A taça é nossa


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É só futebol mas vivo-o (it’s only rock ‘n’ roll, but I like it). Até demais … E é, como disse, clarividente, o Francisco José Viegas, um antídoto contra a solidão.

Ontem, aqui na tasca vizinha, tamanha me foi a comoção final que a pressenti, à ceifeira, seu hálito e até seu afago: mais uma destas e ainda me dá o treco! E depois?, qual seria o problema? Que interessam os desconseguimentos, as interrupções, o desfeito e o infeito? Que mais será de pedir nisto do que o enfeite  do final feliz?

 

0 comentários em “A taça é nossa”

  1. Que emoção até ao fim. Até ao último lance do prolongamento, até ao último pontapé de penálti.
    Renan, Mathieu, Coates, Gudelj, Acuña (duas assistências para golo), Raphinha, Bas Dost, Luiz Phellype, Bruno Fernandes: heróis desta Final, tão épica como foi a de 2015, contra o Braga, também treinado por Sérgio Conceição, agora no FC Porto.
    Taça da Liga, Taça de Portugal. E agora que venha a Supertaça.
    “Allez, allez…”

  2. Foi intenso. Muito.
    Não sou Sportinguista, mas sou casada com um há uma data de anos, tenho duas filhas Sportinguistas, dois genros Sportinguistas , uma neta Spotinguista e um neto em Setembro, que irá seguramente engrossar o grande caudal de sócios e simpatizantes.
    As emoções, todas, devem ser vividas a dois num casamento sólido.
    No final ficámos ambos calados, rasgados num sorriso satisfeito, à janela, a observar a juventude acalorar-se numa frenética e exuberante onda verde.
    Foi bom. Vai ser ainda melhor.

  3. Muitos parabéns. Mereceram inteiramente. Pelo esforço e vontade colocados.
    Como benfiquista, e penso que pela larga maioria sportinguista, não esperava tanto de uma equipa devastada pelos acontecimentos de Alcochete que inicia uma época reduzida a uma manta de retalhos, fosse tão longe.
    Todo o merecimento a quem o tem.
    A Taça fica-vos bem.
    Resto de um feliz Domingo

  4. Ainda bem que o futebol está tão bom. Deixei de ligar há uns anos, quando a modorra em campo era de molde a dormir. Foi o mesmo com a F1, com Schumacker a dar 2 voltas de avanço aos outros e os restantes lugares a serem decididos nas mudanças de pneus. Nesse tempo não havia o risco de ter um treco por excesso de emoções. Além disso a nojeira de presidentes de clubes, a violência nas bancadas, a promiscuidade com a política e a falta de educação dos painéis televisivos, afastaram-me de vez sem retorno.

    1. Eu fiquei no Prost e Senna, enjoei aquilo. E também enjoei o futebol português, já me acontecera há décadas, voltou-me o estado de espírito este ano – nem vejo os jogos. Mas ontem deu-me uma recaída

  5. Jpt, peço desculpa fugir ao tema do post. Mas é só para dizer que vou votar Marisa Matias ( e não BE, se é que me entende). Não consigo votar no Rangel. Tenho “pena” do Rio mas, diga-se de passagem, também não tem conseguido rodear-se com os melhores. Assim vou votar no candidato que tem apresentado uma postura mais consentânea com a minha maneira de ser, esquecendo o Partido a que pertence. Abraço.

    Ganhou-me.

    1. Acalme-se homem, e espero ainda ir a tempo de o trazer à razão. Certo que no Sporting aceitamos todas as sensibilidades políticas – e que o nosso presidente, ao contrário do do Benfica, não faz campanha partidária. Mas ainda assim poderá reflectir um pouco melhor antes de votar: também habita em mim um jpt fervoroso marisistamatiaísta, ainda que uma sombra vetusta do que foi há décadas, e por isso posso compreendê-lo. Mas nisto da ternura dos cinquenta, se estivesse por aí, namoraria a ideia de votar e ombrear com a camarada Matias mas, no fundo, ia votar no João Gonçalves. Não exactamente no Santana Lopes. Ainda por cima porque você vai votar não na Marisa mas num qualquer Catarina Martins de bigode e barba aparada, que não faz falta nenhuma ao Parlamento. E o Sande talvez possa significar algo.

      1. No Sande não voto. Lembro-me que na altura do resgate/troika defendia, de uma forma fria, a justiça da injustiça dos planos de resgate gregos e português, parecendo não querer ver as suas consequências politicas ( aumento dos movimentos extremistas) e sociais.

        Bom, e Paulo Morais?

  6. Durante longos minutos a RTPS fixou-se numa parte do relvado onde parecia estar a acontecer um velório. Aguentei heroicamente aquela cena compungente, acreditando que a qualquer momento aquela gente teria a companhia de Carolina Sogado coberta com o véu usado na visita ao padre de Roma.

    Smoreira

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