À Xanda e à Dai
O que dizer a um amigo que sabemos contaminado pela doença fatal e condenado à morte em poucos dias? O que dizer a esse amigo com quem partilhámos tantas gargalhadas, tantas confidências, tantas horas de alegre convívio em dois continentes ao longo de um quarto de século?
Telefonei-lhe na véspera de Natal. Já não falávamos há várias semanas. Sabia-o já dependente de uma botija de oxigénio na maior parte do tempo. Mesmo assim, reconheci de imediato aquela voz para mim tão familiar, do outro lado da linha: com um pouco menos de fôlego mas ainda com um rasto bem audível da jovialidade de sempre.
“Então compadre, como vai isso?”, perguntei ao padrinho da minha filha e parceiro de tantas horas de trabalho, de tantas tertúlias risonhas e tantos projectos felizmente concretizados.
Ele falou-me da luta tenaz que travava contra a doença. Os tratamentos mais recentes tinham-no feito perder todo o cabelo e grande parte da massa muscular. Mas mantinha intacta aquela agilidade mental que eu bem lhe conhecia e era um dos traços mais marcantes da sua personalidade, a par de um inesgotável sentido de humor. Nascido num mês de Junho – era Gémeos, como eu – tinha sabedoria suficiente para nunca se levar demasiado a sério, o que dizem ser uma das características mais indeléveis deste signo.
O que dizer a um amigo que sabemos estar a despedir-se da vida?
Dizemos o que nos dita o coração.
Desejei-lhe toda a força do mundo e a continuação da coragem sempre revelada durante quase dois anos de intenso combate à doença – insidiosa e traiçoeira, feita de recuos estratégicos e avanços fulminantes, em contínuos ziguezagues. “O que interessa o cabelo, João? Interessa é dar luta a isso.”
A conversa suspendeu-se enfim. Estávamos ambos comovidos, estaríamos porventura ambos cientes de que não voltaríamos a dialogar.
E ao desligar o telefone vieram-me à memória, em espiral caleidoscópica, uma infinidade de bons momentos que foram pontuando uma relação de amizade sem qualquer sombra. Fragmentos de almoços à mesa do Afonso, no centro histórico de Macau, ou de jantares no Fernando, na praia de Hac Sá, em Coloane. Ou irrepetíveis serões de boémia, rematados no Lok Un, na ilha da Taipa – espécie de cabaré chinês dos anos 50 transposto para a década de 80 daquela inimitável noite macaense. Expedições de fim de semana a Hong Kong, com paragem obrigatória nas ilhas de Lamma e Cheung Chau. Ambos a escrevermos copiosos artigos satíricos, em vetustas máquinas de escrever, num velho semanário macaense que ajudámos a revitalizar. Trabalhávamos imenso – tarde adiante, noite fora – mas divertíamos-nos em idêntica proporção. Quando reuni uma equipa de colaboradores para fundar um novo semanário por terras do Oriente, foi nele que logo pensei em primeiro lugar – e prestou sempre um precioso contributo a vários títulos, designadamente como copy desk, tarefa em que foi um dos melhores profissionais que conheci.
Lembrei-me de muito mais. Do apoio que me deu quando estive desempregado e que eu viria a ter oportunidade de lhe retribuir quando ficou ele sem trabalho. Dos dias que passei no belo apartamento dele, em São Miguel, e da paciência que teve para ser meu cicerone nos deslumbrantes circuitos da ilha, onde esteve radicado na última década. Dos encontros frequentes, em minha casa, nos anos em que viveu em Lisboa ou das minhas esporádicas deslocações ao Porto. De uma vez em que nos fizemos à estrada, debaixo de chuva, para um almoço prolongado quase a meio caminho entre as duas cidades – no Pedro dos Leitões – só para pormos a conversa em dia. E desta bela aventura que concretizámos, com um novo grupo de amigos, ao fundarmos o DELITO DE OPINIÃO, há quatro anos: o João foi desde o início um dos maiores entusiastas do projecto.
Aqui deixou centenas de textos que permanecerão à fácil disposição de quem queira revisitá-los porque o nome dele não se apagará da ficha técnica deste blogue, onde tinha paciência para ler todos os textos, responder a todos os comentários e ser um caça-gralhas a tempo inteiro: considerava, justificadamente, que os leitores nos merecem a consideração de lhes proporcionarmos textos isentos de erros.
E o João Carvalho, o meu amigo que hoje partiu, foi uma das pessoas mais atenciosas que conheci. Nunca se esquecia de assinalar os aniversários dos colegas, mesmo daqueles que não chegou a conhecer pessoalmente dada a sua localização geográfica – alternadamente nos Açores ou no Porto – o impedir de participar, em regra, nos nossos regulares jantares de convívio. Chegou no entanto a deslocar-se propositadamente de Ponta Delgada a Lisboa para não falhar um animado repasto natalício desta tribo, convicto – e cheio de razão – que os laços de amizade são um dos nossos bens mais preciosos. E poucas pessoas sabiam fazer amigos como ele.
Sintomaticamente, a última marca que aqui deixou foi um postal de parabéns a uma colega de blogue. Já muito doente, mas ainda fiel a um mandamento que sempre cultivou: a amizade é um posto, há que honrá-la a cada momento.
Como dizer-lhe adeus?
Não consigo. A um amigo como o João diz-se até sempre ou até já.
FOTO: o João Carvalho (à direita) em Macau, num cenário que lhe era familiar, com o João Severino, nosso amigo comum


Fogo! Que raio de notícia. Paz à tua alma, João.
Já sabíamos que este ano seria mau e está mesmo a ser, Joaquim. Um abraço.
Maldita doença, tão traiçoeira e sinuosa. Às pessoas que têm uma boa relação com a vida devia ser permitido ficar um pouco mais. João era claramente um caso destes. Tinha um sorriso que abraçava o mundo. Ainda bem que o conheci. RIP
E ele bem gostou de te conhecer, Teresa. Beijo.
Um abraço, Pedro.
Um forte abraço, Carlos. Amanhã aí estarei no Porto, a despedir-me do João.
Ainda não acredito… 🙁
Nem eu, André.
Um abraço para a família e amigos.
Outro aí para Amarante, meu caro.
As raízes são ali ao lado, em Marco de Canaveses. Mas é no Porto que vou labutando. Um abraço
Bem sei, meu caro: foi momentânea confusão geográfica, talvez por eu gostar tanto de Amarante. E amanhã lá irei ao Porto, despedir-me do João. Um abraço forte.
Andei à procura do primeiro post que comentei no Delito…
Não o encontrei. Mas tenho quase a certeza que era do João. Tínhamos então uma divergência de opiniões em relação ao Herman José… Provavelmente ela continuou. Mas gostei da forma intensa como defendeu a sua perspectiva.
Infelizmente não cheguei a conhecê-lo. Deixo um abraço ao Pedro na qualidade de amigo.
Abraço retribuído, Ana. Esperando ver-te no próximo almoço ou jantar.
Que bons momentos, Pedro. Isso ninguém vos tira.
O João era uma alma viajante incorrigível. Sabedor, mas discreto. E, como diria certa escritora inglesa, era, superlativamente, um homem agradável. Leia-se isto at the british way, porque só na aparência parece pouco… De facto, é muito: é mesmo uma preciosa virtude em vias de extinção.
Porque não é justo, bolas !! Eu devo ultrapassar o João numa boa década e teremos compartilhado a mesma doença, não é ?? Pois é, que a cicatriz que me olha todos os dias bem mo diz… e eu ainda cá ando. Gaita, não é justo !!
“… A una reina se le ha perdido su corona,
a un presidente de república su sombrero,
a mí…
Creo que a mí no se me ha perdido nada,
que a mí nunca se me ha perdido nada, …”
O Rafael Albertí não se importará…um abraço, João.
E como ele apreciava os seus comentários, Fernando… Um abraço amigo, esperando vê-lo num dos próximos jantares do Delito.
Agradeço a vossa amabilidade. Hoje estou de folga e amanhã vai ser um dia triste lá pelos aviões…
Como eu o compreendo, Fernando. Amanhã será um dia muito triste também para mim: vou despedir-me de um grande amigo, que para mim era quase como um irmão.
É verdade, Laura. Como bem dizes: os bons momentos – e tantos foram, lá e cá – ninguém nos tira. Beijo.
Tenho a alma triste. É uma grande perda. Não o sabia tão doente, nunca lhe disse que gostava muito dele. Espero que ele o soubesse.
Um grande abraço à família.
Ele sabia, Zé. Grande abraço.
Soube a (triste) notícia através do Severino.
Que repouse em paz
Um abraço, Pedro.
Que triste notícia, aperto no coração. Pelo texto sentido, porque me angustia a doença e a morte, porque conhecia o Joâo daqui, do DO, e gostava do seu estilo e não esqueço a sua simpatia quando lhe desejei um bom aniversário, em junho, sim. Chamou-me “amiga”…
Um abraço para si, para a equipa DO e condolências profundas para a família do João…
A família do João conhecia bem o Delito e será testemunha, também por esta via, das amizades que ele aqui foi fazendo naturalmente. Mesmo junto de quem não o conhecia pessoalmente. Obrigado pelas suas palavras, AE.
Caríssimo,
Com os (verdadeiros) amigos é assim: São sempre os melhores que partem primeiro.
Um forte abraço e sentidas condolências.
É verdade, meu caro. Um grande abraço, sentido e agradecido.
Pedro, o teu texto é a maior homenagem que se podia prestar ao nosso amigo.
Meu caro, não são necessárias mais palavras. Basta um abraço, que segue por esta via enquanto não nos encontrarmos pessoalmente.
Sentidas condolências à família, aos amigos e aos colegas delituosos.
(saber que um dia ousei discutir Português com ele… tanta bonomia que demonstrou)
A bonomia era um dos traços do carácter do João. Meu quando já estava muito doente. Um abraço agradecido, Paulo.
Fiquei siderada.
Quando comecei a ler o texto e li o nome João, só pensava que não podia ser o João Carvalho. Foi com o João o meu primeiro comentário neste blogue, depois continuou, ora pela via do sentido humorístico, por uma receita de bacalhau, por comentários políticos, e por outras coisas mais. Eu gostava de trocar comentários com ele, gostava especialmente do seu humor e de aceitar com isenção as opiniões, mesmo e quase sempre não estivesse de acordo com ele. Lembro-me de falar dele a pessoas conhecidas, como se o conhecesse pessoalmente. Estou chocada e sinto muito não voltar a ver por cima de um post o ” por João Carvalho “, lastimo também o que o Pedro e os amigos estão a sentir por ele. Perdeu-se a presença dele que estará algures pelo universo a rir-se de e para nós. João nunca mais vou esquecer a brincadeira do george Clooney …gostavas muito de bonequinhos, este é especial para si:
É verdade, CR. O sentido de humor do João era imbatível. Um beijinho agradecido.
Para o João:
Estas palavras tão sentidas
de genuína admiração,
só poderiam ser vertidas
num tal dia de memoração.
Meu caro Manuel: nem imagina como gosto de vê-lo novamente por cá. O João era grande fã das suas quadras. Um abraço amigo.
Um forte abraço, Pedro. Fiquei destroçado logo pela manhã.
Meu caro Sérgio, segue um abraço sem mais palavras. Os sentimentos dizem tudo quanto as palavras não podem exprimir.
Já há muito vinha estranhando a rareza dos seus posts.
Os meus pêsames.
Obrigado, Luís.
Venho manifestar as minhas sinceras condolências á familia de João Carvalho e aos amigos.
Há já algum tempo que sentia a falta dos seus posts,
o seu sentido de humor era fantástico,adorava ler os seus textos,sinto que o conhecia.
Isabel Tomás
Tem toda a razão, Isabel: o João era mesmo assim.
Eu ando para aqui às voltas sem saber o que dizer.
Até sempre, João.
Obrigado, Fátima. Você também faz parte desta tribo ‘delituosa’, composta pelos autores e por muitos leitores que nos vêm acompanhando desde o início.
Pedro, fiquei desolada, já não estava com o João há uns anos…, nem sequer sabia que estava doente. 1 beijo, Cristina Lóios
Olá, Cristina. Que boa surpresa ver-te por cá. Se há pessoa capaz de avaliar bem o texto que aqui deixei, por vários motivos, és mesmo tu. Gostava muito de rever-te um destes dias. Um beijo.
Obrigada pelas tuas palavras.
Gostei muito do texto que dedicas ao nosso compadre João, cujas palavras me tocaram, grande homenagem e que bom ter amigos assim.
Também gostaria de te rever, de preferência por “ou moon”, que é onde me encontro de momento. Admirado? Cá te espero…
Nei hao má!
Gostei de saber da notícia, que desconhecia. É um bom cenário para o reencontro. Acontecerá muito provavelmente este ano. Tenho o meu endereço electrónico no meu perfil, ali em cima, à direita.
Beijinho.
Os meus sentimentos pela vossa perda, que também é dos seus leitores.
O suporte que nos une ultrapassa o nosso limitado nível de entendimento do que nos vai separando.
Tem toda a razão, da Maia: o que nos une é muito mais forte do que qualquer coisa que nos pudesse separar. Sábias palavras, as suas.
Condolências ao Delito.
Obrigado, Lucky.
Embora não o conhecesse lamento profundamente a sua morte. Só o conhecia aqui do DO, mas sempre fiquei com a impressão que devia ser uma óptima pessoa, o que fica comprovado pelas suas palavras.
Um grande abraço aos amigos e familiares.
Abraço entregue e retribuído, no que me diz respeito, Maria.
Fui rever os meus comentários aos posts do João Carvalho, com receio de o ter, eventualmente, chateado nos últimos tempos, pois não sabia que estava tão gravemente doente. Felizmente, para mim, que esses meus comentários foram amistosos.
Paz à sua alma!
Um abraço agradecido, TA. O João gostava de uma boa polémica, mas era uma pessoa incapaz de guardar rancor a alguém.
Eu ainda estou incrédulo, não quero acreditar. Até breve João onde queres que estejas.
Abraço amigo, Carlos.
Embora viesse notando a sua ausência, foi com enorme surpresa que tive aqui conhecimento do desaparecimento do João. Que não conhecia pessoalmente mas que era como se conhecesse… Através de si Pedro, aqui deixo a minhas sentidas condolências à família, aos amigos e ao Delito. Onde iremos sentir a sua falta!
Obrigado pelas suas palavras, caro Eduardo. Um abraço amigo.
A 3 de Dezembro de 2011 às 18 e 34 escrevi o meu primeiro comentário a um post de João Carvalho, referente a uma fotografia da Lagoa de Santiago, na ilha açoriana de S. Miguel.
Seguiram-se mais comentários a outros textos do mesmo autor. Com resposta a preceito. E senti sempre nas suas palavras uma sensação de bem-fazer, quase proteccionista. E sabia tão bem…
A todos vós do DO e à família enlutada aqui fica o meu profundo abraço de solidariedade.
Eu sei, todos sabemos, que ele anda por aí!
Aqui vai um forte abraço, meu caro amigo. E tens razão: ele continua connosco.
Para mim, foi um privilégio ter partilhado o Delito com o João, e tê-lo conhecido pessoalmente num dos nossos jantares – no meu primeiro jantar, para ser mais preciso, quando ainda não conhecia os restantes colegas de blogue. Recordo-me bem da simpatia do João e da forma como me colocou à vontade. Foi com tristeza que soube da sua doença, e é ainda com mais tristeza que fiquei a saber que já não está entre nós. O que é um lugar-comum: o João estará sempre entre nós. No próximo jantar há-de ter um brinde daqueles.
É como dizes, John: ele continua a ser um dos nossos. Grande abraço.
Implicámos uma vez, há muito, quando embirrou com o meu anonimato e eu lhe respondi que também ele costumava comentar no (antigo) Corta-Fitas apenas como J.C.
Mas isso foi, como disse, há muito tempo e não teve a menor importância face ao seu grande talento como postador, digamos assim (o “único” que tive o prazer de conhecer).
Malvada doença, “feita de recuos estratégicos e avanços fulminantes”, como bem diz.
Trágica notícia. Sentidos pêsames ao Delito.
Lembro-me bem. O João por vezes resmungava com um ou outro leitor, mas logo a seguir tratava-o com uma cordialidade digna de um velho amigo. Não havia melhor anfitrião que ele nesta casa: saber receber visitas era uma arte que ele cultivava com natural esmero.
Agradeço os seus pêsames, em nome de todos nós.
Continuo sem palavras, atordoada pela partida do nosso João. Beijo enorme, Pedro.
Às vezes é assim, Leonor: ficamos mesmo sem palavras. Um beijo muito grande.
ficamos sempre a pensar no que desejaríamos dizer nestas alturas e nunca nos sai. sinto muito a vossa perda, um amigo é um bem precioso neste mundo, um bem precioso.
Tem toda a razão, Marta. Já cantava o Sérgio Godinho: “Porque hoje fiz um amigo / bem precioso no mundo não há.”
Obrigado pelas suas palavras.
“A amizade é um posto, há que honrá-la a cada momento” – ora aí está um lema que definia bem o João. Costumava dizer que não esperassem dele que fosse isento com os amigos, que para ele estavam acima de tudo. Gostei muito de ler-te, Pedro.
É verdade, ele dizia isso. E praticava também. Um beijinho, Ana.
Lamento muito.
Um abraço.
Um abraço, Zélia.
Sou leitora assídua do Delito há cerca de 2 anos. Gostava de ler o João Carvalho, gosto de o reler. Força para a família e os amigos para lidar com esta perda física.
Obrigado, Diana, em nome de todos. Vá continuando a aparecer por cá. O João gostaria, certamente.
Obrigada Pedro, não arranjei ainda palavras, para agradecer o lindíssimo texto que nos dedica.
Assim, em meu nome, da minha irmã e da minha mãe, ao Pedro e a todos os delituosos, um bem hajam, pelas palavras tão carinhosas que lhe são dedicadas.
Um beijo muito grande, Dai. E até mais logo.
Belíssimo texto, Pedro. Uma justa e tremenda homenagem ao teu grande amigo.
Ao João Carvalho só posso agradecer o que fez por mim, sem eu lhe pedir nada, quando meio mundo me atacou na blogosfera (e não só) por ter feito o que sempre fiz no jornalismo: dar notícias. Não esqueço. Até Sempre, João!
Um abraço, meu caro Francisco. E obrigado pelas tuas palavras, sempre amigas.
Pedro, como sabes, encontrei e reencontrei o João em diversos capítulos da minha vida em Macau: na “Tribuna de Macau”, em 1983, no “Ponto Final”, sob a tua direcção, e não me posso esquecer da excelente parelha que vocês os dois fizeram em “O Clarim” por volta de 1991. Cheguei a sugerir o nome dele para a direcção do Ponto Final, já não me lembro exactamente em que altura, o Frederico Rato talvez se lembre.
Subscrevo as tuas palavras. Este meu comentário pertence ao mundo da imaterialidade, apenas tem significado para as pessoas que conheceram o João Carvalho e a época (as épocas) que ele viveu. Faz-me lembrar a do falecimento do Francisco Gonçalves Pereira, que também conheceste. Ambos os acontecimentos me apanharam de surpresa. Paz à sua alma!
Muito me tenho lembrado nestes últimos dias daqueles nossos tempos de fraterno e salutar convívio, sempre com muito trabalho mas também muita camaradagem e muita cordialidade (e bastante diversão).
É como dizes, meu caro Luís: as voltas da vida pregam-nos por vezes estas partidas inesperadas. Parte agora este nosso bom companheiro, como partiu o nosso Francisco há uns anos, ambos tão lamentavelmente cedo. Sou testemunha do apreço e da amizade que ele sempre te dedicou, mesmo tantos depois de ter dito adeus ao Oriente.
Esperando rever-te em breve, daqui te envio um forte e caloroso abraço.
Caro Pedro,
Estou verdadeiramente sem fala, nem sei o que dizer. O João era um cavalheiro, e um amigo virtual com quem eu muito me identificava do ponto de vista pessoal, apesar das grandes diversgências politicas. Um sentido abraço a todos os “delituosos”.
Caríssima Ariel,
Falo com conhecimento directo, pois várias vezes me apercebi disso: o João apreciava sinceramente os seus comentários. E as divergências, que ele assumia com naturalidade, serviam-lhe de acrescido estímulo intelectual – o que era um traço da personalidade dele. Alguém com convicções fortes mas nunca refugiado numa trincheira, com capacidade de persuasão e disponibilidade para se deixar persuadir.
Oxalá este exemplo fosse mais generalizado: certamente todos conseguiríamos dialogar melhor.
Obrigado pelas suas palavras e pelo abraço que aqui nos deixa.
Condolências.
Obrigado, meu caro. Abraço.
Não resisti comentar isto…
Mas é que isto é triste e lindo ao mesmo tempo…
:'(
Mais palavras para quê? Um beijo muito grande, Márcia.
Uma enorme beleza e amizade nestas palavras…
Sentidas condolências à família e aos amigos.
Um forte abraço…sempre (mais apertado hoje).
David.
Obrigado pela prova de amizade, caro David (mais uma). Um forte abraço, agradecido e reconhecido.
Não sabia, e só agora vi o post…Estou siderado! Gostava de ler o João Carvalho por aqui, adivinhava que seria uma pessoa naturalmente bem disposta. Um abraço à família, ao Pedro Correia e a todos os elementos do Delito.
Abraço retribuído, caro João Pedro. O João era, como diz, “uma pessoa naturalmente bem disposta”. E foi assim até ao último dia.
Afastado de quase tudo por estes dias, dou com esta notícia tão triste e inesperada. Lembro-me bem do jantar do blog em que ele esteve em Lisboa. Percebia-se à primeira que era uma pessoa fantástica.
Um grande, grande abraço, João, onde quer que estejas agora a espalhar a tua simpatia inesquecível!
O ano começou com esta péssima notícia para a nossa tribo, caro António. Sentimos todos, no entanto, que o João permanece connosco – e lá continuará o nome dele na lista dos autores do blogue. Aguardamos agora as boas notícias. E a próxima pode vir dos teus lados…
Um grande abraço.
Pedro, este novo ano está-me a dar que pensar, mas aqui por casa começou bem, com a chegada de mais um membro para a família. Agora são quatro pequenitos, dois meninos e duas meninas, entre oito dias e oito anos. Ou seja, há sempre animação garantida.
Grande abraço
Caro António: é tão bom saber que os ciclos da vida se renovam – o que, apesar de tudo, nos dá motivos reforçados de esperança…
Muitos parabéns e votos de felicidade sem fim para o teu novo rebento.