Com um ano de atraso, Passos Coelho parece ter compreendido que tem mesmo de mexer a sério no Estado. Mais vale tarde do que nunca, dir-se-á. Receio que, neste caso, tarde possa equivaler a nunca. Há um ano, Passos detinha algum capital de boa vontade e talvez até conseguisse um módico de compreensão por parte da direcção do PS (dificilmente o apoio ou a colaboração). Hoje, o governo encontra-se sob fogo cerrado e o PS, por muitas garantias que receba de que talvez nem seja preciso mexer na Constituição (claro que é), nunca aceitará alterações que ultrapassem a pura cosmética. A sétima avaliação da Troika, perto do final do Inverno, promete. E o caminho até lá anuncia-se divertido. Pelo menos para os apreciadores de humor negro.
A tal refundação
escafandro,

Nunca esperei qualquer reforma deste governo: a presença da maçonaria, via Relvas, era a promessa do status quo…
O que fizerem – se ainda o fizerem – será por imposição directa da troika.
Eu confesso que cheguei a esperar qualquer coisinha. Ingenuidades…
É só conversa fiada.
Não percebo como acreditam alguma coisa no que diz o PSD, CDS, e já agora os outros do PS ao PCP.
Todos mentem descaradamente, mas como o povo português não quer saber, não quer conhecer é sempre e facilmente enganado pelo Regime Social-Populista.
Bom, nem sempre mentem: quando dizem que aumentam os impostos, aumentam-nos mesmo…
Eleições. Eleições agora, antes que seja tarde de mais.
Eleições para quê?
Boa pergunta.
Respondo-te mais tarde, por extenso.