A tíbia FIFA


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(Postal para o És a Nossa Fé)

Não será agora o momento para muito elaborar sobre as características intrínsecas da FIFA – demonstráveis pela atribuição da organização do próximo Mundial à ditadura teocrática do Catar, ainda por cima ao invés de qualquer racionalidade desportiva. Mas a tíbia atitude face aos acontecimentos de agora, propondo-se mimetizar o comportamento do COI ao patrocinar a pantomina de uma representação russa desprovida dos seus símbolos, é o típico “nem sim, nem sopas”. É inaceitável. Muito bem vão as federações da Polónia, República Checa e Suécia, que já anunciaram a sua indisponibilidade para jogarem com a selecção do país que fere deste modo a segurança mundial e que aventa, a níveis retóricos que desconhecíamos nas largas últimas décadas, a utilização de arsenal nuclear.

Face a esta mercenária atitude da direcção da FIFA será de exigir à nossa Federação que se demarque de imediato dessa via, defendendo publicamente a exclusão russa. E, se tal não acontecer, será de exigir ao nosso governo que execute todo o tipo de represálias legalmente disponíveis sobre a FPF e seus associados. Entre as quais, se tal for possível, uma simbólica: retirar-lhe a possibilidade de utilizar os símbolos nacionais.

16 comentários em “A tíbia FIFA”

  1. patrocinar a pantomina de uma representação russa desprovida dos seus símbolos, é o típico “nem sim, nem sopas”. É inaceitável.

    exigir ao nosso governo que execute todo o tipo de represálias legalmente disponíveis sobre a FPF e seus associados. Entre as quais, se tal for possível, uma simbólica: retirar-lhe a possibilidade de utilizar os símbolos nacionais.

    ??

  2. ditadura teocrática do Catar

    A ditadura do Qatar não é teocrática. O emir do Qatar não pretende sê-lo pela graça de Deus.

    Regimes teoctráticos foram no passado usuais na Europa. No mundo islâmico não. Em geral, os dirigentes islâmicos não pretendem ter qualquer ligação a Deus, o que aliás seria terrivelmente blasfemo na religião deles.

    1. Os Emirados árabes e a Arábia Saudita são ditaduras, ou pomposamente monarquias absolutas, e regem-se pelo “direito” do alcorão, por isso são regimes teocráticos. O mesmo acontece no Irão com a diferença de ser uma república com vários candidatos em eleições gerais.
      Estas medidas contra a Rússia são como uma bola de neve, a gosto do quem dá mais. Ainda vamos presenciar a proibição dos russos usarem as cores da sua bandeira por causa das cores da bandeira da França.

      1. regem-se pelo “direito” do alcorão, por isso são regimes teocráticos

        Não.

        Israel também se rege em parte pelo direito judaico, e nem por isso é teocrático. E a Europa nas suas leis (contra o aborto e o divórcio, por exemplo) regeu-se muito tempo pelo direito cristão, mesmo quando já não era teocrática.

        Um regime é teocrático quando fundamenta a sua legitimidade na religião. Isso foi feito durante muito tempo nas terras cristãs. Nas terras muçulmanas, isso nunca ou raramente foi feito.

        Uma coisa é a lei do país ser uma lei religiosa, outra coisa muito diferente é os ditadores dizerem que o são pela graça de Deus – como Franco aqui ao lado fez.

        1. Isso foi feito durante muito tempo nas terras cristãs. Nas terras muçulmanas, isso nunca ou raramente foi feito.

          lol. Você diz isto sem se rir? Sempre a utilizar exemplos ocidentais (mentirosos, por sinal) para relativizar o assunto e vindicar o seu esquerdismo de merda — mas esquece-se por exemplo da República Islâmica do Irão e de uma quantidade de outros países que baseiam o seu código jurídico na Sharia e em interpretações dinásticas do Alcorão, como na Arábia Saudita.

          Pare de vir para aqui defender coisas indefensáveis e atrasadas. Sugiro até que vá viver com eles e nos liberte da tragédia que é viver consigo.

          1. “V.” vê “esquerda” em tudo o que é sítio. Precisa de um psiquiatra.

          2. O linguajar de esquerda —uma liturgia sindicante que turva o pensamento e corrói o livre-arbítrio— está em todo o lado.

            Na psiquiatria também.

  3. ao invés de qualquer racionalidade desportiva

    Parece-me desportivamente racional jogar futebol em locais onde há muitos espetadores desejosos de o ver.

    Faço notar que diversas competições entre clubes europeus têm atualmente as suas finais disputadas em países estrangeiros, tipo China ou países árabes. Presumivelmente, os organizadores dessas competições compreendem a racionalidade desportiva bastante bem.

  4. Muito bem vão as federações da Polónia, República Checa e Suécia, que já anunciaram a sua indisponibilidade para jogarem com a selecção [da Rússia]

    Como bem disse ontem o meu filho, que é mais adepto de futebol do que o pai, os jogadores russos não devem ser punidos por aquilo que a liderança do seu país faz.

    Nem os jogadores da Polónia, etc devem ser punidos proibindo-se-lhes jogar contra quem queiram.

    1. Pergunta para o filho de balio:
      – E os soldados russos devem ser punidos, obrigando-os a combater por aquilo que a liderança do seu (deles) país faz?

      1. Todos os soldados, em qualquer país do mundo, são obrigados a combater por aquilo que as lideranças dos seus países fazem.
        Nenhum jogador de uma qualquer seleção nacional é obrigado a disponibilizar-se para jogar. Só joga se quer. Mas, também não deve ser impedido de jogar.

      2. Os soldados têm de obedecer aos seus comandantes, doutra forma são considerados desobedientes/desertores e sofrem as devidas consequências.
        O jogador da bola até pode marcar golo na sua própria baliza.

  5. A FIFA , os grandes clubes ingleses só querem o pataco.
    Ainda bem que o Bruno foi corrido senão lá teria o Sporting que prescindir de 100ML€

  6. O antigo presidente do Uruguai, Mujica, é que tinha razão: na FIFA são todos uns filhos de uma meretriz. Sem ofensa para as profissionais do sexo.

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