Lembrei-me da história de certo comandante de um navio de cruzeiro que se afundava. A situação não é grave… mas é dramática! — anunciava ele aos passageiros aterrorizados. — Mantenham a calma… e salve-se quem puder!
Vem isto a propósito do post do Paulo Gorjão aqui em baixo. Bem pode o governo escamotear a realidade, mas Portugal é referido nos meios europeus a par da Irlanda e da Grécia, os países considerados em maior aperto financeiro. Talvez seja esta a razão pela qual Sócrates não quis estar na recente cimeira da comunidade. Pode continuar a fazer de conta que domina a situação. Porreiro, pá!

Caro João Carvalho:
E estamos á espera de quê?
Será que continuamos a ser um Povo paciente e de brandos costumes que temos de aturar estes mentirosos até Outubro?
Estarei na primeira fila do levantamento contra estes “iluminados” da treta.
Conto consigo também João e sei que seremos muitos.
Carlos Dias Ferreira
Não vá o drama dar em tragédia, meu caro, não é?
“Mantenham a calma e salve-se quem puder…”
Claro!
Salvam-se os que “viajam” em primeira classe.
Salvam-se os “amigos” e os “amigos dos amigos” do Comandante.
Podem salvar-se alguns que conseguem uma tábua, mesmo podre, que os deixe flutuar…
Também pode haver uma maioria, desprotegida pelos homens, mas protegida por Deus que, no turbilhão do desastre, seja arrastada para a praia e também consiga sobreviver…
Porreiro, pá!
Pois…
Não há crise! Penso que tudo ficará bem resolvido se Portugal apanhar o “elebador” (ou o monta-cargas?) do Menezes que referes noutro post. Só há que estar atento no momento de entrar, para saber se vai a subir ou a descer…
Hehehe…
Portugal tem sido de uma tenacidade impressionante ao nunca deixar de ocupar os últimos lugares da “liga dos últimos”. Quando a Grécia e a Irlanda começaram a subir no ranking, nós deixamo-nos ficar pela cauda do pelotão, como sempre, e agora ei-los ( eise-os “) de novo ao nosso lado! O nunca sair da cepa-torta , por vezes, tem destas vantagens: é que nunca gastamos energias a mudar de ritmo, nem a conhecer outras paragens… e eles aí estão de novo, eles “andem” por aí…
Eles estão de volta, não é? A gente bem lhes disse: podem ir lá acima, mas descansem que hão-de voltar! Já voltaram…