federação, o de Napoleão, o Austro-Húngaro… os/austria-hungria.htm
http://guiageo-europa.com/mapas-historic
Portanto, a descontextualização da história é de uma estupidez atroz e está aí para ocupar ignorantes que não têm mais nada que fazer.
O melhor comentário. Parabéns.
O que se passa é que os vândalos de hoje estão a julgar os antepassados de acordo com as leis de hoje. Ora, os antepassados tinham hábitos, costumes e leis, totalmente diferentes dos de hoje. Não há nada mais reacionário do que apagar a história. Neste caso, apagar a memória de que existiu racismo no passado.
Os hooligans estão a invadir a política dando largas à sua necessidade vital de andar à porrada. Viciados em adrenalina que são. O racismo é só mais um pretexto… E os totós de alguma “esquerda” aplaudem no balcão…
De facto, “não há nada mais reaccionário do que apagar a história”.
Por favor, meu caro.
Não cometa o erro de assumir que qualquer pessoa que não partilha das suas opiniões, das suas ideologias, ou das suas posições políticas é um neonazi.
Do grau 0, não se passa de imediato para o 180. Passa-se pelo 10, pelo 45, pelo 90, etc…
Por indianos refere-se àqueles racistas que têm o sistema de castas mais intransigente do mundo?
Hoje está mais flexível,as indianas já se casam com negros, bem como as ciganas que fogem da tenda e da sua comunidade cigana para ir com o seu amor.
Você é um aldrabão — daqueles ignorantes que sabem tudo e que tapam a mentira e as ideias feitas com a agressividade e arrogância típica dos pequenos-burgueses formados nas madrassas das C+Ss pelas professoras de geografia do Bloco. Não há nenhuma consciência racial “britânica”. O termo “britânico” aliás foi criado para abarcar a pluralidade étnica e cultural do império sediado em Londres e fingirem que são todos ingleses.
Adoro a tua virilidade, sempre duro e frontal.



Marta Freitas
Neste post o Pedro Correia só não esclarece se é ou não é verdade que Churchill era racista. Eu creio bem que era, e não pouco.
O Pedro Correia também não esclarece se Churchill teve ou não ações altamente condenáveis. Eu recordo por exemplo que Churchill advogou que se bombasdeasse com gás químico os árabes xiitas sublevados no sul do Iraque, e que advogou que se bombardeasse sistematicamente populações civis na Alemanha.
Não vamos confundir ser racista, com a possibilidade de desvalorizar o negro, ou o indiano.
Porque ser racista é muito mais que do dizer que o preto é burro, ou que o indiano é preguiçoso.
Ser racista é odiar alguém, só porque tem diferente origem. Ser racista é conseguir e ter prazer em fazer mal a alguém, ou imaginar fazer mal a alguém, como bater em alguém, espancar alguém, ou matar alguém.
Ser racista é não se comover com uma imagem chocante de alguém em sofrimento, só porque é de cor diferente.
Ser racista é não se comover a ver a Cor Púrpura, 12 Anos Escravo, ou Mississipi Burning.
Ser racista é ter nojo de tocar no preto, é ter nojo de que o preto toque no seu filho, ou brinque com o seu filho.
Há vários anos li uma entrevista de uma senhora do sul dos EUA, agora provavelmente já falecida, filha e neta de proprietários de plantações de algodão, os quais utilizavam mão de obra escrava. A entrevista datava da década de 60.
A senhora dizia que apesar de o seu avô ser dono de escravos, não era racista, tal como a sua mãe, o seu pai e ela própria.
De início não entendia a contradição.
A senhora acaba por explicar, por exemplo, que tanto ela como os irmãos, como a mãe antes deles, foram amamentadas pelas criadas da família. Brincavam com as filhas das criadas, com as próprias criadas e comiam a comida si confeccionada.
No entanto, ter escravos era normal, usual, era o senso comum da época. Eles viviam bem com isso, tal como os próprios negros. Era assim e pronto. Não conheciam outra realidade.
A mesma chega a esclarecer que os escravos da família recebiam um salário e, após a abolição da escravatura, foi-lhes dada uma parte das terras da família, para eles a cultivarem e se tornarem proprietários também. No entanto, nunca deixaram de trabalhar as terras do seu pai e do seu avô..
Obviamente que nem tudo era um mar de rosas. A entrevistada dizia que nem sempre seria assim, em algumas plantações os escravos eram tratados com bastante violência. A sua própria avó paterna detestava negros.
Mas isto para dizer o quê? Para dizer que as mentalidades, as expressões, os comportamentos, devem ser avaliados à época. E à época, algumas expressões utilizadas por Churcill eram common sense. Algumas posições eram common sense.
Seria ele um snob aristocrata, um privilegiado desde o berço?
Sim, com certeza seria, não foi ele que decidiu nascer onde nasceu, filho de quem era e educado da forma que foi.
Mas a estátua que lhe foi erigida não teve como objectivo celebrar nada disso.
A estátua que lhe foi erigida teve como objectivo celebrar o estoicismo, a abnegação, a coragem e a resistência.
Aquela estátua homenageia todo um um povo, uma nação, simbolizados naquela figura.
Aquela estátua tem o mesmo significado que erigir milhões de estátuas de todos os ingleses que atravessaram a II Grande Guerra.
Churchill foi o exemplo do antes quebrar que torcer, foi símbolo da resistência a milhares de bombas caídas dos céus de Londres, sem vacilar.
Churchill foi quem motivou e deu esperança a milhares de ingleses que todos os dias acordavam de manhã para limpar os escombros, para procurar os vivos soterrados.
Churchill foi quem inspirou um continente inteiro numa luta contra o pior do pior.
É isto que aquela estátua simboliza e quem não tem capacidade para ver isto, é quem não tem capacidade para perceber que, caso Churchill não fosse Churchill, nem sequer aqui estaria.
Resultado de “derivas demogràficas” , “correcção política” e “condicionamento comunicacional que privilegia as vigarices em moda”.
Para nosso (desa sossego, com uma cada vez mais acentuada contenção territorial.
Preparemo-nos para a gigantesca vaga contra-corrente que aí vem – a velha história de semear ventos, etc.etc.
Há relatos “curiosos” da saga africana na ex-RDA e Rússia da perestroika ( e daí para a frente…).
É esperar para ver…
JSP
E sempre a mesma conversa das vénias e vassalagem do Estaline ao Hitler.
Qual foi a diferença do ‘apaziguamento’ por parte de Chamberlain e de Estaline.
Um e outro tentaram atrasar a guerra.
Chamberlain atrasou a invasão da Polónia e Estaline atrasou a invasão da URSS.
Tanto a um como a outro as ‘vénias/vassalagem’ pouco valerem, principalmente aos milhões de russos que morreram.
Eis que chega um defensor oficioso de Estaline. Vem de cara tapada, o que não admira. Sinal de que não é um caso totalmente perdido: ainda lhe resta alguma vergonha.
Quero lá saber do Estaline.
A questão é quanto a vénias e vassalagens não incluir o Chamberlain.
E sobre o Churchill, pouco se importou ele, antes pelo contrário, que os russos fossem aniquilados. Quantos menos russos melhor.
’tá bem, se colocar a imagem de um animal da selva e assinar jtt resolvo o problema da máscara?
Estaline contribuiu activamente para o esforço de guerra nazi, fornecendo durante quase dois anos a Hitler matérias-primas e minério em fluxo contínuo. Facilitando assim a missão sinistra dos blindados germânicos, que iam chacinando populações diversas na Europa Ocidental e Central. 0%93Soviet_economic_relations_(1934%E2%8 0%9341)#Expanded_economic_relationship
https://en.wikipedia.org/wiki/Nazi%E2%8
Durante esses dois anos, Estaline foi aliado e parceiro de Hitler. Ao abrigo dos acordos firmados entre Berlim e Moscovo, a URSS invadiu e anexou a metade oriental da Polónia, os Estados bálticos e a Finlândia, por exemplo. E deu instruções ao movimento comunista internacional, inclusive nos países ocupados pelo exército alemão, para sabotarem o esforço de guerra. Aconteceu em França, por exemplo. muniste_fran%C3%A7ais_pendant_la_dr%C3%B 4le_de_guerre#Opposition_%C3%A0_l‘effor t_de_guerre_fran%C3%A7ais om/varia/le-sabotage-dans-les-usines-dav iation-et-le-pcf-entre-mythes-et-realite s-925
https://fr.wikipedia.org/wiki/Parti_com
https://prisons-cherche-midi-mauzac.c
Foi uma das páginas mais vergonhosas da história do comunismo, este concubinato com Hitler.
“E sobre o Churchill, pouco se importou ele, antes pelo contrário, que os russos fossem aniquilados. Quantos menos russos melhor.”
Você é mesmo um produto do jornalismo e educação dominada pela Esquerda em Portugal.
Até invadiram conjuntamente o Irão para ajudar a URSS….
https://en.wikipedia.org/wiki/Anglo-Sovi et_invasion_of_Iran voys_of_World_War_II rridor
https://en.wikipedia.org/wiki/Arctic_con
https://en.wikipedia.org/wiki/Persian_Co
E já que estamos em tempos de pureza bolchevique não foi afinal um crime fornecer armas a um regime esclavagista como o Soviético onde todos eram forçados a trabalhar para o Estado?
Os Soviéticos tinham um exército consideravelmente maior que os Nazis, se perdiam era por culpas próprias.
Podemos falar da natureza do Comunismo a massacrar os próprios Comunistas caídos em desgraça, com importantes comandantes militares assassinados pelo Regime Comunista ex:
https://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Tu khachevsky
Caído na purga Comunista de 1937-39
Ou podemos falar das tácticas do Exército vermelho de sacrificar soldados. Por cada soldado alemão morto 3+ russos morreram.
Como são Comunistas a fazê-lo aqui já não há a narrativa de “carne para canhão”…
lucklucky, o kulak
“Qual foi a diferença do ‘apaziguamento’ por parte de Chamberlain e de Estaline.
Um e outro tentaram atrasar a guerra. “
As diferenças foram entre outras estas:
Os artistas ligados aos Partido Comunista começaram a defender o Pacifismo John_Doe
para sabotar o esforço de guerra e no exemplo abaixo para impedir a ajuda dos EUA à Inglaterra: https://en.wikipedia.org/wiki/Songs_for_
Os sindicatos ligados ao Partido Comunista sabotaram as fábricas de armamento em França e Inglaterra.
O Partido Comunista Francês foi proibido em 1939 por colaboracionismo.
Artigos escritos em jornais afectos aos Partidos Comunistas a atacarem a guerra contra Hitler, como uma Guerra Imperialista a favor do lucros Capitalistas.
Chega?
lucklucky, o kulak
‘When work on the gun began at Ruislip, Russia was still an ally of Germany, and Communist agents lost no time in stirring up trouble in the factory. With Ruislip’s not getting under way until the end of 1940, the Oerlikon management could not pick and choose their workers; they had to take on a very mixed bag, among them a number of undesirables already dismissed from other factories. Here was fertile ground for Communist propaganda.
‘Agents were infiltrated into key positions and for some time the shop stewards were able to discover in advance the gist of many decisions taken by the management. This tactic won the Communists much support as champions of their workmates. . . . The spirit in the factory worried Goodeve. With the country fighting for survival, here were British workmen doing their level best to sabotage the war effort. To bring home to the bulk of the men the importance of the Oerlikon he got permission for a sailor who had fired the gun in action to come down to Ruislip and give a talk one day during the lunch break. The ideal ambassador arrived from one of the home ports—a great burly Able Seaman who gave a vivid description of the fighting at Narvik, where he had manned an Oerlikon mounted on a raiIway truck, and his gun had been heavily engaged against the German dive-bombers. In his breezy, natural way he was the best possible advocate for the new gun, and he got a tremendous reception, which made the sequel to his visit all the more bizarre. On the following morning the shop stewards demanded to see the management. “We realize now how important this gun is”, said their spokesman, “and we think it’s a damned disgrace what you’re paying us”. With that he thrust forward a claim for higher wages for the whole factory staff, and threatened an immediate strike if this was not granted.
‘With the shortage of manpower it was not easy to deal with indiscipline, and permission to dismiss workers had to be secured from the Ministry of Labour. “You’ll have to fire them”, Goodeve told the works manager, and, to his relief, the permit was given. Two hours after the trouble-makers were sacked the inevitable deputation of shop stewards arrived with an ultimatum. “Either the men are reinstated or we call out the whole works”, they said.
‘Goodeve walked down into the factory and, calling the men round him, he said to the ringleaders hanging on the fringe of the crowd: “Tell your brother-workmen what your complaints are”.
‘The malcontents had their say, and then Goodeve’s turn came. He told the men of the ultimatum which had followed the Able Seaman’s talk; he told them about the leakage from confidential meetings, and how in every case the agitators had taken the credit for decisions already made by the management. He then suspended work for the day: “Make up your minds by nine o’clock tomorrow if you want to go on working here”, he said bluntly . . .
‘Next day every man in the Oerlikon factory, with the exception of the three who had been dismissed, was back at his job. The workers held a fresh election of shop stewards, and from that time there was no trouble.’
http://www.chem.ucl.ac.uk/resources/hist ory/people/goodeve_cf/cfg_bio.html
lucklucky, o kulak
Para mim ficavam apenas as estátuas dos totalmente impolutos e livres de qualquer pecado.
Começava por mandar abaixo qualquer referência ao D. Afonso I, que também foi o primeiro português a cometer violência doméstica.
(e aquele palácio construído com ouro roubado aos índios brasileiros, mantém-se ou como é?)
Têm vergonha das estátuas mas já não têm vergonha em usar o motor de combustão interna ou o motor eléctrico desenvolvido por sociedades “racistas”…
lucklucky, o kulak.
Pela mesma lógica os libertadores americanos também não tiveram vergonha em trazerem, e lucracrem com isso, vários cientistas nazis – Operação Paperclip
Inclusive, salvo erro um cientista alemão chegou a presidente ou vice da Nasa.
Mas os Russos fizeram o mesmo , bem como o vaticano que protegeu e permitiu a fuga de altas individualidades nazis.
No fundo a questão não é o racismo mas da besta útil.
Não “Há” mesma lógica.
Os Americanos não professavam suposta Pureza Social Racial Marxista.
lucklucky, o kulak.
Não. Professavam no Sul até aos 70 do século XX uma outra Superioridade racial. Vê se estudas
Vê também as críticas de Woodrow Wilson, Teddy Roosevelt, entre outros, ao filme de Griffith, O Berço da Nação
“Não. Professavam no Sul até aos 70 do século XX uma outra Superioridade racial. Vê se estudas”
Vê se aprendes a pensar… reclamações de superioridade racial têm graus de intensidade e ferocidade. Vão desde simples uso da raça como pretexto para roubar ao extermínio da raça do outro.
lucklucky , o kulak.
lucklucky, o kulak
O Francisco Pizarro aquele que por ouro derrubou o império Inca.
Júlio Manecas
Quem deu cabo do Incas e dos Aztecas foi a Varíola, não foi Cortez nem Pizarro (do PS)
KKK
Partido Democrata, como se viu mais uma vez.
lucklucky, o kulak
Procuravam a suposta superioridade no conhecimento e inteligência.
Os outros eram apenas figurantes….
E dona Tareja devia ser condenada por abandono de menor ao entregar Afonso a Egas Moniz. O melhor é começar esta treta toda de novo. Mas agora à séria…
Provavelmente o Churchill era um racista. E talvez misógino. Quiçá homofóbico. Dizem que constantemente se embriagava, e era afoito a ataques de fúria.
Uma estátua não celebra os seus muitos defeitos, mas sim tudo o que fez pelo seu país.
Mandar abaixo qualquer imagem do senhor não apaga estes defeitos. Nem o seu lugar na História.
Sim, ao que parece, a Inglaterra foi (também) salva por um racista. Se calhar é isto que incomoda alguns historiadores contemporâneos.
Pode ser que o próximo passo seja alterar os livros de História, e omitir o nome do PM de então. Designar-se-á como “o Primeiro-Ministro em funções”.
O Goebbels chamava-lhe bêbedo. aganda-archive/goeb4.htm
https://research.calvin.edu/german-prop
A Alemanha nazi sabia muito bem quem tinha como inimigo. Churchill foi o único que sempre fez frente a Hitler.
Mais ninguém agiu assim.
Adenda:
Erguemos estátuas aos que dão, de longe, ordens, mas raramente àqueles que morrem pela ideias de outros.
Grande Churchill, não fosse ele e estaríamos tramados ou mortos
Sem a menor dúvida.
A forma encontrada para se “erguer estátuas” aos que morrem pelas ideias de outros são os chamados “Túmulo ao Soldado Desconhecido”.
Um dos primeiros encontra-se na Abadia de Westminster, que pretende homenagear todos aqueles combatentes anónimos que deram a vida pelo Império Britânico.
Outro encontra-se por debaixo do Arco do Triunfo em Paris e homenageia todos os mortos por identificar e que pereceram na 1ªWW.
Mas a sua ideia é factual.
Pois sim, valas comuns. Sem rosto, sem nome, sem biografia
É verdade que sim.
Chega a ser do domínio da tragicomédia a forma como as “autoridades” estão a lidar com este assunto, que quem sabe um dia se chamará de “guerra das estátuas”.
Churchill disse um dia, “a política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes”.
Para quem foi sempre um sobrevivente, está é uma luta póstuma que deve ser travada pelos seus concidadãos, evitar que um herói de guerra e líder espiritual do Mundo Livre anti-nazi veja a sua memória ser arrastada para a lama da difamação.
Não podemos ser indiferentes nem equidistantes na guerra movida pelos herdeiros espirituais de Hitler e Estaline a figuras como Churchill, a quem 500 milhões de europeus devem hoje a paz e a liberdade.
Nada de ilusões: este sectarismo extremista não vai terminar aqui. Pelo contrário, ainda só está a começar. cestershire-53025407
Outras figuras, como Gandhi, também já estão na mira:
https://www.bbc.com/news/uk-england-lei
Sadiq Khan foi quem, em 2016, proibiu na rede de transportes anúncios que “promovessem expectativas irrealistas em relação ao corpo” ou “denegrissem a mulher” (em português corrente: mulheres bonitas em fato de banho). Se eu quisesse fazer demagogia fácil, diria que ele parece ter um gosto especial por tapar coisas…
Só comprova que tem vocação para censor. E padece de uma cobardia moral e cívica que deve envergonhar a população londrina, herdeira dos heróicos resistentes às bombas nazis.
Com Churchill ao leme do Reino Unido, nunca o Parlamento britânico encerrou nem ficou “encaixotado”. Precisamente por ser um símbolo universal da liberdade.
E ninguém pergunta 1. o que é que um “mayor” tem a ver com a moral pública e 2. o que é que a cultura retrógrada de um muçulmano sunita tem a ver com a capital europeia do mundo liberal.
Excelente, para mim o Delito De Opinião é o melhor blog “desenhado” em Portugal, e se por vezes não subscrevo algumas opiniões, não é por esse motivo que a sua excelência fica beliscada 🙂
Pedro
Grato, em nome de todos quantos aqui escrevem sem falhar um dia.
Os protestantes habituais amontoam-se por causas que perdem a razão de ser nas mãos desta marginal gente.
Bem lá nas entranhas tem como objeto camuflado da própria indignação a grande merda que eles próprios são.
Ao fim e ao cabo trata-se de putedo fino que veste marca, muito ficando a dever ás senhoras sérias da mais velha profissão do mundo.
Chama aos outros antes que te chamem a ti é a palavra de ordem mal empregue desta ordinária tropa fandanga.
Obrigada Pedro, pela clareza e pela a assertividade.
É preciso reconhecer e aceitar o legado do passado para poder preparar o futuro. Para que a terra não esqueça. E os homens também não.
Foram linhas escritas com indignação, Maria Dulce. Creio que isso é bem perceptível.
Há momentos em que não podemos e sobretudo não devemos escrever de outra forma.
Sei disso tão bem, Pedro.
Sobre a possibilidade dos julgamentos morais do Passado usando o conhecimento presente :
Dizem-nos que não podemos julgar o passado, nas suas dinâmicas culturais mais gerais, pois nesses tempos as modas e os modelos eram outros Julgo que tal argumentação é falaciosa, porque se assim fosse, tradições antigas continuariam presentes, e determinados ensinamentos, continuariam a ser aprendidos.O aperfeiçoamento moral do Homem, mas não só, consiste em usar a verdade de hoje, transformando o seu futuro, pelo abandono do seu passado. O Progresso é isto mesmo.
Se passarmos o tempo a “reconstruir” o passado à luz dos juízos morais dos nossos dias, adoçando-o e adulterando-o, não faremos mais nada senão falsear a História de uma ponta a outra, transformando-a numa acumulação de mitos e mentiras.
Para tal tarefa, não é necessário haver historiadores: qualquer falsário serve. Auxiliado por uma equipa de argumentistas dos estúdios Walt Disney.
Pedro, se a Ciência médica, ou melhor, se a Ciência, é uma contínua reconstrução do conhecimento passado porque diabos a História há de ficar de fora desta dialéctica?
Dir-me-á, a Bem da Comunidade? Concordo
Desconhecimento da História! ochetes-de-covid
Saudações e Votos de Saúde!
https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/as-ric
Eis que ressuscitam os ‘slogans’ do ‘1984’ de Orwell:
Guerra é paz!
Liberdade é escravidão!
Ignorância é força!
Com especial destaque para o terceiro, que anda aí cada vez mais à solta nas redes sociais.
Saúde, meu caro.
O comportamento de Sadiq Khan ilustra o que eu tenho andado a dizer — e o que vai acontecer quando os imigrantes forem a maioria. Aliás, já acontece. O Ocidente das leis e da igualdade possível vai desaparecer no mundo da gritaria tribal e esse mundo é que é o mundo racista que agora os bem pensantes e os que têm bom coração defendem. Pense Bem, Pense Púb..
Só com um pano encharcado em cócó nas ventas destes promotores da vitimização, da falsidade, tudo apoiado num complexo de culpa desprezível e pela desaculturação que sofreram no ensino pelos truques marxistas. Estúpidos.
isso é que falar V, mete esta malta na ordem.
Es um homem que diz o que pensa sem papas na língua.
Marta Freitas
Isto promete! Haverá molho? Aguardemos
Assim tão “tailored”— temos de ver o IP
Temos?? Isso é um assunto que só a vós diz respeito.
Adenda :
Uma estátua pode louvar, apenas, um feito levado a cabo pelo representado e não constituir um tributo completo a uma vida inteira.
Como é óbvio.
Adenda :
Não poderemos desligar, actualmente, Arte, da Política? Avaliar a Arte pela arte e não seguindo um qualquer e pressuposto prisma político?
Este tema é interessante
Se começamos a submeter todas as obras de arte ao crivo da ideologia mais extremista e sectária, poucas sobreviverão.
Aliás não é nada de novo. Já aconteceu diversas vezes, em várias épocas e diferentes latitudes – e sempre com péssimos resultados.
Ao ler mais este (excelente) texto, lembrei-me desta frase de George Carlin: Political correctness is fascism pretending to be manners.
Essa frase vai reflectindo cada vez mais a realidade contemporânea. Os novos camisas negras andam aí.
Usar na Arte apenas o critério da Beleza. Preservar por ser Belo e não pelo que representa.
PS: este post está a dar-me cabo do Tabata
E que direi eu. Inicialmente tinha pensado escrever hoje sobre algo muito diferente.
O génio de um líder consiste em fazer crer que os seus vários oponentes pertencem a um único grupo.
Adolf Hitler
Não concordo que se fale em “vitoria póstuma…” de um monstro.
Não é uma questão de se concordar ou não. É matéria de facto: esta turba anti-Churchill mimetiza hoje o ódio que Hitler votava ao líder britânico nas décadas de 30 e 40. Não por acaso, Hitler adorava turbas.
Isto até tem uma certa piada!
Não faz muito tempo que prá aí uma resma de remunerados das conezias comparava um sujeito cá do burgo com essa figura histórica lá da ilha.
Se para o senhor da cuecas esses avençados não são imbecis o que será o Curchill lusitano para os imbecis?
Smoreira
O Robespierre depois de ordenar muitíssimas decapitações acabou também ele decapitado. Será isso que irá acontecer a esta moda tinhosa e desmiolada.
Calma, Paulo! Até parece que por si ouço Danton
Nunca me ergueram nenhuma estátua nem faço conta com ela… 😊
Subscrevo: metem-me nojo.
Calma…. mais logo compara-os a bacilos
“Com a estátua de Churchill conspurcada por aqueles que, se não fosse ele, andavam agora a marchar de braço ao alto (…).”
Sim, marchavam de braço ao alto, pertenciam à Juventude Hitleriana desde tenra idade, tinham muito orgulho nisso, chacinavam com prazer todos os oponentes, nem que fosse apenas por delito de opinião, participavam em todas as “noites de cristal”, como agora participam, denegriam todos os Jesse Owens para além da cor da pele, usavam como mão-de-obra escrava todos os que se conformassem, queimavam todos os livros e destruiam todo o património cultural da Humanidade cujos símbolos os ofuscassem, por razões diversas promoviam o Mein Kampf como bíblia e o 1984 como manual e, tal como o cão de Pavlov, assim que ouvissem “eins, zwei” punham-se imediatamente a marchar rumo ao nihilismo e à destruição que os caracteriza, sem o mínimo remorso, pudor ou reserva de consciência, porque completamente cegos e sedentos de sangue, sem ética, sem princípios, sem sombra de humanidade.
Sadiq Khan apenas tem de europeu e inglês a nacionalidade, os seus antepassados remotos chacinavam todos os “infiéis”, de cujas cabeças faziam pilhas, tornavam escravos os que antes eram livres, traficavam-nos como negócio regular, casavam com meninas de 9 anos, que os eunucos guardavam em haréns como propriedade a ser protegida, marcavam-nas com ferros em brasa, não fosse a manada tresmalhar-se, invadiam e saqueavam todos os que se lhes opusessem, oprimiam os restantes, tal como os talibãs, sem dúvida primos afastados, arrasavam todos os símbolos de outras culturas e credos e a determinada hora estendiam o tapete na direcção de Meca, como ainda hoje fazem e rezavam a um deus cuja única razão é a vontade discricionária.
Estas marchas e indignações vão acabar.
Os Centros Comerciais abriram por completo.
schweine!!!!
Bons tempos em que na escola se jogava ao poste e a batatinha frita.
Hoje é só marchantes por todo lado, cheios de raiva e frustrações.
Revejo-me na tua fúria.
Leio agora que querem derrubar a estátua do “genocida” Colombo em Barcelona, Teresa. Está tudo doido.
Esta gente é perigosa. Perigosa, desde logo, por ser ignorante – e por transformar essa ignorância num grito de guerra contra a cultura.
E quando estes marchantes se lembrarem de implodir os estádios de futebol, construídos maioritariamente por mão de obra africana mal paga.
José Carrapito