A semana “horribilis” de Vladimir Putin


Pedro Correia,

2022-11-14t000000z-1895778106-mt1abcpr831525005-rt

Imagem de Volodimir Zelenski na cidade de Querson, reconquistada aos russos

 

– Viu as forças invasoras russas serem expulsas de Querson pelo exército ucraniano.

– Sofreu derrotas territoriais em dezenas de vilas e aldeias no Donbass anexado ilegalmente por Moscovo.

– Registou o maior desaire militar desde a vitoriosa resistência ucraniana em Kiev.

– Acompanhou na TV as imagens de Zelenski nas ruas da reconquistada Querson.

– Percebeu que a “contra-ofensiva ucraniana” deste Outono já está inscrita na wikipédia.

– Cancelou a participação na cimeira do G20, mantendo-se entrincheirado no Kremlin.

– Recebeu críticas generalizadas em Bali por ter orquestrado a agressão russa à Ucrânia.

– Viu o seu fiel serviçal, Lavrov, abandonar o G20 antes do encerramento da cimeira.

– Assistiu à distância ao sorridente encontro entre Joe Biden e Xi Jinping.

– Observou que a NATO, unida em torno da Polónia, está mais coesa e vigilante que nunca.

– Registou um número alarmante: Moscovo já terá sofrido cem mil baixas na Ucrânia.

– Desfez qualquer dúvida sobre a tenacidade da população ucraniana, mesmo sob uma chuva de mísseis.

– Concluiu, neste nono mês da invasão, que é incapaz de alcançar vitórias militares significativas.

20 comentários em “A semana “horribilis” de Vladimir Putin”

  1. Não é Querson, é mais Rerson.
    A letra do alfabeto cirílico é similar ao nosso X e lê-se como o j em castelhano, ou ch a seguir a “a”, “o” ou “u” em alemão. É um som R gutural.

      1. O melhor é recorrer a um clássico na matéria: o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves. Podendo também ser consultado o Vocabulário Onomástico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras.

        in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/toponimos-da-ucrania/36877 [consultado em 17-11-2022]
        Devia ser obra de consulta permanente.

        1. O problema desse ciberdúvidas é que assume a utilização em português de transcrições que somente são válidas noutras línguas, notoriamente o inglês.
          Por exemplo, o som “j” escreve-se em inglês “zh”. Mas em português deve-se escrever “j”. Por isso, não faz sentido escrever “Zaporizhia”, porque em português é Zaporíjia.
          Da mesma forma, aquilo que em inglês se escreve “kh” é um “r” gutural, similar ao “j” castelhano. A melhor transcrição portuguesa é mesmo “r”.
          É ridículo estarmos a copiar as regras de transcrição que os ingleses usam, mas que os portugueses em geral não sabem ler.
          Na Alemanha e em França não são pacóvios, não copiam as transcrições inglesas, fazem as suas próprias de acordo com as regras fonéticas das suas línguas (por exemplo, os franceses escrevem “Poutine” e os alemães escrevem “Gorbatschow”).

  2. Para contrabalançar um pouco: os bombardeios russos das infraestruturas energéticas ucranianas estão a ser bem mais devastadores do que publicamente admitido.

    E crescem os temores de que a saída de cena de Putin, cada vez mais provável, resulte na tomada do poder por gente ainda mais radical.

  3. O Putin deu claramente um passo maior que a perna no passado dia 17 de Fevereiro. Aliás, deu um passo muitíssimo maior que a perna. E se ainda não tinha compreendido isso, penso que agora não lhe restarão dúvidas.

      1. Parece-me que já não existe saída para ele. Vai ficar mal na história de qualquer forma, e susade ambos os lados.
        Mas não há dúvida que nos conseguiu enganar a todos, durante algum tempo, com o seu falso poderio. Afinal era, tal como a finada URSS, um gigante com pés de barro.

        1. Um tigre de papel, como diria Mao Tsé-tung. A verdade – percebe-se agora bem – é que as forças armadas russas estão devoradas até ao tutano pelo vírus da corrupção, que alastra por toda a sociedade russa. Daí o armamento obsoleto, os equipamentos inadequados, os víveres que não chegam à linha da frente (e logo numa frente de guerra com mais de mil km).

          Sugestão de leitura:
          “El frío dispara la deserción de reclutas rusos en Ucrania”
          https://www.elmundo.es/internacional/2022/11/16/6375145821efa0e85f8b457a.html

          1. Pois.
            Ps – Coitados dos soldados russos. Tem o chicote nas costas para onde quer que se virem.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *