A viagem do plástico


Cristina Torrão,

2021-05-23 A Viagem do Plástico.jpg

 

Ela: “Olha, esta embalagem até vem lá da nossa terra!”

Ele: “Ai, que giro.”

17 comentários em “A viagem do plástico”

  1. É lamentável o que se vê. Nas praias e noutros lugares. A educação que se dá não está adaptada às necessidades. São demasiados exemplos teóricos e muito poucos os que têm natureza prática. Aprende-se com o exemplo e praticando. Por isso, todos somos responsáveis pelo que se passa com o lixo.

    1. Bea, o problema da poluição dos oceanos, na verdade, até pouco tem a ver com os frequentadores das praias mas muito a ver com o sistema económico predominante no planeta: como já alguém aqui fez notar, «A família (do cartoon) devia ser chinesa» porque lá está, por uma qualquer razão que não lhe veio à cabeça, como é que se explica que 1,444 milhões de chineses (ou 1,353 milhões de indianos) até podem poluir mais do que os 746 milhões de europeus – só pode ser pelos «Equívocos habituais: a culpa é dos brancos»!
      Mas o que acho mesmo deveras surpreendente é até que, para além de saber que a “culpa” recaindo sobre os 2,797 milhões de chineses e indianos, ambos os povos até nem são grandes adeptos de irem à praia para já não falar de que “a garrafa mais poluidora”, a da Coca-Cola, até é pouco consumida na China e praticamente inexistente na Índia.
      Infelizmente, o planeta onde vivemos é de todos nós, quer na poluição, quer na pobreza: não são só os pobres de todo o mundo que nos vêm bater à porta… um destes dias será também a poluição chinesa e indiana.

  2. Ela e Ele !

    A mulher observadora vs homem indiferente, irresponsável e criança.

    Era bom que mulheres e homens pudessem conviver pacificamente! Mas não as feministas alimentam e reclamam o ego da sua superioridade.

    Que saudades da Madre Teresa de Calcutá!!!

    Rui Rodrigues

      1. Sim!
        A autora é perspicaz! E de forma oportunista insinua as diferenças de preocupações ambientalistas da Mulher vs Homem.

        Eu não sou ceguinho !

        Rui Rodrigues

        1. Pode não ser ceguinho, mas, pelos vistos, associa a imaginação à visão.
          A mulher representada no “cartoon” parece muito satisfeita com o seu achado, o que eu interpreto como muita falta de preocupação ambiental.

          P.S. Sou a autora do post, mas não do “cartoon”.

  3. Não consigo ser tão pessimista. Pegando apenas no exemplo das praias, o comportamento das pessoas evoluiu imenso de há 30 anos para cá. Podemos quanto muito considerar que o ritmo seja lento, mas as novas gerações têm uma maior consciência ambiental.

  4. A família devia ser chinesa, porque não é a Europa e muito menos os alemães que poluem os oceanos. É a Índia, da península sul-asiática e da China que vem a maior parte do lixo nos oceanos.

    Equívocos habituais: a culpa é dos brancos.

        1. Pois não.
          Mas também não vou evitar fazer o que se deve fazer, só porque os outros não o fazem.
          A minha consciência é-me bem mais importante do que o que os outros pensam ou fazem. Trata-se aliás de um princípio bem cristão.
          Dar o exemplo é o meu moto de vida.

          1. Afinal sempre há beatas tresmalhadas e perdidas no egoísmo da sua consciência.

  5. A lição a retirar deste cartoon – na minha opinião – é que ninguém nesta família aqui representada – seja o elemento do sexo feminino seja o elemento do sexo  masculino, ou seja os adultos – parece incomodado sequer importar-se com o facto de “aquilo” já não ser uma praia e ser antes uma lixeira a céu aberto!
    [quanto à criança, ela vai para onde os adultos responsáveis a levam, e ali está ela sentadinha a brincar com lixo!]

    A mulher parece ter ficado admirada – apenas isso –  estando eles longe de casa vir a encontrar uma embalagem do seu país num outro país [não me parece preocupada/alarmada pela situação] no mar!

    O homem a nadar num mar de lixo!

    A criança sentada no areal a brincar com lixo!

    No todo, cartoon visionário. Alerta!

  6. O ser humano é adaptável, consegue mergulhar no lixo sem problemas! O postal é sem dúvida educativo: prepara as crianças do futuro para o mundo sujo em que habitamos.

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