A virtude na política


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Difíceis momentos vivem os povos britânicos, decerto que por ora algo fragilizados pois apartados do solidário ombro europeu e respectivo aconselhamento…

Mas esta má figura actual faz-me sorrir à memória das patacoadas que desde há anos se vão ouvindo, oriundas do esquerdismo identitarista, carregado que este está de locutores ciosos da sua inteligência. Pois sempre clamaram contra a política dos “homens brancos” e “tóxicos” (entenda-se, heterossexuais, por pouco que o vão sendo), consagrando a necessidade de entregar o poder às virtudes das “mulheres” (um dos inúmeros géneros actualmente existentes, de delimitação algo díficil mas algo correspondente às antigas portadoras de vagina), dos “homossexuais” (aos quais chamam “gays”) e dos “racializados” (todos aqueles que não estejam poluídos por one-drop de constituinte não-branco, pelo menos até à 4ª geração ascendente, presume-se). Um conglomerado, diziam até recentemente os tais “pós-“marxistas, que seguiria políticas benfazejas, correspondentes aos seus anseios libertários…

E agora um tipo vê a Meloni, a Truss – já para não falar da capitalista Ursula ou da já veterana Le Pen -, todas “individuadas” como “mulheres”, mais o “racializado” Kwasi Kwarteng, e ainda se lembra daquele Haider austríaco (que era portador da outra “condição” virtuosa), e mais outros que tais… e percebe o acabrunhado silêncio dos histéricos identitaristas neste Outono-Inverno.

Enfim, venha uma rodada para esta mesa de “cisgéneros”, “brancos”, “burgueses”. “Tóxicos”, em suma…

8 comentários em “A virtude na política”

  1. A Europa assim como os EUA estão a pagar o preço destas palermices woke e ultra-ambientalistas. Quanto mais tarde ambos acordarem desses disparates mais enterrados ficarão. Os competidores externos muito agradecem pois vêm o ocidente basicamente em autofagia económica e a autopromover tensões sociais internas… Nem precisam de fazer grande coisa para se tornarem mais competitivos do que nós.

  2. JPT esqueceu-se de uma das mais magníficas mulheres em pleno exercício do poder político, cerca de 20 anos, como #1 de esta “União” Europeia: a querida mãezinha a comunista Merkel, a mãe de todo este embróglio energético, via o seu amigo Putin como se constata, e “melhor” constatará de aqui prá frente…..
    O resto é, foi, paisagem.

  3. Quem diria que baixar os impostos à bruta ia correr mal… A direita portuguesa (PSD, IL e Chega) que aprenda algo com isso. Se bem que da última vez que tivemos direita no poder, esta aumentou os impostos em vez de os baixar.

  4. Pelos vistos só falou do sexo de Liz Truss. De o facto de ter provado que baixar impostos à bruta não resulta, disso não fala.

    1. A indigência intelectual deste comentário é atroz. Eu não falei do sexo da ex-primeira-ministra e você, vil e cobarde anónimo, no afã de meter o bedelho socialistês nem isso consegue entender.

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