Em 1982, o ditador sírio Hafez al-Assad afogou em sangue uma rebelião sunita em Hama, ainda hoje lembrada como um dos maiores morticínios registados no Médio Oriente. Segundo o testemunho do prestigiado jornalista Robert Fisk, a brutal intervenção do exército sírio para asfixiar a revolta popular contra o tirano terá causado cerca de 20 mil mortos.
Hama, cidade-mártir. Mas não a única: Homs, outra povoação rebelde, é alvo por estes dias da fúria desembestada das tropas de Bachar al-Assad, filho do déspota anterior e tão sanguinário como o primeiro. «Homs sangra à vista do mundo»: este título do El País resume de forma exemplar a tragédia que ali se vem desenrolando há várias semanas, sob a chocante indiferença de boa parte da comunidade internacional e a cumplicidade activa de alguns redutos domésticos, como os comunistas portugueses, que se colocam sem pestanejar ao lado da tirania de Damasco, indiferentes às mais chocantes atrocidades cometidas pelos esbirros de Assad.
Os mesmos esbirros que acabam de assassinar dois enviados especiais, incluindo a americana Marie Colvin, uma figura quase lendária do jornalismo contemporâneo, herdeira directa dos maiores repórteres de guerra do século XX. O seu último texto, publicado no Sunday Times, é um arrepiante testemunho das atrocidades que estão a ser cometidas na Síria. A todo o momento. No próprio instante em que escrevo, no próprio instante em que são lidas estas linhas. «A escala da tragédia humana na cidade é imensa. Os seus habitantes vivem no terror. Quase todas as famílias parecem ter sofrido a morte ou um ferimento de um ser querido.»
Reportagem testamento de Marie Colvin em Homs, nova cidade-mártir que lhe serviu de túmulo. Palavras destinadas a abalar muitas consciências adormecidas em todos os recantos do planeta. Porque nenhum homem é uma ilha e não devemos perguntar por quem dobram os sinos. Na Síria, eles dobram por todos nós.
ADENDA. A última entrevista da jornalista, horas antes de morrer, à BBC: Marie Colvin compara a situação em Homs ao massacre de Srebrenica (Bósnia) em 1995.
Imagem: Marie Colvin há um ano no Cairo. Foto EPA


Estava agora mesmo a ver uma reportagem sobre ela. A coragem destes repórteres de guerra é impressionante.
É impressionante, Ana. Sem eles saberíamos muito menos do que sabemos. E talvez alguns de nós pudessem até conceder algum crédito – como o órgão oficial do PCP dá – aos comunicados oficiais do Ministério do Interior sírio.
Tens razão. E esse brio profissional custa-lhes a vida, às vezes. Tenho uma enorme admiração por eles.
Todos os anos alguns destes bravos repórteres arriscam a integridade física – lembremos o caso do nosso compatriota João Silva, que perdeu as pernas no Afeganistão – ou mesmo a vida para nos trazerem ao conforto doméstico, em primeira mão, ecos da barbárie nos quatro cantos do mundo.
Perdeu as pernas e, não tendo perdido a consciência, manteve uma calma olímpica, como se já esperasse aquele osso do ofício, mais tarde ou mais cedo.
Exactamente. Uma atitude admirável. Digna de um herói (há palavras que parecem ter passado de moda mas devemos lutar contra essa absurda tendência de renunciarmos a elas; uma delas é a palavra herói).
Como é carinhoso o Pedro Correia, “conforto doméstico”, tenha cuidado que se o seu amigo coelho sabe ainda o tira da sua zona de conforto.
Já agora e sobre os jornalistas mortos pelas tropas americanas, não há uma palavra?
Há tropas americanas na Síria?
Foi o regime Sirio que fez com que o jornalista João Silva perde-se as pernas no Afeganistão?
Quem matou o jornalista espanhol José Couso no Iraque?
Mas você leva-se a sério?
Por fim cá fica a pergunta a que você não tem coragem de responder: porque é que as ditaduras abjectas, anacrónicas e fundamentalistas da Arábia Saudita, Qatar, EAU apoiam os fundamentalistas islâmicos da Irmandade Muçulmana contra o regime Sirio?
Ah e já agora, não há “tropas” americanas (???),mas aviões espiões, “especialistas”, consultores e demais agentes do governo, não devem faltar.
Nem uma palavra de consternação, pelo menos fingida, pela morte de Marie Colvin e do fotógrafo Remi Ochlik. Isto diz muito do calibre moral desta gente como A. ‘Avante’ Silva que faz tábua rasa dos direitos humanos.
Perante a vossa hipocrisia em relação ao povo Sirio, vocês que se deleitam com o sangue derramado pela acção dos terroristas islâmicos pagos e armados pela Arábia Saudita, Qatar, EUA, NATO.
Vocês que apoiam as forças mais retr´gradas e sanguinárias que detroiem o Afganistão, o Iraque, Libia e agora a Siria.
Fala-me você da morte de dois jornalistas, qundo milhares de sirios morrem vitimas da loucura daqueles que você apoia.
Gente insana, sem sentimentos, CRIMINOSOS!
As Catarinas Eufémias sírias são mortas pelos esbirros da ditadura – e você não esboça uma palavra de protesto. Os Josés Dias Coelhos sírios são assassinados pelos torcionários de Assad – e você é incapaz de uma palavra de condenação.
É impressionante, tanto cinismo. Tanta hipocrisia. Tanta sectarismo. Tanto fanatismo. Tanta cegueira.
Você é que se parece deleitar com o sangue do povo Sirio, morto pelos desmandos dos interesses Sauditas e fundamentalistas islâmicos, esses loucos que você defende.
Não o enoja esse cheiro a sangue?
Depois de terem sido cúmplices com os crimes cometidos pelas ditaduras comunistas no antigo Bloco Leste, até 1989, você e outros são cúmplices de outras ditaduras, noutros quadrantes. Nunca aprendem com as lições da História. E não percebem que é isso que vos divorcia irreversivelmente de amplos movimentos de opinião.
Dizes tudo. O mundo não ganha vergonha.
Os mesmos crimes, cometidos pelas mesmas bestas, nos mesmos locais. Ano após ano, década após década. E com os mesmos defensores de sempre (alguns dos quais nesta mesma caixa de comentários).
Sim, como o A.Silva. É pena que o A. de Anónimo só sirva para libertar tanta cretinice.
A de Avante. Neste caso, avante… à retaguarda.
João já que o Pedro Correia tem medo de responder as estas questões veja você se responde.
Porque é que as monarquias criminosas da Arábia Saudita e do Qatar têm interesse na desestabilização da síria e na morte de cidadãos sírios?
Porque é que o relatório da missão da liga árabe à Síria não foi publicado?
Porque é que os EUA, Israel e Al Qaeda estão juntos no ataque ao povo Sirio?
“sob a chocante indiferença de boa parte da comunidade internacional e a cumplicidade activa de alguns redutos domésticos, como os comunistas portugueses,”
Além dos comunistas, não esquecer os manárquicos…
Muitos comunistas e alguns monárquicos unem-se neste apego à dinastia Assad.
E oPedro Correia continua a calar-se sobre a Arábia Saudita e o Qatar, mas de que monarquias fala ele? mas de que ditaduras fala ele?
Falo da monarquia síria. Monarquia não é aquele regime em que o poder supremo transita do pai para o filho?
Pedro Correia, porque é que as ditaduras/monarquias abjectas, anacrónicas e fundamentalistas da Arábia Saudita, Qatar, EAU apoiam os fundamentalistas islâmicos da Irmandade Muçulmana contra o regime Sirio?
É curioso. Desta vez a cassete não se vira contra Israel. Já escreveu tanto nesta caixa de comentários e ‘esqueceu-se’ de umas linhas a criticar Israel. Dá muito que pensar…
Já você nem uma palavra sobre a Arábia Saudita, o que prova que você tem a consciência (pesada) de quem são os criminosos na Siria.
É claro que Israel também está metido nesta acção criminosa, mas por motivos óbvios fica no silêncio, senão como é que os fundamentalistas justificavam tal apoio. Mas anoto que você tem consciência do seu papel.
Um funcionário do ministério da Propaganda de Assad não escreveria nada diferente daquilo que você escreve aqui.
Um tipo pago pelo regime saudita não escreveria nada de diferente do que você escreve.
Ben Ali caiu. Mubarak caiu. Kadhafi caiu. Lamento informá-lo, mas Assad será o próximo ditador a cair. O povo é quem mais ordena.
Com a coligação da Arabia Saudita , Qatar, EUA, Israel, NATO, acredito que o povo sirio pode estar em risco de sofrer muito, eles e todo o mundo, mas por a insanidade ganhar por agora não quer dizer que se mantenha.
Quem vai perder são os anacrónicos como você
Ben Ali, Mubarak e Kadhafi já caíram. Assad vai cair também, garanto-lhe.
Com a coligação da Arabia Saudita , Qatar, EUA, Israel, NATO, acredito que o povo sirio pode estar em risco de sofrer muito, eles e todo o mundo, mas por a insanidade ganhar por agora não quer dizer que se mantenha.
Quem vai perder são os anacrónicos como você
O povo sírio “pode vir a estar em risco de sofrer muito”?! Você fala de quem, com essa indiferença e essa cegueira? Dos sete mil sírios que já morreram nos últimos dez meses, vítimas dos esbirros do ditador Assad?
Mentiroso Pedro Correia, que se passa actualmente na Libia com os criminosos à solta?
Na Libia perderam os libios e perdeu o mundo, inclusivé nós
Esta linguagem da extrema-esquerda saudosista do ditador Kadhafi é simétrica à dos extremistas de direita que choraram lágrimas reais quando Videla caiu na Argentina e Pinochet se afastou no Chile.
Os extremos tocam-se, é bem verdade.
O problema de tipos de direita como você é a profunda ignorância e a propensão para o disparate.
Olhe tire umas férias e vá até à Libia abraçar os seus amigos fundamentalistas e deleite-se com a sua “democracia” de criminosos.
Vocês desacreditam-se totalmente ao dividirem os ditadores em bons e maus. Por exemplo: Mubarak e Ben Ali para vocês eram maus. Mas já Kadhafi era bom. E Assad também é.
Pessoas como vocês jamais conseguirão ser levadas a sério ao estabelecerem divisões desse género.
Pedro Correia, não seja aldrabão nem fuja às questões.
Porque é que as monarquias criminosas da Arábia Saudita e do Qatar têm interesse na desestabilização da síria e na morte de cidadãos sírios?
Porque é que o relatório da missão da liga árabe à Síria não foi publicado?
Porque é que os EUA, Israel e Al Qaeda estão juntos no ataque ao povo Sirio?
O sectarismo cega. E às vezes mata. Porque a semente de todo o fanatismo está sempre num pensamento sectário. É o caso.
Fale-me dos interesses da Arabia Saudita na Siria, porque esconde? Porque tem medo de falar? A palavra Aeabia Saudita queima-lhe a lingua ou o pensamento?
Será que um adepto de fundamentalistas (religiosos e politicos) tem problemas de consciência e por isso se recusa a pronunciar-se sobre o interesse dos Sauditas no estilhaçar da Siria?
O texto é sobre a Síria e você insiste em falar da Arábia Saudita. Quando o movimento popular que já derrubou as ditaduras da Tunísia, do Egipto e da Líbia e que se prepara para derrubar a ditadura síria chegar ao reino saudita então falaremos.
Até lá, não desvie a conversa e encare de frente a questão para a qual já percebi que não tem argumentos dignos de crédito.
Mas para si movimento popular, são os fundamentalistas islâmicos arrebanhados com o dinheiro dos Sauditas e do Qatar?
Aliás na Libia os seus fundaqmentalista estão a mostrar os criminosos e fundamentalistas que são.
Trate-se Pedro Correia
Mubarak e Ben Ali disseram o mesmo no Egipto e na Tunísia ao serem confrontados com os movimentos populares que acabaram por derrubá-los: acusaram o povo de estar a ser instrumentalizado pelos ‘fundamentalistas’. Você faz exactamente o mesmo em relação à Síria, como já fez em relação à Líbia.
Essa expressão “trate-se” revela bem até que ponto você é democrata. Quem não pensa como você só pode estar doido…
Estou agora a ler O Pintor de Batalhas, de Arturo Pérez-Reverte, que foi repórter de guerra e faz neste romance uma catarse dos horrores que testemunhou e teve de engolir. Aproveito para recomendar a sua leitura, pois além de muito bem escrito é um romance que nos faz reflectir, por vezes sem piedade, sobre a natureza humana.
O papel dos repórteres de guerra é, por este motivo, um tema que me tem acompanhado por estes dias. Merecem toda a nossa admiração.
Sem dúvida, Teresa. Boa leitura, essa.
O Pedro Correia continua na sua campanha de propagar mentiras sobre a Siria, esta história de 1982 de que em Hama (cidade maioritariamente sunita), Hafez al-Assad (pai do actual presidente), teria destruido/arrasado a cidade com os seus 20 000 habitantes só peca por uma imprecissão; Hama é a 4ª cidade Siria e tem 600 000 habitantes.
Arranja mentiras novas Pedro Correia, mesmo que venham do Wikipédia.
Pedro Correia dá assim o seu modesto contributo para o acentuar de um conflito religioso que só interessa aos fundamentalistas e às estratégias imperialistas de ataque ao Irão.
Tenho sempre o cuidado de atribuir as minhas fontes: julgo que só assim um blogue se credibiliza perante os seus leitores. Esse número foi avançado pelo Robert Fisk, como refiro no meu texto.
De resto, nada de novo: A. ‘Avante’ Silva continua a assumir-se desvergonhadamente como porta-voz da ditadura síria em Portugal.
Para Pedro Correia basta citar Robert Fisk e o caso está resolvido, para ele qualquer mentira pode ser embrulhada com essa capa.
Mas no entanto continua sem responder a razão porque o regime “democrático” e nada fundamentalista da Arabia Saudita está tão interessado no derrube do regime Sirio.
O que Pedro Correia apoia são as forças mais retrógradas e fundamentalistas do mundo àrabe.
Sim, cito o Robert Fisk e voltarei a citá-lo as vezes que entender. Ou o John Simpson. Ou qualquer outro observador imparcial e rigoroso da cena internacional, particularmente o Médio Oriente.
A si basta-lhe citar o porta-voz do Ministério do Interior sírio para ficar de consciência apaziguada. Como se algum estrangeiro se lembrasse de citar o ministro do Interior, Santos Júnior ou Gonçalves Rapazote, para propagar ao mundo o que se passava em Portugal durante a ditadura salazarista.
Agora damos numa de anti fascista para fugir às questões, continua sem falar do interesse das ditaduras retrógradas saudita e do Qatar na morte de cidadãos sírios.
E não é preciso ir procurar informação ao ministério do interior sírio, há pelo mundo muitas outras fontes de informação, basta procurar outras que não venham do suposto “observatório sírio dos direitos humanos”, organismo da Irmandade Muçulmana financiada pela Arabia Saudita ou da Aljazera, tão pronta a montar cenários para divulgar mentiras que interessam aos príncipes seus patrões.
O tipo de informação que vocês propagam através dos meios de propaganda, tipo RTP/SIC/TVI, até dói de tão rasca, básica e falsa que é, não resiste à mínima observação séria e critica.
Pedro Correia diz aos teus amigos para inventarem mentiras novas, depois do Iraque e da Líbia estas já estão gastas e dificilmente convencem alguém, os russos e os chineses que o digam.
A sua «fonte de informação» é o ‘Avante’, já percebi. O jornal mais pró-iraniano e mais pró-Assad do hemisfério ocidental.
Para além do Avante, que é dos poucos jornais a dar informação e não a balbucionar a voz do dono, há outros sitios/blogs na net onde também você pode obter outra visão da realidade:
http://www.insurgente.org/
http://www.aporrea.org/
http://www.kaosenlared.net/
http://pt.mondediplo.com/
http://www.rebelion.org/
http://www.cubadebate.cu/
http://diarioliberdade.org/index.php
http://www.voltairenet.org/pt
Ou blogs: 12/02/allo_damasco_1.html#comments
http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/20
Passe por lá e veja se areja as palas.
Não era difícil adivinhar, como se comprova. A “fonte” só podia ser mesmo o ‘Avante’, fiel porta-voz da ditadura da família Assad em Portugal. Se já defendia os Castro em Cuba e os Kim na Coreia do Norte, porque não haveria de defender também a poderosa dinastia Assad, que tortura, multila e mata o povo sírio? E ainda querem ser levados a sério quando se proclamam defensores da liberdade…
Mas você tem consciência do ridiculo das suas afirmações?
A propósito e sobre a Arábia Saudita nem uma palavrazinha?
Assad é o Videla sírio, o Pinochet sírio. Como é possível alguém que se diz de esquerda apoiar uma figura tão sinistra?
Pedro Correia, não seja aldrabão nem fuja às questões.
Porque é que as monarquias criminosas da Arábia Saudita e do Qatar têm interesse na desestabilização da síria e na morte de cidadãos sírios?
Porque é que o relatório da missão da liga árabe à Síria não foi publicado?
Porque é que os EUA, Israel e Al Qaeda estão juntos no ataque ao povo Sirio?
Não há nada de imparcial em Robert Fisk ou John Simpson. Robert Fisk por exemplo é alguém que apoiou o equivalente Palestiniano de Assad.
Também não teve pejo nenhum em esconder os massacres de Palestinianos sobre os Libaneses.
O jornalismo do Médio Oriente é todo ele político ao extremo.
Quer o nome de um repórter imparcial? Aqui vai: Marie Colvin. Os relatos dela eram credíveis. Não conheço melhor cartão de visita para um jornalista.
O John Simpson é um nome de referência na análise e na reportagem do Médio Oriente. Também posso recomendar-lhe o Thomas Friedman, autor de uma obra lapidar: ‘From Beirut to Jerusalem’. E quando o Robert Fisk menciona 20 mil como o número mais provável de vítimas do massacre de Hama o testemunho dele é igualmente credível. Tanto mais que do outro lado estão os “dados rigorosos” fornecidos pela ditadura síria, que não merece credibilidade alguma.
Só critiquei chamar imparcial a Robert Fisk.
Robert Fisk é alguém que não fala do massacre de Damour por exemplo, pois não é conveniente para a extrema esquerda que representa.
Eu não tenho causa nos 20000 ou 10000 ou 30000 números de mortos do Regime em Hama 1982, bastava 1 morto para ser um regime criminoso porque o Regime é ilegítimo, como aliás a maioria dos que estão no Médio Oriente.
Coisa que aliás nunca preocupou gente do nível de Robert Fisk a não ser quando esses regimes são apoiados pelos Americanos.
Bastava um morto para ser um regime criminoso. Concordo totalmente.
Já agora a proposito de verdades inquestionáveis, já conseguio descobrir as armas de destruição massissa que o Sadan tinha, e que os seus amigos americanos (o Portas viu) tinham?
Falo da Síria em 2012 e você desvia para o Iraque em 2003. Prefere falar de seguida da Coreia do Norte em 2012 ou de Srebrenica em 1995?
Falo de uma lógica de “verdades” que já vem desde o Iraque de 2003.
Mas como é que você se pode queixar de se ir buscar estórias passadas quando foi você o primeiro a ir buscar as mentiras sobre a cidade de Hamas, pretensamente ocorridas em 1992, e que segundo o “ilustre” embaixador Cutileiro (pessoa muito séria…), levaram a que a cidade fosse arrasada com todos os seus habitantes… deve ser amigo do seu Robert Fisk.
Por fim cá fica a pergunta a que você não tem coragem de responder: porque é que as ditaduras abjectas, anacrónicas e fundamentalistas da Arábia Saudita, Qatar, EAU apoiam os fundamentalistas islâmicos da Irmandade Muçulmana contra o regime Sirio?
Você, amigo e admirador de Ahmadinejad, é um defensor servil do fundamentalismo mais rasteiro e repugnante: o fundamentalismo da ditadura teocrática do Irão. Sem pensar sequer que os seus camaradas comunistas iranianos têm sido perseguidos, presos e até mortos por esse regime tirânico. E ainda se diz internacionalista…
Mas você alucinou, ou isso tudo é preconceito?
Fale-me da razão da interferencia da Arabia Saudita nos assuntos sirios e deixe-se de delirar.
Você diz-se apoiante de Assad porque o ditador sírio é antifundamentalista, mas ao mesmo tempo apoia o iraniano Ahmadinejad, esse notório fundamentalista. Essa cabeça está mesmo baralhada.
A sua infantiidade começa a ser curiosa, vamos ver até quando vai continuar sem falar da razão porque a Arábia Saudita está a imiscuir-se nos assuntos do povo sirio.
Já agora, outra pergunta que pessoas desonestas como você não vão responder; porque é que o relatório da missão enviada pela liga arabe não foi divulgado?
Você confunde deliberadamente o ditador sírio com o povo sírio. Como aquelas fanáticos da ultra-direita que antes do 25 de Abril confundiam Salazar com o povo português.
E você confunde o povo sirio com as monarquias saudita e do Qatar, mais a vontade de escroques tipo Obama.
Obama, eleito democraticamente pelo povo americano, é um “escroque” e o ditador Assad é um democrata?
Está confirmado. Você confunde deliberadamente os conceitos mais básicos.
Obama eleito “democráticamente”… o conceito de democracia de gente como você é uma miséria, mas digo-lhe mais, o capitalismo não tem solução para o futuro, está a dar as últimas e por mais crimes que cometam, como agora na Siria, estão condenados a ser enterrados.
Obama não foi eleito democraticamente? Então democrata é quem? O ditador Assad?
Democracia nos EUA é coisa que não existe há muito, é um país que há muito está nas mão de criminosos!
Existe onde? Na Síria? Em Cuba? Na Coreia do Norte?
Afinal o Pedro Correia até percebe que nos EUA não existe democracia…, mas são os seus fdp.
Pode crer que Cuba é muito mais democracia do que qualquer país onde o capitalismo impere.
Claro, um adepto de ditaduras só podia defender Cuba, país governado há 53 anos, com mão de ferro, pela mesma família (à semelhança do que aconteceu com os Somoza na Nicarágua). Curiosamente, estes adeptos da ilha-prisão nunca pensam ir viver para aquele «paraíso» que não permite sequer aos seus cidadãos a liberdade de viajarem de lá para fora.
Uma pessoa que fala ssim de Cuba só demonstra que é um acéfalo, que tem o cérebro de um burro, o que, infelizmente(??), só lhe permite zurrar as asneiras mais básicas que os mafiosos de Miami debitam como diarreia.
Trate-se!
É pena que você não se ja consequente com a sua ideologia. Devia emigrar para o paraíso ‘socialista’ cubano em vez de permanecer neste ‘inferno’ capitalista.
Informação para si, já estive em Cuba e se há coisa que não me importava nada era de emigrar para lá, quem sabe… o ambiente é mais saudável e mais são do que a ditadura fétida do capital nos EUA.
O ambiente lá é mais saudável? Só se for por estar tão perto dos EUA. Pergunte aos mais de três milhões de cubanos que conseguiram fugir a nado, em barcos improvisados, em jangadas, em avionetas para sulfatar campos ou seja no que for para a costa norte-americana. Só quem não pode é que não foge à ditadura do general Castro.
E a propósito de ilha/prisão está a referir-se a guantanamo?
Aquela criminosa e indiscritivel prisão que os seus amigos americanos têm em Cuba.
Toda a ilha de Cuba é uma prisão. Por isso milhares de cubanos têm preferido lançar-se ao mar e enfrentar tubarões do que continuar naquele brutal presídio, onde há 53 anos a mesma família – agora comandada pelo general Raúl Castro – controla tudo.
A sua argumentação é tão básica. Você pensa ou limita-se a debitar as asneiras que lê na chamada “imprensa” oficial, fosga-se, olhe que isso até ao longe cheira mal.
Você é que só lê a imprensa «oficial». A imprensa oficial dos comunistas.
Já. Cerca de várias centenas foram encontradas e algumas até foram usadas pelos rebeldes contra as forças americanas.
Continua desaparecidas várias que o Iraque disse que possuía mas nunca foram encontradas.
Assim como foi encontrado vário hardware e componentes.
Qual a novidade, o Iraque desenvolvia as suas armas de destruição em massa.
Mas para o obstrução mental que tomou conta da Europa acerca do Iraque de Saddam e Bush não me admira os seus argumentos. Talvez por causa do armamento que lhe venderam, Europa de Leste e Ocidental venderam mais 90% do Armamento.
V.exa descobre imprecisões mas em vez de clarificar, obscurece em rigor o tema deste post.
“(…)estratégias imperialistas de ataque ao Irão.”??
Discurso interessante este, encontrado em qualquer manual afecto à sua ideologia política.
Louvo a sua coerência incoerente ou do avesso como preferir: Critica-se internamente o que se louva externamente.
Nunca me esqueço deste dogma: Um ditador será sempre um ditador, da esquerda à direito, pela frente e verso, independentemente da sua côr preferida. (ponto)
Mas porque é que você não esclarece a razão da Arábia Saudita, o Qatar e todos os fundamentalistas islâmicos estarem a apoiar a Irmandade Islâmica no combate a regime Sírio, abrindo uma guerra religiosa num país que há séculos tem um regime secular?
Porque não esclarece isso, já que o Pedro Correia tem a lata de já ter escrito uma série de respostas, desviando sempre a conversa para outras tretas, escusando-se a falar desta questão central, que é o interesse das piores e mais retrógradas ditaduras árabes no fim do regime Sírio.
O que une toda esta tralha fundamentalista religiosa e política?
As mortes de milhares de seres humanos são… “tretas”?
Isso pergunto eu, porque não responde à pergunta:
Que interesse têm os regimes ditatoriais da Arabia Saudita do Qatar em provocar a morte de cidadãos SIrios?
Porque não responde?
Quem provoca a morte dos sírios é a própria ditadura síria. Como reconhecem a Liga Árabe, a União Europeia, a assembleia-geral da ONU e as organizações não-governamentais, como a Amnistia Internacional e o Observatório de Direitos Humanos.
A Liga Arabe está controlada pelos seus amigos das monarquias do petróleo, a União Europeia anda a toque de caixa da França e da Alemanha (e têm um hestorial de crimes que os não recomenda a ninguém), na assembleia geral da ONU é fácil de condicionar a posição da maioria dos paises ou não fossem ameaçados de represálias pelas monarquias do petróleo, a Amnistia Internacional tem um hestorial na “defesa” dos direitoa humanos pouco recomendável, o Observatório do quê??
Porque é que as ditaduras/monarquias abjectas, anacrónicas e fundamentalistas da Arábia Saudita, Qatar, EAU apoiam os fundamentalistas islâmicos da Irmandade Muçulmana contra o regime e o povo Sirio?
Continua sem expressar uma só palavra de repúdio pelos jornalistas assassinados, o que diz tudo sobre a sua craveira moral.
Já agora e a propósito dos franceses mortos aqui há um mês pelos terroristas islâmicos, também não tem uma palavra?
Você é amigo dos fundamentalistas que financiam esses terroristas. Os iranianos, por exemplo.
Pedro Correia, vocêw diverte-me de tão infaqtil que é.
Porque é que as monarquias criminosas da Arábia Saudita e do Qatar têm interesse na desestabilização da síria e na morte de cidadãos sírios?
Porque é que o relatório da missão da liga árabe à Síria não foi publicado?
Porque é que os EUA, Israel e Al Qaeda estão juntos no ataque ao povo Sirio?
Agora já fala em Israel?
Temos nesta caixa de comentários alguém que que se destaca na defesa intransigente de dois regimes ditatoriais, aplaudindo simultaneamente o Irão e a Síria. Cada um aplaude o que entende. Mas não lhe gabo o gosto.
E temos um comentador do blog que parece que não sabe que existem duas ditaduras, unma com o nome de Arábia Saudita e outra com o nome de Qatar, para não falar nos EAU
Continua sem falar de Israel. Estranho…
Já agora a propósito de dogmas e do vosso apoio à escória fundamentalista, lembro-lhe um dogma muito caro à sua ideologia politica, criado por Kissinger e que é mais ou menos assim (adaptação livre):
“São criminosos fundamentalistas, mas são os nossos criminosos fundamentalistas”
Quer regime mais fundamentalista do que o Irão, tão defendido por si nesta caixa de comentários?
Pedro Correia, você deve ter algum problema com a verdade e com a realidade. É capaz de me dizer aonde é que eu falei do Irão???
Sabe qual é o seu problema, é que não fala com base na realidade, mas com base em preconceitos e é por essa razão, que você afirma uma coisa que só na sua cabeça existe… tire as palas.
E já agora, porque é que as ditaduras/monarquias abjectas, anacrónicas e fundamentalistas da Arábia Saudita, Qatar, EAU apoiam os fundamentalistas islâmicos da Irmandade Muçulmana contra o regime e o povo Sirio?
Você já não se lembra ou são vários a usar o ‘nickname’ A. Silva?
Viu avivar-lhe(vos) a memória:
«Pedro Correia dá assim o seu modesto contributo para o acentuar de um conflito religioso que só interessa aos fundamentalistas e às estratégias imperialistas de ataque ao Irão.»
Escrito por si um pouco mais acima. O ditador Ahmadinejad deve agradecer-lhe a atenção.
Porra já foi há tanta palavra que já nem me lembrava dessa afirmação.
Mas é claro que o objectivo, mais que evidente é o ataque ao Irão. Um ataque organizado por Israel e EUA, mais os seus amigos das ditaturas abjectas da Arábia Saudita e do Qatar, com toda a escória de fundamentalistas islâmicos.
E já agora, que interesse têm os regimes ditatoriais da Arabia Saudita do Qatar em provocar a morte de cidadãos SIrios?
Porque não responde?
Pronto, admite que é fã do ditador Ahmadinejad – outro que já mandou disparar contra o próprio povo, que contestava nas ruas a eleição fraudulenta, semelhante à de 1958 em Portugal que atribuiu a vitória a Américo Tomás contra Humberto Delgado. Você admira e aplaude o Tomás iraniano.
Explique-se, parece que por momentos barolhou os parcos pensamentos que tem, o que se diga que é obra.
O Ahmadinejad só ‘venceu’ as últimas presidenciais no Irão devido à gigantesca fraude eleitoral e à prisão maciça de membros das candidaturas rivais. Nada diferente do que aconteceu em 1958 em Portugal.
Mas isso não o impede, claro está, de ser fã de Ahmadinejad.
A hipocrisia de Pedro Correia é extraordinária, recusa-se a falar sobre o papel criminoso que as monarquias/ditaduras fundamentalistas da Arábia Saudita e Qatar têm na Siria, sendo elas em conluio com os EUA/NATO os principais desestabilizadores da Siria e, o hipócrita Pedro Correia, tenda desviar a conversa para o Irão, acreditando que na confusão das palavras fique por esclarecer o papel destas criminosas monarquias/ditaduras nos crimes que se estão a cometer na Siria.
Extraordinária é a sua desfaçatez. Foi você que invocou aqui pela primeira vez o Irão, como bem se comprova nesta caixa de comentários. Quando a conversa não lhe agrada, como bom contorcionista, desvia-a num instante. Eu percebo: é um péssimo cartão de visita aparecer como apoiante de Ahmadinejad, uma das mais sinistras personagens da cena política internacional.
Já você nao desdenharia aparecer ao pé do ditador da Arábia Saudita (qual o seu nome?), rodeado da sua fortuna acumulada sobre os cadáveres de milhões de cidadãos, milhares deles sirios.
O cheiro a sangue humano não o incomoda?
Essas perguntas, se fossem feitas por qualquer outra pessoa, seriam insultuosas.
Meu caro, já lhe comuniquei o que necessitava comunicar, sabendo à priori que não compreenderia porque não lhe interessa e curioso é que quem distorce e foge da questão fundamental/essencial é V.exa. que ignora o post na sua essência, que ignora as manifestações livres de uma sociedade oprimida (em coerência incoerente caramba! precisa que lhe faça um desenho…sem côres ou manifestos)
Todos temos os nossos dogmas inabaláveis?…e garanto-lhe que a linha se traça de um modo muito simples…na liberdade de expressão de qualquer povo/população (continua a ser o melhor sistema à excepção dos restantes ou depende do governo em exercício?).
Fundamentalismo? Está a brincar comigo? Tem falta de espelhos meu caro? Aqui não vislumbrei qualquer fundamentalismo, antes pelo contrário, são manifestados valores humanos, em transversalidade, sem afectividades partidárias direccionais.
Falamos e escrevemos de valores puros, inatos em nós, sem direcção ou côr, simples valores humanos..e esses, neste post, e intrinsecamente pela causa do mesmo..é inabalável.
Quem foje às questões é você e o Pedro Correia:
Que interesse têm os regimes ditatoriais da Arabia Saudita do Qatar em provocar a morte de cidadãos SIrios?
Porque não respondem?
Isso é uma cassete.
Fiquei sem palavras ao ser confrontado com esta perda.
Uma Senhora. Um ícone do jornalismo simplesmente.
Um dia triste este Pedro.
Memorável e devido post neste mundo ao contrário.
Fique bem.
Um abraço, Outside.
Belo texto. Tb admiro o jornalismo de guerra, desde sempre. A coragem que se paga com a morte, é mesmo só para uma especial estirpe. Admirável e ao mesmo tempo, triste.
A coragem e o desassombro pagam-se tantas vezes com a vida neste ofício de alto risco. Marie será lembrada pela qualidade do seu trabalho e dos seus depoimentos destinados a combater o esquecimento e a ignorância, aliados permanentes de todos os torcionários.
Trágico!
Verdadeiramente trágico, Helena. A perda de vidas humanas. E duas vozes silenciadas.
Gabo-lhe a paciência Pedro Correia…
No fundo, o estado da política em Portugal, o facto da esquerda não ter qualquer capacidade em fazer oposição credível reflecte-se nesta caixa de comentários. Precisamos de uma esquerda forte, não de uma esquerda de equívocos, fanatismos e incongruências. Para quem foi perseguido, espancado, torturado – a defender estes regimes castradores da liberdade em nome do suposto imperialismo. Enfim…