A última “pomba” do Médio Oriente


odiplomata,

is_1922972c.jpg

Desde que me lembro de ter alguma consciência política e sensibilidade para as questões do mundo, que convivo quase diariamente com o conflito do Médio Oriente, seja em momentos de maior ou menor intensidade. Não estarei a exagerar se disser que aquela realidade israelo-palestiniana me tem acompanhado ao longo da vida, onde aliás já tive o privilégio de estar por mais que uma vez. Havia três figuras que faziam parte desse meu mundo: duas já morreram há uns anos; Ytzhak Rabin, em 1995, e Yasser Arafat, em 2004. E a terceira figura era Shimon Peres, que morreu esta manhã. Todos eles foram em tempos das suas vidas “falcões”, que lutaram pela sua terra, mas morreram como “pombas” na tentativa de encontrar uma solução de paz para um conflito milenar.

0 comentários em “A última “pomba” do Médio Oriente”

    1. Exactamente.
      A ideia de conflito milenar não passa de um mito.
      Os povos sempre conviveram em paz naquela região do mundo, excepto quando invadidos por uma força externa, algo a que qualquer povo reagiria da mesma forma – com resistência à obliteração.
      Recordemos que Israel é uma força externa que foi ocupar um local que já era ocupado antes, e que sempre teve como objectivo principal a eliminação da Palestina.

      1. Israel é uma força externa

        Mais precisamente, Israel foi formado por judeus europeus.

        Os judeus da Palestina opuseram-se à criação de Israel, tal e qual como os árabes da Palestina (estes últimos, quer fossem muçulmanos quer fossem cristãos). Ninguém ali estava interessado em ser obliterado por colonizadores europeus. Como é natural…

  1. aquela realidade israelo-palestiniana me tem acompanhado ao longo da vida, onde aliás já tive o privilégio de estar por mais que uma vez

    Frase um bocadinho mal escrita. O Alexandre já esteve na realidade? Ou já esteve em Israel e/ou na Palestina?

  2. Tretas. os 3 Ytzhak Rabin, Yasser Arafat, e Shimon Peres têm as mãos manchadas de sangue. Obviamente não se transformaram em pombas.

    1. Corretíssimo.
      Toda a gente quer a paz, claro. Resta saber que concessões está disposto a fazer por ela. E também o que espera obter (dinheiro, poder…) para além da paz.
      Netanyahu também quer a paz. Se os palestinianos decidissem emigrar todos para os EUA, Netanyahu deixá-los-ia ir em paz. Se as pessoas se curvarem à vontade dele, ele é um homem muito pacífico.

    2. Com o devido respeito que merece, direito de expressao politica, digo que nao concord co o que escreveu. Israel foi reconhecido pelo Mundo como o estado Hebraico dai tirar lhe razao ao que disse.
      Quanto aos senhores a que se refere nao teem as maos manchadas de sangue, lutaram pelo que era deles ao contrario de alguns Portugueses que estiveram em Africa a matar e destruir paises que nao lhes pertencia, dai a independencia conseguida e reconhecida desses mesmos paises

      1. Quer o Josh dizer que os palestinianos, assim como Arafat, também lutam, e bem, pelo que lhes pertence.
        O cisma das tribos de Israel, as 10 tribos do norte separadas da de Judá e Benjamim, depois da morte de Davi, também nos recorda que as terras dos hebreus, passantes, eram terras conquistadas e distribuídas pelas 12 tribos de Israel. O período dos JUÍZES, que durou 200 anos, recorda-nos bem os conflitos existentes.
        Recordo-lhe que a conquista da Palestina (terra de Canaã) ocorre com a tomada de Jericó quarenta anos após a saída do Egipto.

        A história recorda-nos tudo o mais.
        Quero com isto dizer-lhe que o direito do estado hebraico, que diz ser reconhecido, não retira direitos a outros.

        Quanto a Peres, fez o que pôde e o que lhe foi possível. Tal como Ben Gurion, Golda Meir e outros mais.

        Portanto, não sabemos se sem os portugueses e a guerra colonial existente alguma vez existisse Angola e um estado independente. O Brasil segue na mesma linha. Será que sem os portugueses o Brasil seria o território que hoje é?

        Nota: Corrigi pode por pôde.

  3. Infelizmente morreu um Valente homem e Israel ficou mais pobre, mas tudo tem o seu fim e o Snr Peres vencedor do premio Nobel deixa saudades concerteza.
    G.d rest his soul and G.d bless him

        1. Massacre do campo de refugiados do Qana.
          Massacre de palestinianos em Tel al-Zaatar.
          Mulheres, crianças, idosos, homens e até animais.
          Chega?
          E nunca esquecendo: as perseguições e expulsões de familias inteiras das suas casas, e a aprovação de invasão de territórios palestinianos para construção de novos colonatos – chamam-se “colonatos” exactamente porque são colónias em território de terceiros, ou seja, ocupações ilegais e bélicas contra a vontade dos habitantes desses locais.
          Chamar a este zionista uma “pomba da paz”, não é simplesmente errado, é verdadeiramente imoral.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *