A viola no saco


Pedro Correia,

Todos aqueles que ainda há ainda bem pouco criticavam duramente António José Seguro por pretender romper com o “legado” de José Sócrates no Partido Socialista metem a partir de hoje, oficialmente, a viola no saco. Incluindo Ferro Rodrigues, que há escassas três semanas tributou um rasgado elogio a Sócrates no plenário da Assembleia da República. Incluindo Ascenso Simões, que há menos de um mês exigia ver a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo a reluzir na lapela do ex-primeiro-ministro.

Seguro só cometeu um pecado, fatal em política: teve razão antes do tempo.

30 comentários em “A viola no saco”

    1. Em que é que aquilo que eu escrevi colide com o princípio da presunção de inocência? Não me pronuncio sobre o caso judicial. Faço uma leitura política do comportamento dos socialistas. Arriscando-me aliás a ser desmentido pelos factos (apostaria que não).

  1. Só um pecado?
    Deveria ter limpado os estábulos.Para isso exige-se determinação e visão clara
    do futuro do partido.Não está ao alcance de políticos menores.Hoje teríamos oposição capaz e credível.Sofre o país,sofremos todos.

      1. Antes de tempo?Não me referi sequer a corrupção.Esta é o complemento.
        Ele tinha bem à vista a falência de um país.Era razão suprema para ter feito a limpeza.Titubeou,compromissos…político menor.Perdemos todos.

        1. Um dia destes hei-de recordar aqui tudo quanto escrevi sobre o tema. Divisões no PS dede a primeira hora, “fogo amigo” contra o secretário-geral oriundo das próprias fileiras, enfraquecimento do partido por via disso. Até à decapitação de uma liderança que não havia sido testada em legislativas – algo nunca antes ocorrido entre os socialistas. Grau zero da ética política.
          Falta ainda sabermos para quê. Mas já estivemos mais longe de saber.

  2. Seguro, era persona não grata porque era sério demais no meio do pântano. A seriedade, valeu-lhe a saída do partido. É assim que se tratam os naus sérios. A partir de agora, era bom que os políticos, começassem a ter mais tino que é cousa que têm pouco.

  3. Não dê esse crédito a António José Seguro que o não tem!

    AJS agarrou-se a isso (romper com o Socratismo ) em desespero de causa pois via-se isolado de todos dentro do partido pois uns não lhe reconheciam (e bem) capacidade e outros estavam certos que não era ele que os levaria novamente ao pote e via nesse romper uma forma desesperada de apelar ao voto de simpatizantes (processo com o qual não concordara aquando da eleição em que teve como adversário Francisco Assis) de modo que eles o socorressem para não perder o lugar.

    Acaso AJS quisesse ter algum mérito e mostrar capacidade deveria ter logo “expurgado” o PS assim que foi eleito em vez de tentar manter uma PAZ PODRE chegando inclusive a desfilar ao lado do Inginheiro ” na campanha para as eleições europeias.
    AJS foi o PATSY ” do PS e dos socretinos para estes 3 anos que passaram e serviu muito bem e foi tão patinho que nem percebeu que era isso que todos sabiam que ele era, uma figura de transição para suportar a cruz do PS no descalabro a que PORTUGAL foi levado (não só pelo PS).

    Hoje para mim é um dos dias mais felizes do ano de 2014 pois posso dizer que vi um mentiroso, traidor e corrupto que levou Portugal ao charco e que foi responsável por abrir a porta aos mentirosos (para já …) do actual governo ser posto na prisão por graves crimes que muito custaram e custam aos Portugueses e sobretudo por lembrar a muitos Socratinhos por esse Portugal fora que agora já não podem dormir descansados na impunidade e bandalheira que se instalou e solidificou ainda mais com este governo.

    Só desejo que surja uma alternativa credível e HONESTA nas próximas eleições para que eu possa votar pois as opções actuais não merecem (nem antes de 6ª feira passada) sequer que perca um minuto a ouvir as suas propostas.

    1. Não faça tábua rasa da presunção de inocência. É um direito que nenhum cidadão deve menosprezar. Hoje pode tocar a alguém que despreza ou até odeia, amanhã pode tocar alguém muito próximo de si.
      Saibamos separar a crítica política, por mais dura que seja, do respeito pelas mais elementares garantias constitucionais. Sempre no pressuposto de que a lei é igual para todos, no conjunto dos direitos e deveres.

    1. A história detalhada desse período ainda não foi escrita, Sérgio. Nem sempre os jornais – agrilhoados à espuma dos dias – a contam por inteiro, como sabemos. Há-de ser – e talvez surjam algumas revelações.
      Fica-me a perplexidade – como escrevi na altura – de ter visto o primeiro líder do PS derrubado internamente antes de ter sido sujeito ao mais decisivo teste eleitoral: o das legislativas.

    2. Seguro, foi desde o princípio, um alvo a abater e esteve ali a servir de cobaia e a queimar tempo, até à decisão final. A decisão foi a que todos assistimos, vergonhosa e humilhante e os barões, voltaram à tona. Jamais, Seguro, poderia fazer algo, pois tudo seria travado. Esta é a realidade que está bem à vista de todos. Pessoas sérias, não interessam na política porque eles estão lá, para se governarem e não para nos governarem. Oxalá tenham aprendido a lição!!!………

  4. todos aqueles que defendem as privatizações aos Angolanos e a Fundos Mafiosos espero que tambem coloquem a viola no saco…e o Governo ainda não suspendeu as privatizações !

  5. A verdade verdadinha é que Seguro nunca se distanciou verdadeiramente do legado de Sócrates, tendo-se ficado por atitudes mais de verdadeiro pormenor que outra coisa, e que foi na verdade um lider violentamente fraco e gozado por (quase) todos. Não há razão antes do tempo que o possa verdadeiramente salvar.

      1. Simpatizando-se ou não com o detido (eu não simpatizo mesmo nada), em termos de liderança, e no tempo em que foram lideres, Sócrates e Seguro não têm comparação.

  6. Também é de desatar a rir quando muitos comentadores que inundam as televisões se mostram indignados com o circo mediático á volta de Sócrates. Sacudam da cara o ridículo da triste e hipócrita figura que estão a fazer e saiam do circo. Nunca vi esta espécie de gente incomodar-se quando as televisões acompanham um autocarro com futebolistas durante uns quilómetros do estágio para o estádio. E nada de ilusões para quem defende que Sócrates é apenas um cidadão como outro qualquer apenas perante a justiça sem implicações políticas. Trata-se de mais uma descarada mentira que veiculam, porque estes advogados do diabo nem percebem que que são figurantes assíduos em cena precisamente porque o caso tem fortes implicações politicas. Vão dar banho ao cão.

    1. Muitos dos comentadores que pululam nas televisões rasgando as vestes a propósito do “circo mediático” fazem parte desse “circo”. Sem “circo” não existiam. Vários deles não têm vida própria fora dos estúdios da TV.

      1. Excelente.Vivem do Circo,este não pode acabar.
        Nem sei como lembrei: Os Cavalos Também se Abatem(Horace Mc.Coy ?)

  7. Ter razão antes de tempo em 2014!?

    Só se for na corporação PS que tem a bússola moral avariada.

    Sócrates levou o Portugal à bancarrota em 2011.

    1. Há já hoje – e, por maioria de razão, haverá no futuro – um antes e um depois. Novembro de 2014 marcará para sempre uma linha divisória no PS. Nada ficará igual.

    2. Tenha paciência e seja mais verdadeiro porque todos sabemos que não foi só Sócrates que levou o país à bancarrota. Todos contribuíram para isso desde Cavaco, se bem que uns, mais que outros. Seguro, foi mais uma vítima desta gente. Seguro não interessava e a prova está à vista, em que Sócrates, já estava novamente a ser um excepcional. Agora já não é, agora, segundo os barões do PS, já se tem de se ver o que é da justiça e da política, como se ambas se pudessem distanciar. Seguro que se saiba não tem nada que se lhe aponte, quase sempre fez declaração de voto no governo Sócrates, e provavelmente, não ia dar luz verde, a muitas coisas menos correctas. Por isso foi posto fora duma maneira feia, imprópria de políticos sérios que até a um colega chamavam de incapaz………….

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