Todos sabemos que isto está mau. Até os miúdos mais pequenos sabem que isto está mau. Pior fica quando ouvimos barbariedades.
Eu ouvi: “a cultura não interessa para a promoção do país, o que importa são as empresas, promover as empresas lá fora e, já agora, não me fale de escritores.” Posto isto, fiquei calada, como é bom de ver.
Temos as fronteiras mais antigas da Europa. Temos escritores e escritoras maravilhosos, poetas e poetisas. Como temos músicos, actores, etc e tal. E temos empresas e um mercado que está como está. A identidade nacional é feita pela cultura, nos vários âmbitos, ou estou enganada?

Tem toda a razão!… Para esta gente interessa que as pessoas sejam burras e quanto mais anafabetas melhores. A cultura para eles é um acessório que se pode dispensar. Só age assim, quem nunca saboreou o prazer de folhear um livro e ficar preso ao seu conteúdo. Jamais um país evoluirá sem cultura e quem ousa pensar o contrário, não vive neste planeta…..
Pois é, Inês, por isso é que me orgulho de ter uma casa que está a ser assaltada por livros e é bom ver os miúdos assaltarem os livros. Alguém muito inteligente disse que a maior riqueza não é o dinheiro, é a cultura. Sinceramente, há pessoas que nunca compreenderão isto. É pena? É.
Como a compreendo, Patrícia.
Eu privo-me de quase tudo para poder comprar livros… e nem posso contar isto a muita gente pois não iriam compreender.
Abraço.
mp
Quem disse isso?
Será que leu isto:
A Cultura
Uma alavanca para o desenvolvimento local
por Bernard Kayser
As diferenças entre regiões, localidades, aldeias,
entre gerações é entre grupos sociais são sobretudo
diferenças culturais. Em vez de procurar esquecê-las,
ou deixá-las esquecer, não será melhor procurar afirmá-las
e promovê-las? É preciso deixar de considerar o desenvolvimento
cultural como um luxo supérfulo e reconhecê-lo como um motor do
desenvolvimento económico e social.
Retirado daqui: http://ec.europa.eu/agriculture/rur/lead er2/rural-pt/biblio/culture/art03.htm
Nem tenho a certeza que a criatura saiba ler ou tenha interesse em semelhante actividade, infelizmente.
Estás certíssima Patrícia. Até arrepia uma afirmação dessas que revela, no mínimo, uma tremenda ignorância histórica!
Tremenda!
Estamos no país do acordo ortográfico.
O Cavaco não sabia quantos cantos têm Os Lusíadas.
O governo está a condizer: os que não são tão ignorantes, são cobardolas
O que esperava?
espero sempre muito, espero sempre qualidade, elevação, diria a minha bisavó, e levo com vários baldes de água fria, mas não desisto:)
Cara PR
Por favor não padeça de um pecado bem característico português: “Medo “de chamar os vacuns pelos nomes!
— Diga o nome do(a) cretinão da tal afirmação.
Afirmação que por ser tão idiota, nem merece comentário.
Quem foi o safado ou a safadinha?
am, não tenho medo, acredite. O que acontece é que estou escaldada e, neste momento da minha vida, a única coisa que posso fazer é dizer de minha justiça à boca pequena. Quem disse, disse, há testemunhas, eu não tenho vida (nem dinheiro) para voltar a ir a tribunal por causa de um idiota. As pessoas têm a importância que lhes dão? Sim. É um idiota. Lamento se o desiludo(a), acredite que não é medo, repito, e espero que me compreenda.
Compreendo-a perfeitamente.
Só que havendo registo e testemunhas da afirmação, duvido que crápula tivesse coragem de interpor (não sei se é termo correcto) acção judicial.
Mas permita-me que reitere o que disse: “há que chamar o boi (vaca) pelo nome. Caso contrário, podemos dissertar sobre qualquer tema a partir de uma hipotética afirmação alheia. ( Não é o caso)
Como por exemplo:
” Não baixamos o IVA da restauração, comecem mas é a levar a lancheira”
” Os pensionistas não estão assim tão mal pagos… além disso, um baralho de cartas custa uma ninharia”
Felicidades e não leve a mal o que eu disse.
Artur, não levo a mal, tem toda a razão, eu é que ando cansada, é um dos problemas:) boa sexta feira:)
Não, Patrícia, não está enganada. Mas não sei se a cultura sofre mais com as medidas de consolidação, normalmente chamadas “cortes”, do que outros sectores. Cada qual considera que o seu quintal é o mais importante e que se é necessário poupar devem ser os outros. Posso estar a ser injusto. Pode acontecer que os cortes na cultura sejam mais graves do que os nos salários dos funcionários públicos, nas pensões e noutros sectores e os senhores da cultura tenham razão, mas quere-me parecer que não terão mais razão para se queixarem do que a generalidade dos cidadãos.
Sim, Pedro, a cultura sofre como outros sectores e com aspectos até ilegais, as grandes operadoras de telecomunicações deviam apoiar o cinema, é de lei, não o fazem; os casinos devem contribuir com 3 por cento do lucro do ano transacto para a cultura e não o fazem. Os cortes não são de hoje, há mais de 25 anos que escrevo sobre cortes, que vejo orquestras desaparecerem, editoras, editoras discográficas, músicos sem trabalho (nem um concerto marcado para o ano inteiro seja em que zona do país), etc, etc, etc. Não vou comparar a outros cortes, seria demagogia, precisamos todos de comer, temos todos filhos para criar, pessoas da família que são dependentes e por aí fora. A questão não é essa, é estarmos a abdicar de valorizar o que é a nossa identidade nacional, mas como isto é uma discussão que não dá muito jeito, vamos deixar andar. Já agora, pela parte que me toca, há muito funcionário público que trabalha em prol da cultura, começando nos professores e acabando nos funcionários que trabalham em entidades públicas que deveriam promover A ou B. Há museus que não têm segurança nem dinheiro para a luz. E podia enumerar mais exemplos, sei que me compreende, a frustração é comum e geral. Um resto de boa semana
Para além de uma gritante falta de sensibilidade, quem diz isso não entende uma coisa básica: numa Europa cada vez mais normalizada, com políticas e objectivos comuns (e nada tenho contra isso, pelo contrário, é essa a via em que acredito) o único e fundamental factor de distinção entre os países é a identidade cultural de cada um. Essa pode e deve ser preservada, acarinhada e divulgada, a diversidade cultural é uma mais-valia de riqueza para a Europa como um todo.
Ora nem mais!
temos grandes escritores, fgrandes músicos, grandes actores…. para a internacionalização só nos faltam grandes empresários. eu cá tenho uma teoria que digo a brincar mas que ultimamente penso se não fará sentido: desde que começamos a ser governados por economistas, tem sido sempre a descer
Fazer o quê? Não desistir. Pelo menos é o que eu tenho tendência a fazer. Não tenciono é perder mais tempo com pessoas que não entendem e não sabem do que falam.Boa sexta para todos
Só uma pista, por favor. Já percebi que é um boi e fico mais descansada não sendo uma vaca. Uma pista mesmo pequenina. Se não foi o BARRETE, deve andar lá perto.